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10 de junho de 2016

Um dia dos namorados solteiro



 
Ser/estar/viver solteiro: o amor liquido

Não acredito na solidão opcional, não sou fã desta decisão de viver no mundo só. A vida humana é feita para as relações, para a convivência, para o humano. Fomos criados para as relações de amar, de viver e conviver com outros seres humanos. No entanto, na vida moderna e contemporânea, nota-se claramente as relações liquidas, o amor liquido, o carinho liquido, a vida liquida que não estabelece  solidez. A virtualidade ajuda a vivermos distantes uns dos outros.

Estamos todos na correia do capitalismo, no divã de um corpo perfeito, no desejo de uma Self com milhares de curtidas, e na expectativa de termos dezenas de seguidores. Neste afã da vida, vamos esquecemos de coisas simples do dia-a-dia. De um almoço com os amigos, das piadas, das gargalhadas soltas e de um monte de loucuras e maluquices que sempre nos fez felizes. E neste caminho... Amar vale a pena, viver vale a pena, o que não vale a pena, é sucumbir aos poucos em relações desgastantes. É perder tempo com pessoas que não te valorizam. É manter certas “amizades” que não fortalece as relações. E jogar-se nas drogas e nos sexo casual e momentâneo.  

O fato é que vivemos em um mundo de incertezas, cada um por si.  As relações pessoais e amorosas são relacionamentos instáveis, pois as relações humanas estão cada vez mais flexíveis, como nos diz Baumam vivemos em uma sociedade líquida, onde as pessoas estão sendo tratadas como bens de consumo, ou seja, caso haja “defeito” descarta-se - ou até mesmo troca-se por "versões mais atualizadas" dentro dos padrões estabelecidos pela vias midiáticas e perde-se o belo prazer de manter bons relacionamentos.

Para ser, viver e estar neste mundo, o melhor mesmo, para todos nós é mantermos amizades sadias, freqüentar ambientes culturais, buscar investir na vida profissional e espiritual. Um dica fundamental para passar o dias dos namorados, é buscar uma loja, livraria, perfumaria e até mesmo ir a um restaurante e se dá o melhor presente. Presentear-se por esta vivo,  poder viver, valorizar-se. E se não gosta de fazer estas coisas sozinhos: busque um amigo, faça aquela festa entre os solteiros, curta o seu momento, a sua vida. E lembre-se existe sempre alguém a procura de um alguém como você. Viver só é uma opção, mas amar deve ser o seu destino.

 




 

 

 

 

 

10 de janeiro de 2012

Você é homofóbico? Sabe lidar com as diferenças. Faça este teste.

 

 

Como você convive com as diferenças?

Saber conviver com as diferenças significa reconhecer e aceitar no outro aquilo que difere de você. É também um dos meios de se relacionar de forma mais respeitosa e ética com as pessoas ao seu redor. As diferenças podem ser encontradas tanto em sua própria casa como em espaços públicos, como a escola e a rua. Como é seu convívio com as diferenças?

Atenção: Este teste não tem validade científica e serve apenas para refletir sobre o assunto. Ele foi feito com a colaboração de Daniel Kerry, bacharel em Psicologia pela Unesp e mestrando em Psicologia pela UFSC.

 Faça o Teste

 

Homofobia cresceu 150% nas escolas brasileiras



Levantamento foi realizado com base no questionário socioeconômico do Enem de 2004 a 2008


Sabe o questionário socioeconômico que você teve que responder para se inscrever no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2011? Pois bem, além dele servir de análise para a isenção da taxa do exame, ele pode ser usado para fazer estudos sobre os jovens brasileiros.

Foi o que aconteceu com os questionários de 2004 a 2008. Um levantamento inédito criado a partir deles mostrou um crescimento de 150% do número de pessoas que se declaram vítimas de homofobia no Brasil neste período.
O índice nacional não é o maior apontado pela pesquisa. De acordo com o levantamento, Santa Catarina registrou o maior aumento de casos de discriminação contra homossexuais, 211% entre 2004 e 2008. Outros quatro estados brasileiros apresentaram um alto índice de crescimento da homofobia, são eles: Paraná (175%), Rio Grande do Norte (162,5%) e Alagoas (164,7%) e São Paulo (160%).

No estado paulista, por exemplo, em 2004, 1,5% dos estudantes afirmou ter sofrido preconceito por causa de sua orientação sexual. Quatro anos depois, em 2008, o porcentual passou para 3,9%.

Foram analisadas as respostas de 6,4 milhões de estudantes concluintes do ensino médio, com idades entre 16 e 25 anos, que prestaram o Enem entre 2004 e 2008. Após esse ano, as questões relativas à homofobia foram retiradas dos questionários.

*Com informações de O Estado de S.Paulo

28 de dezembro de 2011

A Cura da Homossexualidade Existe? “Comprender y sanar la homosexualidad”



O livro “Comprender y sanar la homosexualidad” (“Compreender e curar a homossexualidade”, em tradução literal), do psicoterapeuta Richard Cohen, foi retirado da livraria virtual de uma grande cadeia espanhola de lojas de departamento diante da avalanche de protestos.

A Federação Andaluza de Associações LGTB (lésbicas, gays, transexuais e bissexuais) afirmou nesta terça-feira em comunicado que o grupo El Corte Inglés retirou o livro de sua livraria virtual, embora ainda permaneça em suas lojas.

Segundo essa organização, a empresa também pediu desculpas nas redes sociais às pessoas que se sentiram “ofendidas” pelo livro.

Cohen, que diz ter “curado” durante os últimos quinze anos a “milhares” de homens e mulheres que sentiam atração por pessoas do mesmo sexo, escreveu o livro a partir de sua própria experiência pessoal, já que garante que, após ser homossexual “durante décadas”, voltou a ser heterossexual.

“Se estamos decididos, contamos com o amor de Deus e o apoio de outras pessoas, a cura é possível”, ressalta Cohen em entrevista publicada no site da editora que traduziu o livro para o espanhol.

A decisão de retirar o livro de sua loja virtual foi tomada pelo El Corte Inglés após conhecer os protestos que sua venda suscitou na internet após uma iniciativa da Actuable, uma comunidade online de pessoas e organizações “que unem esforços para lutar contra as injustiças”.

Em apenas três horas, segundo informou em comunicado esta plataforma de ativismo, mais de quatro mil pessoas expressaram sua “indignação” pela venda do livro.

Para a Federação Andaluza de Associações LGTB, a retirada do livro é uma “vitória do ativismo”.‘Foram de grande ajuda as ferramentas das novas tecnologias da informação e comunicação, que permitiram uma pronta e decisiva atividade por parte dos cidadãos’, destacou esta organização em comunicado.

Na opinião da organização, o livro pode provocar “não só a desinformação radical sobre a própria classe LGTB, mas uma clara ameaça para os jovens homossexuais e transexuais e suas famílias baseada nos tão condenados e temidos tratamentos reparadores”.

