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28 de julho de 2011

Ensino da letra de mão é suspenso em escolas dos EUA



Especialistas discutem as consequências da medida para o desenvolvimento das crianças

O uso de computadores, celulares, tablets e laptops têm transformado o dia a dia das crianças. As mudanças são visíveis nas brincadeiras e também na hora do aprendizado dos pequenos. Tanto que nos Estados Unidos, a tradicional forma de escrever com a letra cursiva (de mão) foi considerada ultrapassada e o ensino deve ser abandonado em mais de 40 estados norte-americanos.

O primeiro deles a suspender por lei o ensino da letra cursiva nas escolas foi o estado de Indiana. Os defensores do novo código argumentam que, atualmente, as crianças não necessitam e quase não se utilizam de caneta e papel para escrever e por isso a alfabetização deve se focar no ensino da letra bastão e nos métodos de digitação. A medida causou polêmica nos EUA. Será que o hábito pode ser incorporado por aqui também?


Para a psicopedagoga Anete Hecht, diretora pedagógica do Colégio I.L.Peretz, em São Paulo, não há motivos que justifiquem a retirada do ensino da letra cursiva nas escolas brasileiras. “Os métodos devem ser somados e não reduzidos. A alfabetização acontece no primeiro momento com a letra bastão, depois a criança passa para a letra cursiva. Isso é importante porque na letra de mão, a criança desenvolve traços da sua identidade e personalidade”, afirma. A psicopedagoga se preocupa também com o desenvolvimento da coordenação motora fina das crianças, que poderia ser prejudicada pelo abandono da letra de mão.


Mas segundo Saad Ellovitch, neuropediatra do Hospital Samaritano de São Paulo, o desenvolvimento da coordenação motora fina não está estritamente relacionado à escrita cursiva, mas também ao uso das mãos em movimentos sutis. “O cérebro se adapta às necessidades do corpo. Você pode desenvolver a motricidade fina, ou seja, a capacidade de execução de movimentos pequenos e delicados, com outras atividades, como por exemplo, o desenho”, afirma a especialista. O corpo é capaz de se adaptar assim às novas condições impostas pelo desenvolvimento humano.

Hoje, a substituição da escrita cursiva pela digital se apresenta como um processo natural - e não necessariamente um problema. “A escrita digital predomina na maioria dos trabalhos da esfera profissional. Por isso, o investimento no ensino da letra cursiva para essa função está cada vez mais em desuso", explica Maria Jose Nóbrega, filóloga e assessora da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. A portabilidade dos equipamentos é outro fator que desestimula a escrita de mão. No entanto, como os impactos das novas tecnologias sobre a educação e o aprendizado ainda são pouco conhecidos, a especialista reforça que os novos e os antigos métodos tendem a ser usados de forma conjunta.“Ainda não podemos excluir o ensino da letra cursiva, porque no Brasil nós não temos a universalização do acesso ao computador", diz. 

Outra razão seria porque a escrita manual desempenha algumas funções que ainda não foram substituídas pela digital. Uma letra bonita, em um caderno arrumado, é claro, também ensina conceitos de organização.


26 de julho de 2011

O Fim da Letra Cursiva com as Novas Tecnologias





“Com as novas tecnologias, o ensino da letra cursiva foi considerado ultrapassado e será opcional nos Estados Unidos. No Brasil, o uso da letra de mão tem perdido relevância na escola”.

O texto acima foi capa, neste último dia 18 de julho, do jornal O Estado de São Paulo. A mesma matéria noticiou que na Ásia, os estudantes não costumam aprender a letra de mão quando estudam inglês, francês e outras línguas ocidentais. A maioria dos japoneses e chineses é capaz apenas de ler o que está escrito em letra de forma, sem compreender a letra cursiva.

A letra cursiva, ou de imprensa, tem perdido terreno para as novas tecnologias. E ao lançarmos nosso olhar para o mundo do trabalho passamos a entender que bilhetes e assinaturas em documento oficiais já se tornaram exceção à regra. O comum é nos comunicarmos através do computador, smartphones, tablets, assinaturas eletrônicas… Não se pode mais desconsiderar o fato de que o mercado de trabalho é dominado pela tecnologia. O que nos leva a refletir que o uso da letra de mão está ficando a cada dia mais restrito à escola.

O tema é controverso. Para alguns especialistas em educação, a letra cursiva não pode ser abandonada em razão de sua fluência. Pois, a rapidez que essa forma proporciona na hora de escrever nos permite tomar notas importantes durante situações em que a tecnologia não esteja disponível. A letra de mão, tecnicamente chamada de amalgamada, ainda é uma exigência, quer seja em provas, vestibulares ou concursos públicos. Ademais, não se pode escrever tudo em maiúsculo, pelo simples fato de que incorreria em erro ortográfico. Faça uma experiência, tente corrigir uma redação cujo autor dispensou o uso da letra cursiva pela de forma (ou bastão), toda em maiúsculo. É sofrível.

Luiz Carlos Cagliari, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Araraquara, acredita que a escrita manuscrita, inclusive a cursiva, não irá desaparecer das instituições de ensino, tampouco da vida das pessoas na sociedade. No entanto, a evolução nos forçará a nos adaptarmos. A escola deverá cada vez mais usar computadores para todas as atividades de escrita, desde a pré-escola. Para Cagliari, será uma vantagem cultural o indivíduo dominar todas as formas.