Fonte: http://www.livrosepessoas.com/

23 de outubro de 2011

Trecho da novela Tieta (1989) - ANTI - HOMOFOBIA






Tieta (Betty Faria) fala sobre preconceito e que o melhor é aceitar as pessoas como são, apesar de suas escolhas. Esse capítulo passou a mais de 22 ANOS ATRÁS (1989) e continua muito atual! Uma novela discutindo sobre homofobia contra o travesti Ninete (Rogéria) e comparando com outros tipos de preconceito. O passado às vezes continua mais moderno...


Baseado no livro Tieta do Agreste de Jorge Amado, a novela Tieta, exibida pela Rede Globo entre os anos de 1989 e 1990 e foi um estrondoso sucesso. Um trecho da novela caiu na internet, na passagem, Tieta (Betty Faria - foto) conversa sobre preconceito com seu sobrinho e amante Ricardo (Cássio Gabus Mendes). A cena mostra que o folhetim está mais do que atualizado. Os dois conversam sobre o furdunço causado pela chegada de Ninete, interpretada pela travesti Rogéria, que ao ser molestada pelo dono do bar da cidade dá um soco nele e sai do armário com uma das cenas mais emblemáticas da TV e diz: “Meu nome é Waldemar”.

“Como é que tu vai fazer uma coisa dessa com a cidade, atenta dessa maneira contra e lei de Deus?”, diz o ex seminarista e filho da religiosa Cinira para a tia com quem vem tendo um caso secreto. “Com que direito que tu enche a boca do ar e enche a boca de ar e fala nas leis de Deus. Que lei é essa? Onde que tá escrito, me diga? Por acaso Deus passou uma procuração para tu agir no nome dele?”, diz a diva Tieta. “Tieta, tu não pode achar que um homem que se veste de mulher é uma coisa normal”, diz o sobrinho. “Oxente, é a roupa que importa? É a aparência? Aos olhos de Deus é a aparecia que importa ou é o caráter?” questiona a personagem. “Não foi isso que eu quis dizer. Não é só a roupa, é tudo”. Depois os dois debatem sobre normalidade, e Tieta parafraseia Caetano Veloso: “De perto alguém é nornal?” e lembra que eles mesmos são pecadores por se amarem.

O rapaz ainda defende que os gays devem ser corrigidos, que o sexo é para a multiplicação e que o homem foi feito por Deus para a mulher, como pregam alguns religiosos ainda hoje, 20 anos depois. Tieta discursa, argumenta de forma brilhante, defende a liberdade, provoca dizendo que a Ditadura acabou, fala da quebra da hipocrisia e pede para Ricardo abrir a cabeça. Depois que o sobrinho sai, confessa para a “afilhada” que diz que também recebeu uma educação voltada ao preconceito: “Eu sei, mas é só aceitando as pessoas como elas são, é que a gente melhora, a gente cresce. Eu digo isso mas eu ainda não consegui não”. O texto da novela foi adaptado pelos escritores Aguinaldo Silva, Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares.
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19 de julho de 2011

Pai abraça filho e são agreditos, confundidos como um casal gay

Estamos onde mesmo??? No Brasil??? Que tipo de educação temos e estamos oferecendo????

Pensar que discutir as temáticas ligadas à sexualidade é algo que fere a moral, ou que,  por discutir as questões voltadas para o respeito às diferenças irá induzir uma criança a ser homossexual é uma barbaridade epistemológica. O que não podemos aceitar é que, deputados e outras “autoridades” constituídas pelo povo, agora deixem de representar o povo. Ser gay é algo absolutamente normal, o que algumas pessoas estão pregando, é que ser gay, é uma perversão, é algo que fere os bons princípios, que Deus o criador de tudo e todos, abomina os homossexuais. Será que em plena contemporaneidade, vamos ver a morte de inúmeros jovens e adolescentes gays, sendo desrespeitados, marginalizados e sofrendo Bullying, por serem normais?

Ser gay é poder explorar as possibilidades de uma vida recheada de sonhos. Ser gay é também poder desenvolver uma espiritualidade, acreditar em um Deus de amor, louvá-lo pela existência e realizar orações. Ser gay é poder amar incondicionalmente um homem ou mulher, perdoa e agir com solidariedade e companheirismo. Ser Gay é ser capaz de olhar para si mesmo, e ver o quanto ser, um ser humano é belo. Ser gay é enfrentar os obstáculos, superá-los e crescer com cada adversidade, construindo possibilidades de sempre poder ser melhor. Ser gay é tolerar a indiferença dos indiferentes, compreender as limitações dos preconceituosos, agir racionalmente e dentro das legalidades. Ser gay, é ser um cidadão, que paga impostos e cumpre seus deveres sociais. Ser um cidadão gay, é poder demonstrar afetos livremente, amar, sorrir, divertir-se e apaixona-se.
 
Um homem teve a orelha mordida e decepada enquanto passeava com o filho na Exposição Agropecuária Industrial e Comercial (Eapic) em São João da Boa Vista, no interior de São Paulo. A vítima, de 42 anos, estava abraçada com o filho, de 18, quando foi abordada pelos agressores, que ainda não foram identificados pela polícia.


O grupo de cerca de 20 pessoas teria perguntado se os dois eram gays. O homem tentou explicar que eles eram pai e filho, mas, pouco depois, levou um soco. A vítima disse à EPTV que desmaiou depois de ser golpeado no queixo. Quando acordou, ouviu as pessoas gritando que ele tinha perdido um pedaço da orelha, arrancada com uma mordida por um dos agressores. O filho teve ferimentos leves. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. 


Fonte: G1


Homofóbicos espancam pai e filho por confundi-los com um casal gay



O autônomo de 42 anos que teve parte de sua orelha decepada durante uma confusão em uma festa agropecuária em São João da Boa Vista, no interior de São Paulo, ainda não consegue entender por que foi vítima da agressão. Ele estava abraçado com o filho de 18 anos quando um grupo de jovens se aproximou e perguntou se eles eram um casal gay. Mesmo com a negativa, pai e filho foram agredidos. O autônomo ficou desacordado e, quando se recuperou, percebeu que havia perdido parte de sua orelha.


“Não pode nem abraçar o filho. Ainda abracei ele, coisa de um segundo, não sei se abracei para chamar ele para tomar alguma coisa, é algo normal. O coitado veio para cá só para ir na festa, e perdeu a festa”, contou ele sobre o ocorrido na madrugada de sexta-feira (15). O autônomo vive em uma chácara em Vargem Grande do Sul, cidade vizinha, com os pais. O filho mora em São Bernardo do Campo, no ABC, com a mãe, e havia ido para o interior especialmente para o evento.

Estava eu, meu filho, minha namorada e a namorada dele. Elas foram no banheiro e nós ficamos em pé lá. Aí eu peguei e abracei ele. Aí passou um grupo, perguntou se nós éramos gays, eu falei ‘lógico que não, ele é meu filho’. Ainda falaram ‘agora que liberou, vocês têm que dar beijinho’. Houve um empurra-empurra, mas acabou. Eles foram embora, achamos que tinha acabado ali”, contou o autônomo.