A revista Gestão Educacional, em artigo assinado por Yannik D’Elboux, aprofunda o tema ao apontar que há um consenso no que se refere à coordenação motora. Isto é, todos são unânimes em dizer que não existe uma perda de coordenação no desenvolvimento do aluno que não pratica a escrita cursiva. Uma vez que esta capacidade é aprimorada em diversas outras atividades. Aliás, Geraldo Almeida, professor da UFPR, neste mesmo artigo nos diz que a coordenação motora fina da ponta dos dedos costuma ser bem exercitada na escola, em razão da familiaridade das novas gerações com o teclado.

Se a letra cursiva é mais eficiente, porque não tira o lápis do papel ao fazermos um apontamento, digitar um texto é, por outro lado, pensar no meio ambiente. É estar conectado a um grande número de pessoas numa fração de segundo, ou mesmo obter “a” informação no momento em que a necessidade se faz presente… Seja como for, teclar é uma tendência. Alguém duvida?

Luciano Borges – Professor e Psicopedagogo -  www.lucianoborges.com
http://gplus.to/lucianoborges

9 de julho de 2011

Atividades Pontilhadas: Sim ou Não





A tarefinha tradicional de cobrir as letrinhas pontilhadas ainda está em vigor, mesmo porque não podemos desconsiderar seus benefícios: desenvolvimento da coordenação motora (mãos), familiarização com o contorno e visual da letra e a compreensão do som da grafia. 

No entanto, sabemos que não é suficiente ao aprendizado do ato de escrever. Se o educador deseja desenvolver a escrita do aluno, deverá recorrer para algo que desperte o interesse da criança em descobrir as possibilidades de grafia e leitura: brincadeiras, diversões, leitura de história, contar uma história, pedir que o aluno conte, etc. Atividades que vão muito além da tarefa de cobrir letrinhas ou colori-las. Essa última também é muito comum e não deve ser completamente descartada, pois também tem sua valia: identificação da letra. No entanto, a aula não deve ficar só nisso, já que não garante aprendizado e não alfabetiza.

A escrita é uma associação de letras e não de uma só e, portanto, ficar centrado nas atividades de cobrir e colorir as letrinhas, seria a mesma coisa do que querer interpretar um texto analisando suas palavras ou frases individualmente. 

O professor pode chamar a atenção do aluno propondo a contagem do número de letras do nome dele, a fim de que a criança perceba que as palavras (nomes) são formadas com mais de uma letra, para que tenha sentido. Poderá ainda comparar as palavras “cadeira” e “caderno” e mostrar que começam com o mesmo caractere (“c”). Nesta última proposta, provavelmente o infante não saberá todas as letras, mas reconhecerá a grafia e o som da letra “c” nos vocábulos apresentados. O educador pode perguntar aos pequenos qual palavrinha mais que eles conhecem que começam assim, apenas para instigá-los à reflexão. 

Se a criança aprende a refletir desde cedo a respeito do que lê e do que escreve, aprenderá muito mais fácil, pois o aprendizado depende mais do cognitivo do que do físico (motricidade). 

Uma letra em um papel não tem significado algum para a criança, agora a instigação ao pensar, refletir, a levará a querer conquistar a sua aprendizagem, como se fosse um desafio a ser vencido, despertará curiosidade e interesse.

Por Sabrina Vilarinho
Graduada em Letras
Equipe Brasil Escola

Fonte: Site Brasil Escola

6 de junho de 2011

Alfabetização pela Biblia: A Bíblia é a Cartilha




1. A Bíblia - Usamos uma própria para o programa. Suas letras e números são grandes negritados, impressa pela Sociedade Bíblica do Brasil. 

2. O Método - É um livro onde há todas as explicações de como alfabetizar, usando a Bíblia como cartilha.
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3. Cadernos de Atividades - São cadernos impressos de mensagens dirigidas, que passo a passo vão ensinando o aluno a ler, escrever e contar. Cada aluno deve ter uma Bíblia e um caderno de atividades ao iniciar as aulas, pois a Bíblia é a Cartilha como poderão ver no método e o caderno são estudos programados para fixação das mensagens, família silábicas, palavras e versículos bíblicos e matemática até completar as 4 operações fundamentais, história dos números e algarismos romanos.

São dois planos para alfabetização e um para continuidade após a alfabetização (tudo pela Bíblia):

PLANO I - É um programa para 15 semanas. Ensina apenas a ler e muito pouco a escrever. É para crianças e pessoas idosas, que desejam apenas ler a Bíblia . Este trabalho é aplicado para crianças como primeira cartilha, tanto para o pré como para 1a. série. 

PLANO II - O programa é para 10 meses. São 2 cadernos grandes para os alunos. Eles ensinam: fixação das mensagens, das famílias silábicas, das palavras bíblicas e dos versículos, trabalhando as mensagens (Deus, Jesus, céus, etc.). Elas estão impressas e pedagogicamente preparadas para o aluno desenvolver diferentes tipos de fixação intelectiva e motora: pintar, cobrir e copiar. Com os versículos, começa o ensino da matemática. Ao terminar, o aluno sabe ler, escrever e efetuar as 4 operações. 