Pouco depois, entretanto, o grupo voltou. “Não sei se eu tomei um soco, o que foi, veio de trás, pegou no queixo, eu acho que eu apaguei. Quando eu levantei achei que tinha tomado uma mordida. Eu senti, a minha orelha já estava no chão, um pedaço.”

Uma mulher que estava no local pegou o pedaço da orelha e colocou em um copo com gelo. O autônomo foi com um amigo até um hospital da cidade, que o encaminhou para um cirurgião plástico. Ao analisar o ferimento, o médico afirmou que não se tratava de uma mordida, e sim um ferimento causado por algo cortante. Devido à complexidade do problema, o médico recomendou que o autônomo se consultasse no Hospital das Clínicas de São Paulo. “Cheguei lá e uma junta de médicos disse que foi algum objeto cortante e muito bem afiado, porque cortou um pedaço”, afirmou a vítima.

O caso foi registrado no 1º Distrito Policial de São João da Boa Vista, onde foi aberto inquérito para apurar o caso. As vítimas não conhecem os suspeitos. A polícia tentará identificar os autores da agressão. Eles também poderão responder por discriminação.

O autônomo pretende procurar um advogado para saber o que pode ser feito. Ele está sem trabalhar e ainda apresenta hematomas em um dos braços e nas costas. Seu filho também foi agredido e teve ferimentos no corpo, mas já retornou para o ABC.

“Segundo o cirurgião plástico, se eu for fazer a reconstrução vou gastar de R$ 25 mil a R$ 35 mil. Vai ter que tirar cartilagem da costela. Não saio muito. Fui um dia só, para agradar a namorada e o filho, e acontece isso.

29 de junho de 2011

juiz de Goiás anula casamento gay : Eles não são uma família

 

 

Jeronymo Villas Boas contrariou a decisão do Supremo Tribunal Federal de aceitar a união estável de pessoas de mesmo sexo.

O juiz de Goiás que mandou anular um casamento gay deu uma entrevista exclusiva ao Fantástico.

Uma assinatura histórica. Se dependesse do casal homossexual que casou em Goiás duraria para sempre. “Foi aquela muvuca no cartório porque foi a primeira do Brasil”, contou.

Mas durou pouco mais de um mês. A primeira união estável entre pessoas de mesmo sexo foi anulada por um juiz em Goiânia. “Ele comparou o nosso ato para o cartório como um ato criminoso, de um roqueiro que tira a roupa durante um show no palco”, diz o jornalista Léo Mendes.

Odílio e Léo foram ao Rio de Janeiro fazer outra escritura de união estável. “Sim! E não já juiz nesse país que irá nos separar”, disse Léo, no momento do sim.


A cerimônia se transformou em um protesto coletivo: 43 casais homossexuais firmaram compromisso em cartório, inclusive, Odílio e Léo.

Mas eles nem precisavam ter viajado. A corregedora de Justiça de Goiás Beatriz Figueiredo Franco anulou a sentença do juiz e deu validade ao primeiro documento assinado pelo casal. “Eu achei por bem tornar sem efeito a decisão, dado o alcance administrativo que esta significava”, diz a corregedora.

O Fantástico foi a Goiás encontrar o juiz Jeronymo Villas Boas que contrariou a decisão do Supremo Tribunal Federal de aceitar a união estável de pessoas de mesmo sexo. A equipe de reportagem chegou no momento em que ele recebia a notificação da corregedoria, revendo a sentença.

Perguntado sobre se não teria medo de uma punição, ele responde: “Medo não faz parte do meu vocabulário”.

Quem é o juiz que discordou do Supremo Tribunal Federal?

Repórter: O senhor é homofóbico?

Juiz: De modo algum.

Mineiro de Uberaba, 45 anos, casado, pai de dois filhos e vice-presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros. Jeronymo Villas Boas é juiz há 20 anos e diz que se baseou na lei para tomar sua decisão. “O que neste ato pretenderam os dois declarantes é obter a proteção do Estado como entidade familiar. Os efeitos jurídicos que se extrairia disso são efeitos jurídicos de proteção da família. Eles não são uma família”, afirma.

Ele argumenta que se ateve ao conceito de família definido pela Constituição brasileira: “Declara no artigo 16 que constitui família o núcleo formado entre homem e mulher. E dá a esse núcleo uma proteção especial como célula básica da sociedade. Família é aquele núcleo capaz de gerar prole”.

Para o juiz, a união estável de pessoas de mesmo sexo contraria esse conceito constitucional. Na opinião dele, casais gays não teriam como constituir nem família nem estado. “Se você fizer um experimento, levando para uma ilha do Pacífico dez homossexuais e ali eles fundarem um Estado, sob a bandeira gay, e tentarem se perpetuar como Estado, eu acredito que esse Estado não subsistiria por mais de uma geração”, argumenta.

A posição do juiz vai contra a interpretação do Supremo Tribunal Federal sobre o que é uma família. O ministro-relator Ayres Britto disse que a Constituição apenas silencia e, portanto, não proíbe a união homoafetiva. Em linguagem poética, o relatório dele, aprovado por unanimidade, diz que família é um núcleo doméstico baseado no afeito. E que os “insondáveis domínios do afeto soltam por inteiro as amarras desse navio chamado coração”.

Desde o ano passado, o juiz Jeronymo Villas Boas é também pastor da Igreja Assembleia de Deus, que frequenta toda semana. Para os que o acusam de fundamentalismo religioso, Jeronymo Villas Boas diz que já tomou decisões contra a sua própria igreja, negando pedidos de isenção de impostos. E afirma ter outras inspirações: “As pessoas, talvez, possam querer me criticar porque eu tenho uma forte influência marxista”, diz o juiz.

De Marx, o fundador do comunismo, a Martin Luther King, de quem tem um imenso painel. “O Martin Luther King foi um defensor da igualdade racial, mas também foi um defensor da família”, ele destaca.

Em uma biblioteca contígua ao gabinete dele, Jeronymo mostra à equipe de Vinicius de Moraes, ao famoso ensaio do psicanalista Roberto Freire sobre o desejo, e até uma bíblia em hebraico.

Diz que lê de tudo, sem preconceito. Mas não nega a influência de seus princípios religiosos. “A Constituição brasileira foi escrita sob a proteção de Deus. Querer que um juiz, que professa a fé evangélica, não decida questões que envolva conflitos, muitas vezes, de natureza política, social ou religiosa é negar a independência do juiz”, ele pondera.

E afirma que vai tomar a mesma decisão sempre que houver casos semelhantes. “Já solicitei de todos os cartórios que me remetam os atos que foram praticados a partir de maio deste ano para análise”, avisa.

O repórter pergunta se ele sabe que irá enfrentar uma briga e Jeronymo responde: “Não há problema. Se o juiz tiver medo de decidir, tem que deixar a magistratura. Juiz medroso ou covarde não tem condição de vestir a toga”.

Já quando perguntado sobre o que fará se for enquadrado pelos superiores, argumenta: “Eu tenho direito de defesa. Se me punirem sem o direito de defesa, nós entramos no regime de exceção”, afirma.

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, se diz perplexo com a atitude de Villas Boas. Para o ministro, nenhum juiz está acima das orientações do Supremo. “No meu modo de ver, a reiteração dessa prática por esse magistrado vai revelar a postura ostensiva de afronta à Suprema corte. Isso efetivamente vai desaguar em um processo disciplinar junto ao Conselho Nacional de Justiça”, alerta Fux. 


Fonte: Site do Fantástico

22 de junho de 2011

Combate à Homofobia da OAB - SP

Os membros da Comissão da Diversidade Sexual e Combate à Homofobia da OAB SP serão empossados no dia 15 de junho, às 19h, no Plenário dos Conselheiros da OAB SP (Praça da Sé, 385 – 2º andar). Nessa data será lançada campanha instituciohnal da Ordem contra a homofobia . E no dia 18 de junho haverá um seminário sobre diversidade sexual na Assembléia Legislativa. 

"Esse conjunto de medidas na semana que antecede a Parada do Orgulho Gay, a maior do mundo, fortalece o debate sobre o tema e abre uma importante reflexão", diz Adriana Galvão Moura Abilio, presidente da Comissão de Diversidade Sexual da OAB SP.

Para o presidente da OAB SP, Luiz Flávio Borges D’Urso, a campanha a ser lançada na quinta-feira “fortalece a luta que esta casa vem promovendo para acabar com o tratamento discriminatório a homossexuais, transexuais e bissexuais, estimulando a criação de políticas públicas de respeito e a promoção de direitos dessas pessoas”.

Criado em maio de 2010 inicialmente como um comitê vinculado à Comissão de Direitos Humanos, para estudar temas ligados à diversidade sexual, o grupo ganhou status de comissão neste ano, passando a ter mais autonomia.

Em setembro de 2010, o então Comitê de Estudos sobre a Diversidade Sexual e Combate à Homofobia promoveu o Seminário sobre Direitos Humanos e Diversidade Sexual. Foram debatidos temas como discriminação no trabalho devido à orientação sexual, adoção de crianças por casais homoafetivos e também o combate à homofobia.

SEMINÁRIO NA ASSEMBLÉIA

A Comissão da Diversidade Sexual e Combate à Homofobia da OAB SP também  promove no dia 18 de junho o II Seminário da Diversidade Sexual e Combate à Homofobia. O evento ocorre a partir das 9h, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (av. Pedro Álvares Cabral, 201).

O seminário, que terá presença de diversos advogados e autoridades, será aberto pela secretária-geral adjunta do Conselho Federal da OAB, Márcia Regina Machado Melaré, e pelo presidente da Assembleia Legislativa paulista, deputado Barros Munhoz.

Às 10h, a presidente da Comissão da Diversidade Sexual e Combate à Homofobia da OAB SP, Adriana Galvão Moura Abílio, preside mesa que vai debater a diversidade sexual na esfera do Judiciário.

A advogada e presidente da Comissão Nacional de Diversidade Sexual da OAB, Maria Berenice Dias, fala sobre “O Papel do Advogado na Construção do Direito Homoafetivo”. Em seguida, a também advogada e vice-presidente da Comissão de Direito de Família da OAB SP, Kátia Boulos, discute “Uniões Homoafetivas e os Direitos das Famílias”. O advogado e presidente da Comissão de Relações Internacionais da OAB SP, George Niaradi, debate “A Proteção da Diversidade Sexual no Direito Comparado”.

À tarde, a partir das 14h, a discussão gira em torno do Poder Executivo, sobre políticas de enfrentamento à homofobia. A advogada Rachel Macedo Rocha, membro da Comissão de Diversidade Sexual e Combate à Homofobia da OAB SP, preside a mesa.


O primeiro tema será a “Lei Estadual 10.948/2001 – Um Instrumento de Combate à Homofobia no Estado de São Paulo”, palestra da coordenadora do Núcleo de Combate à Discriminação da Defensoria Pública, Maíra Diniz. O Coordenador de Assuntos de Diversidade Sexual da Secretaria de Participação e Parceria da Prefeitura de São Paulo, Franco Reinaudo, palestra sobre “Políticas Públicas para a Diversidade Sexual”. E o advogado do Centro de Referência da Diversidade Sexual da Coordenadoria de Participação e Parceria da Prefeitura de São Paulo, Gustavo Menezes, debate “Medidas Judiciais de Enfrentamento à Homofobia”.

No encerramento do seminário, o foco será o Poder Legislativo, com o presidente da Associação da Parada do Orgulho GLTB de São Paulo, Ideraldo Luiz Beltrame, presidindo a mesa. O deputado federal Jean Wyllys profere a palestra “O Direito como Instrumento de Afirmação das Diferenças”.

Fonte: Site da OAB - SP

11 de junho de 2011

Filme "Eu não quero voltar sozinho": a história de um garoto cego que se descobre apaixonado

Premiado em festival, filme com temática homossexual é censurado em projeto educativo

 

 O filme mostra a história de um garoto cego que se descobre apaixonado por um novato da escola

 


Um cuta-metragem com temática homossexual foi proibido em um programa educativo do estado do Acre, depois de causar polêmica nas escolas. Escolhido melhor filme pelo júri e pelo público do Festival de Paulínia em 2010, o curta de Daniel Ribeiro fazia parte do Cine Educação, programa que busca trazer a arte para a sala de aula. 


O filme mostra a história de um garoto cego que se descobre apaixonado por um novato da escola. O curta foi exibido em um colégio em Rio Branco, capital do Acre, e acabou chegando ao conhecimento de líderes religiosos da região, que segundo o diretor e a produtora Diana Almeida pressionaram políticos do estado para cancelar o programa Cine Educação, realizado em vários estados através de parcerias com secretarias e com a Cinemateca Brasileira. 


“De forma arbitrária, em uma república federativa cuja Constituição atesta um Estado laico, a sociedade está sendo privada de promover debates. Como pretendemos que adolescentes consigam respeitar a diversidade e formem-se cidadãos lúcidos, pensantes e ativos se informação, arte e cultura (sem qualquer caráter doutrinário) lhes são negadas?”, questionam o diretor e a produtora, em nota divulgada pelo "Cineclick".