PLANO III - É o pós-alfabetização, que chamamos de Posalfa. Um programa que continua por mais 10 meses. Pessoas que já sabem ler e escrever, mas ainda vão tropeçando nas palavras, poderão alcançar um bom desenvolvimento, se a igreja matriculá-los num programa, usando o pós-alfabetização pela Bíblia. Os alfabetizados pela igreja devem continuar por mais 10 meses neste programa. São dois livros contendo 26 lições, (14 em um livro e 12 em outro livro.) Os conteúdos programáticos são crescentes. Também criamos 2 cadernos de matemática pela Bíblia. Em todo o mundo não existe nada semelhante em materia de ensinar pela Bíblia. A tradução do português para outras línguas já estamos começando. Estes preços são os que praticamos em todo o Brasil. Sempre propomos um treinamento para o grupo ministrante dos programas alfa e pósalfa pois assim é possível saber a realidade local e despertar maior interesse da Igreja pela necessidade de alfabetizar o nosso povo.

Fundamentação

Recente relatório da Unesco, organismo vinculado à ONU que trata de Educação no mundo, apresentou seu relatório sobre o Brasil como um país onde ¼ de sua população, que já deveria estar escolarizada, é analfabeta. Todo brasileiro que tem acompanhado a Educação, sabe que em termos de alfabetização quase nada foi feito e o pouco realizado tem sido por entidades particulares. Isto significa que ainda 40 milhões, em números arredondados, de adolescentes, jovens e adultos, são analfabetos. Isto é um problema real, para não mencionar outros tantos que mal escrevem o seu nome ou lêem apenas soletrando.

A alfabetização, portanto, não é só motivo para uma reflexão necessária, mas tornam-se obrigatórias medidas urgentes, pois ela possibilita um contato coerente com o semelhante, bem como a manifestação harmônica da personalidade nos aspectos: físico, psíquico, social e espiritual. Assim, urge o investimento cultural que vise o atendimento da grande demanda deste universo social.

Já quase ao cabo deste século, transformações abruptas têm ocorrido no modus vivendi do homem e ao seu redor. O analfabeto já não pode sair de casa para buscar ajuda e orientação, e voltar sem transtornos. Para ele, nem mesmo há oportunidade de trabalho, sentindo-se confuso na educação de seus filhos, além de inferiorizado e desorientado em relação aos critérios "certo" e "errado" impingidos às suas atitudes. Esse desnorteamento é ainda mais incidente quando a forte globalização, apregoada pela multimídia, é focalizada. 

A Alfabetização pela Bíblia oferece com eficiência uma metodologia de amplos resultados, representados pela capacidade do adolescente, jovem e adulto, de leitura de uma placa de destino afixada a um ônibus, de um anúncio de jornal, ou até mesmo de poder desfrutar da leitura do mais lindo romance de amor pela humanidade, que é a Palavra de Deus - a Bíblia. Este método visa alcançar, com grande probabilidade de acerto, o sucesso na erradicação do analfabetismo num lugarejo, numa vila, num município, enfim, em qualquer lugar.


METODOLOGIA

O Programa inicial é de 35 lições, atividade prevista para quatro meses, voltadas para o ensino da leitura, na Bíblia, e aprimoramento da leitura e escrita do que chamamos de mensagem, família silábica e sub-mensagem. Ex.: Deus (é a mensagem); da de di do du as es is os us (famílias silábicas); o dedo de Deus (sub-mensagem).

No plano II, o que chamamos de Caderno de Atividades números 1 e 2 são estudos dirigidos, em que se segue a seguinte ordem: mensagem, família silábica, sistema das colunas (as palavras são formadas em colunas, obedecendo o critério de seqüência das vogais O Ensino das Colunas.) Ex.: Dai, dei, dia, dói, duas. Ada, Edu, Ido, Odede, Us, Asdode, desde, dois, doidos, adeus, idéia-a, idade-e, dói-i, dedo-o, doeu-u. Essas palavras lidas e escritas dão seqüência às sub-mensagens, ou seja, um pensamento bíblico completo: O dedo de Deus, a idade de Ada, Ide a Asdode, o ódio dói, dei adeus aos dois: a Edu e a Ida, eis aí o dia de Deus. 

Esses cadernos contêm um total de 40 lições e perfazem 10 meses de ensino. Ao findar esse período, o aluno que mostrou aproveitamento recebe um certificado, que lhe dá direito a prosseguir na segunda fase, o pós alfabetização. 

Os Cadernos de Atividades contêm, além das lições para pintar, copiar, ler e escrever, lições com os numerais, que começam com o número dos capítulos e versículos, indo gradativamente às quatro operações fundamentais e ao ensino dos algarismos romanos.

Os Cadernos de Atividades contêm ainda estudos e devocionais para cada dia da semana, isto é, de domingo a domingo. São tarefas para casa todos os dias, pois essas devocionais procuram fixar as lições ministradas nas salas de aula.

Essas folhas de atividades em forma de caderno também ajudam a fixar as famílias silábicas maiúsculas e minúsculas, oferecendo oportunidades para melhorar a habilidade motora, paulatinamente, sempre unindo o útil ao agradável.

Tudo de acordo com o livro chamado: Método de Alfabetização pela Bíblia, do professor Gilberto Stêvão, cuja metodologia traz enriquecimentos no ensino-aprendizagem, com atividades desconhecidas até então nos processos de alfabetização, como o pintar as letras abertas, o ensino das colunas, ler e copiar textos de frases montadas, facilitando ao alfabetizando, desde a primeira mensagem, a compreensão de como podem ser unidas as famílias silábicas para formar as palavras e estas as frases. Inovações são introduzidas na forma de ensinar os numerais com o uso das tabelas e na forma de ensinar as quatro operações fundamentais, a exemplo da escada da matemática que facilita os resultados na multiplicação, sem auxílio da tabuada.

O pós-alfabetização compreende a Linguagem, que envolve, em suas 26 lições, Estudos Sociais, Ciências, Saúde, Conhecimentos Gerais, e a Matemática. São 2 volumes para 10 meses, tudo baseado na linguagem bíblica, com conteúdo equivalente à 4ª série, mas que no conjunto ultrapassa em muito esse nível, pois a proposta educativa leva à formação cristã da valorização do corpo, alma e espírito.

22 de maio de 2011

Método Fônico: Atividades, Fonemas e outras Dicas



O método fônico consiste no aprendizado através da associação entre fonemas e grafemas, ou seja, sons e letras. Esse método de ensino permite primeiro descobrir o princípio alfabético e, progressivamente, dominar o conhecimento ortográfico próprio de sua língua, através de textos produzidos especificamente para este fim.

O método é baseado no ensino do código alfabético de forma dinâmica, ou seja, as relações entre sons e letras devem ser feitas através do planejamento de atividades lúdicas para levar as crianças a aprender a codificar a fala em escrita e a decodificar a escrita no fluxo da fala e do pensamento.

O método fônico nasceu como uma crítica ao método da soletração ou alfabético. Primeiro são ensinadas as formas e os sons das vogais. Depois são ensinadas as consoantes, sendo, aos poucos, estabelecidas relações mais complexas. Cada letra é aprendida como um fonema que, juntamente com outro, forma sílabas e palavras. São ensinadas primeiro as sílabas mais simples e depois as mais complexas.

Visando aproximar os alunos de algum significado é que foram criadas variações do método fônico. O que difere uma modalidade da outra é a maneira de apresentar os sons: seja a partir de uma palavra significativa, de uma palavra vinculada à imagem e som, de um personagem associado a um fonema, de uma onomatopéia ou de uma história para dar sentido à apresentação dos fonemas. Um exemplo deste método é o professor que escreve uma letra no quadro e apresenta imagens de objetos que comecem com esta letra. Em seguida, escreve várias palavras no quadro e pede para os alunos apontarem a letra inicialmente apresentada. A partir do conhecimento já adquirido, o aluno pode apresentar outras palavras com esta letra.

Os especialistas dizem que este método alfabetiza crianças, em média, no período de quatro a seis meses. Este é o método mais recomendado nas diretrizes curriculares dos países desenvolvidos que utilizam a linguagem alfabética.

A maior crítica a este método é que não serve para trabalhar com as muitas exceções da língua portuguesa. Por exemplo, como explicar que cassa e caça têm a mesma pronúncia e se escrevem de maneira diferente?


Fonte: http://pessoas.hsw.uol.com.br/metodo-de-alfabetizacao3.htm

Alfabeto dos Fonemas - Alfabeto das Boquinhas ( Muito Bom)

http://www.4shared.com/get/0JH64_24/ALFABETO_METODO_FONICO_-_DAS_B.html

Muitas Atividades

http://www.4shared.com/document/YrrjyMYJ/apostila_metodo_fonico.htm

 Apostila

http://www.4shared.com/document/YrrjyMYJ/apostila_metodo_fonico.htm

20 de maio de 2011

Atividades para Letramento: Dicas



A palavra letramento é recém-chegada ao vocabulário educacional brasileiro, datando na segunda metade dos anos de 1980. Por ser muito recente seu surgimento, ela ainda não é uma palavra dicionarizada. Uma das suas primeiras aparições foi no livro “No Mundo da Escrita: uma perspectiva psicolingüística” da pesquisadora Mary Kato no ano de 1986, produzido pela Editora Ática.

Pode-se afirmar que, com o surgimento de novos fatos, novas idéias, novas maneiras de se compreender um fenômeno, podem, também, novas palavras serem criadas ou dar-se um novo sentido às velhas palavras. Logo, a palavra letramento apareceu devido a um novo fato na educação que necessitava de um nome, um fenômeno não existente antes, ou, se existia, os educadores ainda não tinham se percebido dele. Em nossa sociedade atual, não basta apenas dominar as técnicas de leitura e escrita, mas é necessário saber fazer uso do ler e escrever, saber responder às exigências de leitura e escrita que essa sociedade faz continuamente. Surgiu então o termo letramento.



Gostei destas sugestões de atividades para o processo de letramento e alfabetização.


Aqui segue uma coletânia de textos, porém é importante que o professor utilize sempre textos da realidade dos estudantes.



Atividades para Alfabetização: Sugestões

Em meios a todas as dificuldades que os professores tem enfrentado no processo de alfabetização, fiz uma seleção de algumas atividades que podem ser utilizadas para Alfabetizar. Sendo que cada docente deve escolher o melhor método e atividades paraalfabetizar seus alunos. Hoje com a internet encontramos muitos materiais.

Fiz uma avaliação das atividades abaixo. Regulares - Boas - Ótimas

1- Atividades para Alfabetização - Regulares


2- Atividades para Alfabetização -Boas

3- Atividades para Alfabetização - Regulares

4- Atividades para Alfabetização - Ótimas

Acertos e desacertos de Emilia Ferreiro: Um novo olhar para a alfabetização

Acertos e desacertos de Ferreiro

Ao estudar a aquisição da linguagem escrita, Emilia Ferreiro delimitou três períodos na conceptualização do escrito.

1º período - crianças começam a distinguir material gráfico icônico (desenhos, fotografias) do não icônico, (letras palavras). Portanto tende a agir diferentemente se lhe for pedido que desenhe ou que escreva.

2º período - as crianças apresentam maiores diferenciações na escrita. São introduzidas noções de quantidade diversidade de letras por palavras.