26 de maio de 2011

Nota Oficial da ABGLT sobre a suspensão do kit educativo do projeto Escola Sem Homofobia

Nota Oficial da ABGLT sobre a suspensão do kit educativo do projeto Escola Sem Homofobia 

A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT, por meio de suas 237 ONGs afiliadas, assim como a Articulação Nacional de Travestis e Transexuais - ANTRA, a Articulação Brasileira de Lésbicas – ABL, o Grupo E-Jovem, milhares de militantes LGBT e defensores dos direitos humanos, lamentam profundamente a decisão da Presidenta Dilma de suspender o kit educativo do projeto Escola Sem Homofobia. A notícia foi recebida com perplexidade, consternação e indignação. 

Apesar de entender que houve suspensão, e não cancelamento, do kit, até porque o material ainda não está disponível para uso nas escolas e aguarda a análise do Comitê de Publicações do Ministério da Educação, a ABGLT considera que sua suspensão representa um retrocesso no combate a um problema – a discriminação e a violência homofóbica – que macula a imagem do Brasil internacionalmente no que tange ao respeito aos direitos humanos.

Este episódio infeliz traz à tona uma tendência maléfica crescente e preocupante na sociedade brasileira. O Decreto nº 119-A, de 17 de janeiro de 1890, estabeleceu a definitiva separação entre a Igreja e o Estado, tornando o Brasil um país laico e não confessional. Um princípio básico do estado republicano está sendo ameaçado pela chantagem praticada hoje contra o governo federal pela bancada religiosa fundamentalista e seus apoiadores no Congresso Nacional. O fundamentalismo de qualquer natureza, inclusive o religioso, é um fenômeno maligno atentatório aos princípios da democracia, um retrocesso inaceitável para os direitos humanos. 

Os mesmos que queimaram os homossexuais, mulheres e crentes de outras religiões na fogueira da Inquisição na idade média estão nos ceifando no Brasil da atualidade. Segundo dados do Grupo Gay da Bahia, a cada dois dias uma pessoa LGBT é assassinada no Brasil por causa de sua orientação sexual ou identidade de gênero. É preciso que sejam tomadas medidas concretas urgentes para reverter esse quadro, que é uma vergonha internacional para o Brasil. 

Uma forma essencial de fazer isso é através da educação. E por este motivo o kit educativo do projeto Escola Sem Homofobia foi construído exaustivamente por especialistas, com constante acompanhamento do Ministério da Educação, e com base em dados científicos. Entre estes são os resultados de diversos estudos realizados e publicados no Brasil na última década. 

A pesquisa intitulada “Juventudes e Sexualidade”, realizada pela UNESCO e publicada em 2004, foi aplicada em 241 escolas públicas e privadas em 14 capitais brasileiras. Segundo resultados da pesquisa, 39,6% dos estudantes masculinos não gostariam de ter um colega de classe homossexual, 35,2% dos pais não gostariam que seus filhos tivessem um colega de classe homossexual, e 60% dos professores afirmaram não ter conhecimento o suficiente para lidar com a questão da homossexualidade na sala de aula. 

O estudo "Revelando Tramas, Descobrindo Segredos: Violência e Convivência nas Escolas", publicado em 2009 pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana, baseada em uma amostra de 10 mil estudantes e 1.500 professores(as) do Distrito Federal, e apontou que 63,1% dos entrevistados alegaram já ter visto pessoas que são (ou são tidas como) homossexuais sofrerem preconceito; mais da metade dos/das professores(as) afirmam já ter presenciado cenas discriminatórias contra homossexuais nas escolas; e 44,4% dos meninos e 15% das meninas afirmaram que não gostariam de ter colega homossexual na sala de aula. 

A pesquisa “Preconceito e Discriminação no Ambiente Escolar” realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, e também publicada em 2009, baseou-se em uma amostra nacional de 18,5 mil alunos, pais e mães, diretores, professores e funcionários, e revelou que 87,3% dos entrevistados têm preconceito com relação à orientação sexual e identidade de gênero

A Fundação Perseu Abramo publicou em 2009 a pesquisa “Diversidade Sexual e Homofobia no Brasil: intolerância e respeito às diferenças sexuais”, que indicou que 92% da população reconheceram que existe preconceito contra LGBT e que 28% reconheceram e declarou o próprio preconceito contra pessoas LGBT, percentual este cinco vezes maior que o preconceito contra negros e idosos, também identificado pela Fundação. 

Estas e outras pesquisas comprovam indubitavelmente que a discriminação homofóbica existe na sociedade é tem um forte reflexo nas escolas. Eis a razão e a justificativa da elaboração do kit educativo do projeto Escola Sem Homofobia. 

Com a suspensão do kit, os jovens alunos e alunas das escolas públicas do Ensino Médio ficarão privados de acesso a informação privilegiada para a formação do caráter e da consciência de cidadania de uma nova geração.

Em resposta às críticas ao kit, informamos que o material foi analisado pelo Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação do Ministério da Justiça, que faz a "classificação indicativa" (a idade recomendada para assistir a um filme ou programa de televisão). Todos os vídeos do kit tiveram classificação livre, revelando inquestionavelmente as mentiras, deturpações e distorções por parte de determinados parlamentares e líderes religiosos inescrupulosos, que além de substituírem as peças do kit por outras de teor diferente com o objetivo de mobilizar a opinião pública contrária, na semana passada afirmaram que haveria cenas de sexo explícito ou de beijos lascivos nas peças audiovisuais do kit. 

O kit educativo foi avaliado pelo Conselho Federal de Psicologia, pela UNESCO e pelo UNAIDS, e teve parecer favorável das três instituições. Recebeu o apoio declarado do CEDUS – Centro de Educação Sexual, da União Nacional dos Estudantes, da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, e foi objeto de uma audiência pública promovida pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, cujo parecer também foi favorável. Ainda, teve uma moção de apoio aprovada pela Conferência Nacional de Educação, da qual participaram três mil delegados e delegadas representantes de todas as regiões do país, estudantes, professores e demais profissionais da área.

Ou seja, tem-se comprovado, por diversas fontes devidamente qualificadas e respeitadas, como base em informações científicas, que o material está perfeitamente adequado para o Ensino Médio, a que se destina. 

Os direitos humanos são indivisíveis e universais. Isso significa que são iguais para todas as pessoas, indiscriminadamente. Os direitos humanos de um determinado segmento da sociedade não podem, jamais, virar moeda de troca nas negociações políticas. Esperamos que a suspensão do kit não tenha acontecido por este motivo e relembramos o discurso da posse da Presidenta no qual afirmou a defesa intransigente dos direitos humanos.

Esperamos que a Presidenta Dilma mantenha o diálogo com todos os setores envolvidos neste debate e que respeite o movimento social LGBT. Da mesma forma que há parlamentares contrários à igualdade de direitos da população LGBT, há 175 nesta nova legislatura que já integraram a Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT, e que com certeza gostariam de ter a mesma oportunidade para se manifestarem em audiência com a Presidenta, o mais brevemente possível. 