3º período - é introduzida a noção de fonetização da escrita (correspondência letra-som).

Esta abordagem é um progresso em relação à teoria piagetiana, pois descreve os estágios pelos quais a criança passa a compreensão da linguagem escrita, porem não se aprofundou aos distúrbios específicos de leitura e escrita, nem ofereceu propostas didáticas concretas para lidar, por exemplo, com a defasagem cognitiva dos aluno.

Esta abordagem ignorou a importância da consciência fonêmica para a aquisição de leitura e escrita. Segundo Ferreiro e Teborosku (1986) o ensino tradicional obriga as crianças “a reaprender e produzir os sons da fala pensando que eles não são adequadamente diferenciáveis, não é possível escrever num sistema alfabético”. As autoras supõem que essa promessa seja falsa, e propõem dois argumentos para tentar justificar tal alegação:

1- as crianças naturalmente conseguem distinguir pares de palavras como mau e pau,

2- “nenhuma escrita constitui uma transcrição fonêmica da língua oral”.

Tais argumentos são inúteis, altamente discutíveis e passiveis de relutação.

O método fônico leva as crianças a conscientizar-se de que a fala é segmentavel em diferentes unidades, como frases, palavras, silabas e fonemas, e aprender a converter os segmentos da fala em escrita.

Como demonstram os próprios dados de Ferreiro e Teberosky simplesmente pressupor que as crianças desenvolvam hipóteses espontaneamente constitui uma injustiça para com a criança carente e um desserviço a sua educação. As crianças de nível sócio econômico baixo tem o direito de ter um condição particular reconhecida e de receber ensino diferenciado e sistemático capaz de supris suas necessidades e iniciar a alfabetização.

Se a escola não fizer bem seu trabalho de ensino sistemático e estruturado de modo a prevenir e remediar dificuldades, essas crianças de nível socioeconômicas baixa serem vitimas da noção influenciada de que toda criança alfabetiza-se por si mesma nas condições escolares regulares.

Alfabetização e Letramento: Uma reflexão no Brasil


Estudos do Brasil


No Brasil as pesquisas também mostraram a importância e a superioridade do ensino fônico. Apesar do anacronismo dos PCNs mantidos pelas autoridades que ainda não se deram conta do fato.

O programa de pesquisa da Universidade de São Paulo relata que o desenvolvimento da consciência fonológica e o ensino das relações entre letra e som fossem ainda mais importantes no português do que em outras línguas regulares.

Intervenção com grupos de crianças de escola particular
A equipe do Programa de pesquisa da Universidade de São Paulo elaborou um programa de intervenção para desenvolver a consciência fonológica e ensinar as correspondências grafofonêmica do português.

Em alguns estudos, o procedimento foi aplicado pela própria professora; em outros por psicólogos. Em todos os casos as crianças participaram da intervenção mostram notáveis progressos em leitura e escrita, que sempre foram superiores aos das crianças expostas à abordagem construtivista usual que usa o método global de alfabetização.

Intervenções com grupos de crianças de escola pública

 

Neste estudo avaliou o impacto do método fônico sobre o desenvolvimento de crianças de primeira serie de escola publica, crianças de famílias de baixo nível socioeconômico e cultural. As crianças foram avaliadas em consciência fonológica, leitura, escrita, memória de trabalho, acesso léxico a memória de longo prazo e conhecimento de letras.Foram dividas em três grupos:Grupo controle com desempenho abaixo da media,Grupo experimental com desempenho abaixo da media.Grupo controle com desempenho acima da media.

Foi observado que as crianças que participaram das atividades de consciência fonológica e de correspondência grafofonêmica apresentaram ganhos significativo em relação ás demais, tanto em consciência fonológica quanto em conhecimento de letras.

Intervenção com estudante com severo distúrbio motor e da fala


Os procedimentos aplicados na avaliação com a estudante com distúrbio motor e da fala foram dividido em duas etapas, uma primeira intervenção supra-fonêmica, e uma segunda, fonêmica. Constituindo em cinco fases:Avaliação da habilidade de escritaInstrução supra-fonemica Reavaliação da escrita Instrução fonêmica Reavaliação final da escrita

Intervenções pela própria professora em sala de aula


O estudo foi conduzido para comparar a eficácia de duas formas de alfabetização: Alfabetização baseada nas atividades fônicas,Alfabetização construtivista com que se dá pelo método ideovisual ou global.Analisando o desempenho como função do tipo de atividade em que as professoras investiram o tempo letivo, chegou-se a conclusão clara de que o desenvolvimento das crianças é diretamente proporcional ao tempo que as professoras dedicaram ao ensino baseado nos fonemas, e inversamente proporcional ao tempo de elas dedicam ao ensino baseado no texto.


Estrutura, processo e desenvolvimento da competência de leitura e escrita.

Para entender porque atividades para desenvolver a consciência fonológica e ensinar correspondência entre grafemas e fonemas são tão importantes para aquisição da leitura e da escrita alfabéticas, é importante examinar o processo de desenvolvimento da competência de leitura e escrita.

A criança passa por três estágios na aquisição de leitura e escrita: Logográfico: trata a palavra escrita como se fosse uma representação pictoideográfica e visual do referente; Alfabético: em que, com o desenvolvimento da rota fonológica, a criança aprende a fazer decodificação grafofonêmica ;Ortográfico: em que, com o desenvolvimento da rota lexical, a criança aprende a fazer leitura visual direta de palavras de alta freqüência.

Como avaliar o desenvolvimento da competência de leitura


O modelo de leitura e escrita de Frith (1985,1990) identifica três fases distintas na alfabetização. Na fase logográfica a criança faz reconhecimento visual direto com base no contexto, na forma e na cor, mas não atenta às letras, exceto a primeira. Na fase alfabética a criança aprende a fazer decodificação grafofonêmica e passa a ler pseudopalavras e palavras.Crianças com dislexia fonológica não conseguem fazê-lo.Na fase ortográfica a criança aprende a ler lexicalmente e torna-se capaz de ler palavras irregulares, desde que comuns.


Evidencias de problemas fonológicos nos maus leitores

Pesquisadores vêm atribuindo os problemas de aquisição de leitura e escrita dos escolares a uma série de fatores como, por exemplo, problemas de discriminação fonológica, problemas de memória de trabalho.

Até quando continuarão os PCNs brasileiros na contramão da história

Mesmo alguns estudos comprovando a importância do processo fonológica na pratica cotidiana brasileira prevalece o ensino de leitura e escrita na abordagem global, com pura ênfase a apresentação sistemática de instruções fônicas. Os PNCs registraram este anacronismo da Educação brasileira e são responsáveis pela sai (dês) orientação. Encontram-se disponíveis pela Internet.

Em trechos do PNCs (que não favorecem citações bibliográficas e dados de pesquisa), seção alfabetização e ensino da língua, o modelo dupla do processo, com leitura inicial pela rota fonológica e competente pela lexical é ignorado.

Em um outro trecho, volume 2, Língua Portuguesa, o texto é tratado como unidade e defende o trabalho a partir de textos que podem enfocar palavras ou frases nas situações didáticas especificas que o exijam. Desta maneira contradizem os resultados de vários estudos em 2 décadas e méis de pesquisas internacionais.

A abordagem dos PCNs comprometem seriamente a competência de leitura das crianças, especialmente as da escola publica, que são as que mais dependem da escola para aprender. Defendem também que a criança procure atribuir significado ao texto antes mesmo de tentar extrair tal significado ao texto por decodificação e, depois, por leitura lexical. Isto ajuda a entender porque os alunos acabam aprendendo a “ler” o que bem entender no texto, em vez de extrair a informação.Técnicas da OCDE, que analisaram o resultado da prova de leitura do PISA, concluíram que os resultados que cós estudantes brasileiros tem a tendência de “responder pelo que acham e não pelo que efetivamente este escrito”.Os PCNs brasileiros aconselham que se busque levar as crianças a aprender a ler utilizando diretamente as estratégias que os bons leitores utilizam, isto é a rota lexical, a leitura como um todo, a apreensão direta do significado. Mais insistir em alcançá-lo diretamente, sem ensinar grafofonemicamente o texto por meio da fala, acaba por levar a criança a deter-se na leitura visual logográfica, limitando a leitura a um jogo de memorização das palavras pelo qual seu aspecto global.

Declara também que a criança chegara ao principio alfabético por simples exposição ao texto, sem a necessidade de desenvolvimento da consciência fonológica e do ensino explicito das correspondências entre grafemas e fonemas.porem as pesquisas mostram que a consciência fonêmica depende de instrução explicita e formal.

Ferreiro e Feberosky parecem ter ignorado suas próprias evidencias que contrariam sua tese e indicam que nem sempre os alunos constroem os procedimentos de analise necessários p/ que a alfabetização se realize”. Como o próprio estudo de Ferreira e Feberosky ( 1986) sobre a evolução da escrita do próprio revela, as crianças de nível socioeconômico médio conseguem atingis as metas devido ao apoio familiar apesar do método global; entretanto as crianças de nível socioeconômico baixo não conseguem fazê-lo e deduziria espontaneamente a “hipótese do nome”e o “critério de quantidade mínima e de variedade”.Porem de acordo com os dados relatados pelas próprias autoras encontram-se diferenças marcantes entre níveis sociais na habilidade de construção de hipóteses.A teoria construtivista de Emilia Ferreiro foi pensada a partir de uma amostra de crianças de níveis socioeconômicos médio e alto diferentemente das pesquisas realizadas que demonstram claridade que o sucesso na alfabetização depende da introdução de atividades de consciência fonológica e do ensino dos sons das letras.“Portanto se os lideres mundiais em pesquisa e em educação descobriram que o método global contraria o conhecimento cientifico e prejudica o desenvolvimento da criança, mudemos o método!”

É necessário reorientar esses PCNs permitindo as nossas crianças ter acesso a métodos mais eficazes para a aquisição de competências de leitura e escrita e para a escolarização plena nela baseada.

O construtivismo, seus pressupostos e limitações na alfabetização.

Segundo Piaget:o sujeito é ativo no processo de conhecimento e seleciona o que aprender e como fazê-lo;todo conhecimento parte de um conhecimento anterior, nenhum começa do zero, mais varia na função da história genética de cada individuo.O conhecimento a ser adquirido pelo sujeito, é modificado por ele e nessa transformação podem ocorrer erros ou desvios que são construtivos, ajudando o sujeito a compreender melhor aquele conhecimento.

Os sujeitos que progridem são aqueles que estão num nível cognitivo próximo à noção que deverá ser adquirida.
O sujeito com nível cognitivo muito abaixo dessa noção dificilmente conseguirá aprendê-la, portanto o conteúdo a ser ensinado deverá seguir o nível cognitivo dos alunos. Ou seja, é pouco proveitoso tentar ensinar um mesmo conteúdo a crianças com diferentes conhecimentos prévios.