A Presidenta Dilma tem assinalado que seu governo está comprometido com a efetiva garantia da cidadania plena da população LGBT, por meio das ações afirmativas de seus ministérios. Na semana passada, na ocasião do Dia Internacional contra a Homofobia, a ABGLT foi recebida por 12 ministérios do Governo Dilma, onde um item comum em todas as pautas foi o cumprimento do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT. Também na semana passada, por meio de Decreto, a Presidenta convocou a 2ª Conferência Nacional LGBT. Porem, com a atitude demonstrada no dia de hoje acreditamos estar na contramão dos direitos humanos, retrocedendo nos avanços dos últimos anos. Exigimos que este governo não recue da defesa dos direitos humanos, não vacile e não sucumba diante da chantagem e do obscurantismo de uma minoria perversa de parlamentares e líderes fundamentalistas mal intencionados. 

Esperamos que a Presidenta da República reconsidere sua posição de suspender o kit do projeto Escola Sem Homofobia, para restabelecer a conclusão e subsequente disponibilização do mesmo junto às escolas públicas brasileiras do ensino médio. Esperamos também que estabeleça o diálogo com técnicos e especialistas no assunto. Estamos abertos ao diálogo e esperamos que nossa disposição neste sentido seja retribuída o mais rapidamente possível, sendo recebidos em audiência pela Presidenta Dilma e pela Secretaria-Geral da Presidência da República e que a mesma reveja sua posição.


Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais

25 de maio de 2011

Homofobia se aprende, Sexualidade não: Ser gay é tolerar a indiferença dos indiferentes




A presidenta Dilma, acaba de vetar as discussões sobre homofobia no espaço escolar. Ela pode vetar o material, o programa, mas não pode vetar as vozes dos educadores, que viram na proposta do Ministério da Educação, uma forma de se discutir a homoafetividade no espaço escolar. O veto da presidenta sinaliza o preconceito e a descriminação de uma nação, que se julga tão democrática, porém tem nas suas entrelinhas a descriminação.


Pensar que discutir as temáticas ligadas à sexualidade é algo que fere a moral, ou que,  por discutir as questões voltadas para o respeito às diferenças irá induzir uma criança a ser homossexual é uma barbaridade epistemológica. O que não podemos aceitar é que, deputados e outras “autoridades” constituídas pelo povo, agora deixem de representar o povo. Ser gay é algo absolutamente normal, o que algumas pessoas estão pregando, é que ser gay, é uma perversão, é algo que fere os bons princípios, que Deus o criador de tudo e todos, abomina os homossexuais. Será que em plena contemporaneidade, vamos ver a morte de inúmeros jovens e adolescentes gays, sendo desrespeitados, marginalizados e sofrendo Bullying, por serem normais?


Muitos jovens gays crescem achando que são diferentes, anormais e revoltados com a vida e com o mundo. Aprendem, que ser gay, é ser diferente, desprezível e ignóbil. Muitas famílias encaram a homossexualidade, como uma anormalidade, e o filho gay, torna-se a ovelha negra, o zero a esquerda, o mutante, o emblema de vergonha. E desta forma crescem, sendo vitimados pelos seus pares.


Ser gay é poder explorar as possibilidades de uma vida recheada de sonhos. Ser gay é também poder desenvolver uma espiritualidade, acreditar em um Deus de amor, louvá-lo pela existência e realizar orações. Ser gay é poder amar incondicionalmente um homem ou mulher, perdoa e agir com solidariedade e companheirismo. Ser Gay é ser capaz de olhar para si mesmo, e ver o quanto ser, um ser humano é belo. Ser gay é enfrentar os obstáculos, superá-los e crescer com cada adversidade, construindo possibilidades de sempre poder ser melhor. Ser gay é tolerar a indiferença dos indiferentes, compreender as limitações dos preconceituosos, agir racionalmente e dentro das legalidades. Ser gay, é ser um cidadão, que paga impostos e cumpre seus deveres sociais. Ser um cidadão gay, é poder demonstrar afetos livremente, amar, sorrir, divertir-se e apaixona-se.


Ninguém nasce homofóbico, pois homofobia se aprende, sexualidade não.


Silvano Sulzart

25 de maio de 2011

kit contra homofobia é vetado pela presidenta Dilma

Assista aos vídeos aqui: http://silvanosulzarty.blogspot.com/2011/05/o-kit-anti-homofobia-do-ministerio-da.html

 

 

Após pressão de religiosos, Dilma suspende kit contra homofobia

Segundo ministro, presidenta não gostou dos vídeos. Materiais sobre "costumes" deverão ser produzidos após consultar a sociedade



Depois de se reunir nesta quarta-feira (25) com deputados da chamada bancada religiosa, o governo decidiu suspender todas as produções que estavam sendo editadas pelos ministérios da Saúde e da Educação sobre a questão da homofobia. De acordo com o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República, a presidenta Dilma Rousseff assistiu aos vídeos do chamado kit contra a homofobia e não gostou do tom das produções.

"A presidenta decidiu suspender esse material e suspender também a distribuição", disse o ministro, após se reunir com cerca de 30 deputados, entre eles, o líder do PR na Câmara, Lincoln Portela, e Antony Garotinho.

De acordo com Gilberto Carvalho, todo material sobre "costumes" será produzido após consulta a setores da sociedade interessados, inclusive a bancada religiosa.
"A presidenta se comprometeu, daqui para frente, que todo material sobre costumes será feito a partir de consultas mais amplas à sociedade, inclusive às bancadas que têm interesse nessa situação. Nós entendemos que é importante que, para ser produtivo e atingir seu objetivo, esse material seja fruto de uma ampla consulta à sociedade, para não gerar esse tipo de polêmica que, ao fim, acaba prejudicando a causa para a qual ele é destinado", disse Carvalho.

O Ministério da Educação (MEC) ainda não foi informado da decisão oficialmente, mas a reunião da presidenta com o ministro Fernando Haddad acontecerá nesta quinta-feira, de acordo com a assessoria da pasta. O material ainda estava sendo analisado pelo ministro e pelo comitê de publicações do MEC.

Na semana passada, Haddad negou que o ministério tivesse decidido alterar o conteúdo do kit de combate à homofobia em entrevista ao programa de rádio "Bom Dia, Ministro". “O material encomendado pelo MEC visa a combater a violência contra homossexuais nas escolas públicas do País. A violência contra esse público é muito grande e a educação é um direito de todos os brasileiros, independentemente de cor, crença religiosa ou orientação sexual. Os estabelecimentos públicos têm que estar preparados para receber essas pessoas e apoiá-las no seu desenvolvimento”, defendeu Haddad à época.

O material do kit ainda não havia sido oficializado, nem finalizado pelo governo. Entretanto, vídeos vazaram pela internet e provocaram polêmica. Apesar das críticas, o kits ganharam apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura (Unesco) que lançou seu parecer favorável ao material. Na avaliação da Unesco, o material iria contribuir para a redução do estigma e da discriminação. O material deveria ser distribuído a 6 mil escolas de ensino médio.

No ano passado, o iG teve acesso a três filmes que fariam parte do material anti-homofobia por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) do MEC, além do “Encontrando Bianca”.  