Piaget preocupou-se com a epistemologia e não com educação e seus estudos trata de fenômenos gerais de aquisição do conhecimento. Ela não se propõe e não é suficiente para explicar como se dão os processos específicos da aprendizagem educacional, como diferentes métodos de ensino afetam essa aprendizagem ou qual o papel do professor.

Segundo Coll (1996) os principais problemas da teoria Piagetiana são:a espera pedagógica. A criança deverá passar por estágios sucessivos, portanto o ensino deve adequar ao nível dos alunos.

Conforme Landsmann (1995) a atitude de espera contraria ao objetivos do professor que tem como obrigação social ajudar os alunos à “chegar ao que eles ainda não sabem”. Objetivos da educação escolar; Piaget estudou a aquisição do conhecimento de forma geral, ou seja, os estágios do desenvolvimento cognitivo e a aquisição das noções cognitivas básicas, mais a educação escolar não pode preocupar-se apenas com as estruturas cognitivas globais de seus alunos. Sua função é ensinar conteúdos específicos, históricos e culturais, e desenvolver capacidades acadêmicas especificas. (domínio da língua escrita) importância do nível cognitivo dos alunos - a aprendizagem de determinado conteúdo dependendo no nível cognitivo dos sujeitos, porem não propõe sobre o que fazer com tais casos (recuperação). a metodologia de ensino - é indispensável à aquisição do conhecimento uma interação entre a maturação, a experiência com o objeto e a auto regulação. Surge então as questões: como deveria o professor atuar efetivamente para permitir que o aluno construa o conhecimento? Qual a melhor atuação didática para facilitar o processo de aprendizagem?

As abordagens pragetianas falham em reconhecer a especificidade da linguagem e mostram-se inúteis para o diagnostico diferencial e a intervenção para fins de educação prevenção e tratamento em termos de reeducação e reabilitação. 

Com base nos três pressupostos de Landsmann (1995)naturalidade de domínio - para Piaget os mesmos mecanismos (gerais) mentais são responsáveis por todas as aquisições de conhecimento.Relações entre o nocional e o notacional – para Piaget entre conceptual e simbólico, há apremazia do primeiro sobre o segundo.Continuidade das formas simbólicas - para Piaget a linguagem é apenas uma forma de simbolização, serve apenas para fins de representação.

Desta maneira o problema foi que, em vez de buscar testar empiricidade tais pressupostos, os simpatizantes da teoria Pragetiana simplesmente introduziram uma pratica educacional neles baseada como se tais pressupostos constituíssem a verdade final.

Tal abordagem foi adotada nas décadas de 70 e 80 e permanece.

O que se percebe após a utilização dessa crença é que após duas décadas de construtivismo, a alfabetização brasileira encontra-se tão desorientada quanto as crianças brasileiras encontra-se incompetente em leitura.


Alfabetização na França: Méthodes d'alphabétisation

Parâmetros Curriculares da França

O Ministério da Educação da França constituiu em 1996 o Observatório Nacional da Leitura com a função de subsidiar a política educacional. Este observatório apresentou um relatório em que deixa claro que, embora a compreensão e a produção da fala desenvolvam-se naturalmente em crianças ouvintes expostas à língua falada, a leitura e a escrita não se desenvolvem naturalmente pela exposição a textos.

Para o desenvolvimento da leitura e da escrita requer instruções especificas.

O relatório francês estabelece distinções entre o aprender a ler e saber ler. O comportamento de um leitor não nos fornece diretamente informações sobre a maneira pela qual aprendemos a ler. Observando um leitor, seu comportamento parece tão natural aprendemos a ler elucidando conscientemente as regras convencionais que regem o código escrito, e a composição alfabética das palavras nas relações com composição fônica.

Outra distinção é entre ler e compreender. O objetivo da leitura de um texto é a compreensão, porém, ler não é sinônimo de compreender. De um lado como compreendemos a fala, há formas de compreensão que ultrapassam a leitura. As regras principais de linguagem oral regem também a linguagem escrita.

O relatório francês explica como o método ideovisual (global) ao ensino da leitura e escrita, preconizado pelo construtivismo, prejudica o desenvolvimento das capacidades de leitura. Ao privar a criança das necessárias instruções preparatória fônica e metafonológicas, ao impingir textos complexos antes que as crianças sejam capazes de decodificá-los. Os PCNs brasileiro é contrario ao relatório do Observatório Francês.

Os resultados do Pisa mostram que os alunos brasileiros foram classificados em último lugar por “lerem” no texto o que bem (ou mal) entendiam em vez de lerem o que estava efetivamente escrito.

Os parâmetros franceses explicam que o método global ou ideovisual não funciona: entre a composição de uma palavra e o seu significado, há uma relação que os lingüistas classificam como arbitrária.A relação entre a forma ortográfica da palavra e o seu significado também é arbitrária. Uma criança não pode descobrir espontaneamente o significado de uma palavra escrita. Nos seus primeiros contatos iniciais com as palavras escritas, ela aprenderá a identificar algumas delas pelo comprimento, contorno ou outras características visuais. Mas ela logo se dá conta que tais critérios são insuficientes. Podemos pensar que cada palavra escrita é objeto de uma “convenção” que emparelha, arbitrariamente, um material ortográfico específico a um significado específico, mas é preciso lembrar que a língua escrita é um “código derivado” da língua falada. o nosso sistema de escrita é o princípio alfabético, que corresponde ao fato de que os caracteres correspondem isoladamente ou em seqüência, a entidades fonológicas abstratas que chamamos de fonema.