Pressão

O governo admite que a suspensão do material foi provocada pela pressão da bancada religiosa. "Na verdade o governo recebeu hoje a bancada evangélica e católica que vieram contestar os materiais atribuídos aos ministérios da Educação, da Cultura e da Saúde. O governo informou aos deputados que estão suspensas todas as produções de materiais que falem dessas questões, sobretudo dessa questão comportamental", informou Gilberto Carvalho.

"A posição do governo é clara. Estão suspensas a edição e a distribuição desse material. E qualquer material daqui para frente passará por um crivo de um debate mais amplo da sociedade", enfatizou o ministro.

O kit de combate à homofobia foi elaborado por entidades de defesa dos direitos humanos e da população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e travestis) a partir do diagnóstico de que falta material adequado e preparo dos professores para tratar do tema. O preconceito contra alunos homossexuais tem afastado esse público da escola, apontam as entidades.

* Com informações da Agência Brasil

14 de maio de 2011

Kiy Gay: O preconceito e a homofobia disfarçados do deputado Bolsonaro

Pensar que discutir as temáticas ligadas à sexualidade é algo que fere a moral, ou que,  por discutir as questões voltadas para o respeito às diferenças irá induzir uma criança a ser homossexual é uma barbaridade epistemológica. O que não podemos aceitar é que, deputados e outras “autoridades” constituídas pelo povo, agora deixem de representar o povo. Ser gay é algo absolutamente normal, o que algumas pessoas estão pregando, é que ser gay, é uma perversão, é algo que fere os bons princípios, que Deus o criador de tudo e todos, abomina os homossexuais. Será que em plena contemporaneidade, vamos ver a morte de inúmeros jovens e adolescentes gays, sendo destratados, sofrendo Bullying, ridicularizados até mesmo no momento da morte, como fez uma jornal no Rio de Janeiro, quando noticiou a morte da dançarina Lacraia.Veja capa do jornal.Acredito que a proposta do MEC é louvável e irá contribuir bastante contra a homofobia.


 Notícia 1

Bolsonaro mantém batalha contra kit

Deputado anuncia que participará de ato contra projeto que prevê punição de crimes de discriminação por opção sexual

POR MARCOS GALVÃO

Rio - O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) disse ontem que vai continuar na luta contra a distribuição pelo Ministério da Educação do kit de combate à homofobia. Na quinta-feira, ele trocou insultos e quase saiu no tapa com a senadora Marinor Brito (PSOL-PA), em um dos corredores do Senado, durante uma entrevista da senadora Marta Suplicy (PT-SP). Já Marinor disse que Bolsonaro mostrou “que tem aversão a mulher” e que seu partido vai obter a cassação do deputado por falta de decoro.

Bolsonaro disse que, após a confusão no Senado, recebeu apoio de diversas pessoas, uma delas o pastor Silas Malafaia, da igreja Associação Vitória em Cristo, do Rio de Janeiro. O sacerdote o teria convidado para um ato público dia 1º de junho, no Congresso.
A manifestação será contra a aprovação do projeto que prevê punição para crimes de preconceito por orientação sexual, do qual Marta Suplicy é relatora. “Se ser homofóbico é lutar para preservar a família, é ser contra a imoralidade, então sou homofóbico. Vou até fazer uma camisa com esses dizeres”, disse o deputado.

A senadora Marinor Brito disse que vai lutar pela cassação de Bolsonaro, acrescentando que recebeu ontem a solidariedade da ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos. Ela teria lamentado não ter entrado na Justiça contra Bolsonaro, quando era deputada e foi empurrada por ele.


Marinor contou ter entrado com representação contra o deputado na Procuradoria do Senado. “Vou pedir indenização por danos morais, e o PSOL vai ingressar com pedido de cassação”, ironizou.


Notícia 2

Senadora ofendida por Bolsonaro entra com representação por quebra de decoro


Brasília – Pivô de uma ríspida discussão nos corredores do Senado, na quinta-feira (12), a senadora Marinor Brito (PSOL-PA) anunciou que irá entrar com representação na Corregedoria da Câmara contra o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). Marinor acusa o deputado de atacá-la de forma pessoal, atingindo-a moralmente, o que justifica o pedido por quebra de decoro parlamentar.

A senadora sentiu-se ofendida pelas palavras pronunciadas por Bolsonaro após uma confusão enquanto o deputado tentava expôr, durante uma entrevista da senadora Marta Suplicy (PT-SP), uma cartilha com críticas ao que ele chama de "kit gay" do Ministério da Educação. A senadora bateu-boca e foi acusada, pelo deputado, que a chamou de "heterofóbica". "Eu sou homofóbico? Ela é heterofóbica. Não pode ver um heterossexual na frente dela que alopra!", esbravejou Bolsonaro.

Mesmo sob a guarda da imunidade parlamentar, garantida em casos em que a conduta questionada tenha alguma relação com o exercício do mandato, Marinor garante que as ofensas do parlamentar ultrapassam as fronteiras políticas e se tornam pessoais, portanto devem ser punidas.

A senadora lembrou, em seu site, que não é a primeira vez que Bolsonaro dispara contra as mulheres, na opinião de Marinor, o deputado “tem aversão às mulheres”.

“Ele já agrediu a ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), quando ela era senadora, a então deputada Manoela D’Ávila (PCdoB-RS), a Preta Gil e agora a mim. Sabe-se lá quantas outras agressões ele já não cometeu contra mulheres", questionou a parlamentar.


O que vocês acham? Poste um comentário aqui.

13 de maio de 2011

Vice-diretora de escola é exonerada por questionar sexualidade

 

A vice-diretora de uma escola estadual de Salvador foi exonerada nesta sexta-feira por questionar a sexualidade de um aluno de 11 anos.Margnólia Oliveira, que trabalha no  Professora Armandina Marques, na periferia de Salvador, suspendeu o aluno por dois dias na semana passada. O motivo, segundo a própria educadora, foi ter flagrado a criança em atos de “ousadia e indecência” com um colega.

Ao abordar o garoto, a vice-diretora perguntou se a criança “gostava de homem ou de mulher”. Também enviou carta à mãe do garoto em que repetiu a questão e recomendou que “prestasse atenção” na criança por seu suposto comportamento “indecente”.

A servidora não foi localizada pela reportagem. Em entrevista à TV Bahia, Oliveira relatou como abordou o aluno: “Meu filho, como é que você faz um negócio desses? Você gosta de homem ou de mulher? Você é uma criança. Eu perguntei a ele dessa forma, e redigi (a carta) para que a mãe conversasse com seu filho.”
Com a identidade preservada, o menino declarou à TV Bahia que passava a mão na cabeça do colega durante brincadeira quando foi abordado pela vice-diretora. “Eu estava balançando a cabeça do meu colega (...) e a vice-diretora perguntou se eu gostava de homem”, disse. Oliveira não suspendeu o outro menino por considerar que ele foi “assediado”.

A mãe da criança apresentou uma reclamação contra a educadora na Secretaria da Educação, que anunciou a exoneração da vice-diretora por “atitude preconceituosa”.

“Lamentamos a atitude da vice-diretora. Nossa orientação é sempre no sentido da inclusão e de respeito às diferenças. Atuamos de forma pedagógica, na perspectiva de construção do indivíduo e sua cidadania, com inclusão social, de gênero e de respeito à diversidade”, disse, em nota, o chefe de gabinete da secretaria, Paulo Pontes.

Como é funcionária concursada, a vice-diretora perderá o cargo de chefia na escola, mas continuará a trabalhar na rede estadual de educação da Bahia.

9 de maio de 2011

O kit anti-homofobia do Ministério da Educação (MEC): Vídeos e Cartilha contra a Homofobia serão destribuidos em escolas públicas

Segundo a Revista Lado A, existe uma discussão desnecessária e polêmica em volta dos vídeos do programa Escola Sem Homofobia por parte de parlamentares evangélicos em todo o país. Assistimos a prévia dos vídeos produzidos pelo Instituo Ecos – Comunicação em Sexualidade -para o Ministério da Educação (MEC) que circulam na internet e não vimos nada que o censure para ser apresentado a estudantes de escolas de ensino médio. O material, bem elaborado, trabalha de forma lúdica o combate à homofobia e apresenta, sem apologias, histórias sobre gays, lésbicas, bissexuais e até de uma transexual. Não há imagem forte ou informação que um estudante de segundo grau não saiba. O mérito do material é despir os preconceitos e mostrar que os LGBTs devem ser respeitados.

De forma didática, o material explica o que é cada segmento e diz que o preconceito não é justo, pois somos todos iguais. O material já foi aprovado pela UNESCO e pelo Conselho Federal de Psicologia. Quando aprovado pelo MEC, será apresentado a alunos de 6 mil escolas por seus professores que serão capacitados para debater o tema em sala de aula. Um grande avanço para a Educação do país que hoje é recordista em assassinatos de homossexuais e registra diariamente agressões homofóbicas.


O material ainda não foi aprovado e está em fase de testes, inclusive com estudantes, para que seja verificado o que os alunos acham do projeto que surgiu após uma pesquisa que indicou que o preconceito e violência contra homossexuais nas escolas estava fomentando a evasão escolar. O bullying homofóbico também é apontado como grande causa de suicídios em adolescentes. Uma cartilha também auxilia os professores no debate do tema em sala de aula, lembrando que a mesma pesquisa, de 2004, constatou alto índice de rejeição aos alunos gays entre os educadores.

Os três vídeos: Probabilidade, Encontrando Bianca e Torpedo trabalham a auto-estima dos estudantes gays e combatem o preconceito na comunidade escolar. Lembramos mais uma vez que os vídeos a seguir estão em fase de teste. Se essas forem as versões finais, podem contar com nosso apoio.



O kit anti-homofobia do Ministério da Educação (MEC), que deverá ser distribuído para seis mil escolas de ensino médio do País no segundo semestre deste ano. O material, elaborado para combater o preconceito em instituições de ensino, tem provocado muita polêmica. 
 

Os questionamentos giram em torno dos vídeos que farão parte dos kits a serem distribuídos em escolas que participam do programa “Mais Educação”, do Governo Federal. Os três vídeos, com duração em média de cinco minutos, tratam de temas como transexualidade e bissexualidade. Também faz parte do kit um guia de orientação aos professores.


Atualmente, o kit de combate à homofobia está em análise em uma comissão da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) do MEC. Ele faz parte de um convênio firmado entre o MEC, com recursos do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) e a ONG Ecos (Comunicação em Sexualidade).


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5 de maio de 2011

Casamento gay é reconhecido no Brasil: uma reflexão sobre diversidade, educação e homoafetividade

Já era hora de um país como o Brasil, entender e compreender a diversidade. Não podemos mais tolerar o preconceito e os dogmas religiosos em detrimento das vontades e posturas de certos religiosos. Ser Gay é ser antes de tudo um cidadão como outro qualquer.O Gay paga impostos, declara imposto de renda, compra e paga suas dívida como qualquer outro cidadão deste país.Acredito que hoje, uma barreira foi vencida através da lei, vamos agora trabalhar para que as mentalidades sobre ser Gay e ter os mesmos direitos constitucionais sejam legitimados. Não importa quem é este gay, de que parte do país ele é, sua formação e colocação social, precisamos buscar através da educação que exista o respeito para como estes cidadãos que não são diferentes, nem indiferentes, são iguais no corpo, na alma e no espiro a qualquer outro cidadão brasileiro. 



Pode parecer um tema polêmico, mas não é, é um direito, precisamos fazer valer a garantia de direitos fundamentais, como igualdade, e a forma como os poderes Legislativos e Judiciários têm tratado o casamento gay.

Vamos refletir sobre as principais noticias sobre esta temática circuladas estes dias.


União gay forma família, diz ministro

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Ayres Britto reconheceu, ontem, a relação entre pessoas do mesmo sexo como “entidade familiar’’ e concedeu a eles os mesmos direitos e deveres da união entre casais heterossexuais.

O tribunal, porém, decidiu suspender o julgamento, que será retomado hoje.

– É tão proibido discriminar em relação ao sexo, quanto a respectiva opção sexual – declarou Brito, que é relator do caso.

Fonte:http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a3298602.xml&template=3898.dwt&edition=17042&section=213

Afetividade vale mais que biologia, diz ministro do STF

Reconhecimento da união civil homossexual deve ser julgada hoje no Supremo

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma hoje o julgamento de duas ações que pedem reconhecimento da união estável entre casais de mesmo sexo.

Os ministros interromperam as discussões ontem após o voto do relator, Carlos Ayres Britto, favorável à união gay.

De acordo com o Código Civil, "é reconhecida como entidade familiar a união estável entre o homem e a mulher, configurada na convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família".

Para o relator, porém, esse texto deve ser interpretado conforme a Constituição, excluindo "qualquer sig-nificado que impeça o reconhecimento da união contínua, pública e duradoura entre pessoas do mesmo sexo como 'entidade familiar', entendida esta como sinônimo perfeito de 'família'".

No entendimento do ministro, ainda, se a união gay não é proibida pela legislação brasileira, automaticamente torna-se permitida. Por isso, disse ele, deve ter os mesmos direitos garantidos às uniões estáveis de heterossexuais.

Respeito

Ayres Britto ressaltou que não pode haver discriminação por conta da orientação sexual e a Constituição garante o direito à intimidade. "Os homossexuais só se realizam como tais, da mesma forma que os heterossexuais, e a Constituição não proíbe a homossexualidade", afirmou.

Ele lembrou o uso crescente da palavra homoafetividade e concluiu que, no século 21, a afetividade é mais importante que a biologia.


Fonte:http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=14,95723

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