O relatório francês aborda ainda a questão dos métodos de ensino de leitura e de acompanhamento escolar da criança e analisa as condições necessárias para uma aprendizagem da leitura e da escrita.

A tarefa crucial da alfabetização consiste na identificação (decodificação e reconhecimento) das palavras escritas. Para que as crianças consigam realizar a identificação das palavras e a compreensão dos textos, as competências mais importantes são:A descoberta do princípio alfabético, que é fundamento do sistema de escrita do mundo ocidental;O conhecimento das correspondências regulares entre os grafemas e os fonemas;O uso da decodificação grafofonêmica.

Quando a criança descobre o princípio alfabético e se torna capaz de decodificar, de ler matérias escritos em que geral envolvendo aquelas relações. Tais materiais não se restringem apenas a palavras conhecidas, mais palavras novas e pseudopalavras.

O relatório aprender a ler do governo francês ressalta a necessidade de combinar, na sala de aula, o domínio da decodificação grafofonêmica com o trabalho de construção do significado.

Uma criança para descobrir o principio alfabético e compreender como funciona o código alfabético, ela precisa ser levada a manipular segmentos curtos, para que tome consciência da diversidade das formas de textos.

Segundo o relatório francês, os PCNs brasileiro diferem radicalmente.

O relatório aprender a ler, relata que o sucesso ou fracasso na identificação de palavras durante a leitura não tem nada a ver com um jogo de adivinhação a partir do contexto, mas apenas com o domínio ou não do código grafofonêmico.

Conforme a criança vai aprendendo a ler por decodificação grafofonêmica e encontrando as mesmas palavras escritas, aos poucos vai se constituindo um léxico mental ortográfico em que a forma da palavra escrita torna-se associada diretamente ao significado correspondente.
O Observatório Nacional da Leitura da França faz uma afirmação precisa e contundente a respeito dos métodos de alfabetização.

É indispensável que se ultrapasse a distinção esquemática entre métodos globais, métodos semiglobais e métodos silábicos. Em realidade, atualmente há apenas duas concepções de aprendizagem de leitura:Concepção fônica: em que se reconhece que é preciso ensinar de modo explícito com as correlações entre os componentes do código ortográfico e as unidades fonológicas correspondente.Concepção ideovisual: em que se pensa que a criança deva ser levada a formar hipóteses, a partir do contexto, sobre as palavras que constituem uma frase ou um texto e, em seguida, a memorizar a forma visual das palavras.


Alfabetização na Grã-Bretanha: Literacy methods


Parâmetros Curriculares da Grã-Bretanha

Um movimento semelhante ao dos Estados Unidos foi observado na Grã-Bretanha. Após estudos sistemáticos e aprofundados os pesquisadores e educadores britânicos perceberam que, com o método global de leitura a partir de textos e palavras inteiras, as crianças não estavam aprendendo tão bem quanto com o método fônico. A partir desta constatação, houve um retorno definido ao ensino fônico explicito e sistemático.

Desde então, as avaliações de leitura têm revelado que os desempenhos têm se elevado significativamente e sistematicamente bem acima da média nacional. Como conseqüência, o governo determinou, em seu Currículo Nacional para o Inglês, que as instruções fônicas sejam novamente incorporadas ao Currículo Nacional britânico.

O Departamento Britânico de Educação e Empregos publicou em 2000, o documento intitulado Alfabetização, estabelecendo as diretrizes da educação britânica. De acordo com a publicação, uma criança básica (1ª e 2ª série), deve ser capaz de: Ler e escrever com confiança, fluência e compreensão; Dominar uma grande quantidade de pistas de leitura (fônicas, gráficas, sintáticas e contextuais) de modo a monitorar a sua leitura e corrigir os seus próprios erros; Entender o sistema de sons da escrita e fazer uso dele para ler e escrever com precisão; Ter letra fluente e legível; Ter interesse pelas palavras e seus significados e demonstrar um vocabulário crescente; conhecer diferentes gêneros como ficção e poesia, ter boa compreensão deles e ser capaz de escrever nesses diferentes gêneros, além de compreender e estar familiarizada com algumas das formas pelas quais as narrativas são estruturadas usando idéias literárias básicas como contexto, personagem e enredo; Entender textos variados de não-ficção, fazer uso deles e ser capaz de escrever tais textos; Planejar, traçar, revisar e editar a sua própria escrita; Ter um vocabulário técnico satisfatório por meio do qual possa entender e discutir a sua leitura e escrita. Interessar-se por livros, ler com prazer, avaliar e justificar as suas preferência; Desenvolver suas habilidades de imaginação, inventividade e consciência crítica por meio da leitura e da escrita.

Segundo as diretrizes do governo, para que os alunos consigam realizar tais atividades, é essencial que os professores ensinem as habilidades básicas de decodificação (leitura) e de codificação (escrita) desde o inicio da alfabetização, e que estruturem o ensino em três níveis sucessivos: a palavra, a sentença e o texto, sempre com grau de dificuldade, monitorado para crescer gradualmente em termos de complexidade das relações grafema-fonema, de vocabulário requerido e de complexidade gramatical envolvida.
A leitura e escrita de textos devem ser introduzidas na medida em que as crianças tenham demonstrado fluência no nível da palavra e da sentença.

A comparação dos documentos revela contrastes chocantes, com respeito à prática de leitura no inicio da alfabetização.
O Currículo Nacional para o Inglês deixa claro que: os educandos devem ser ensinados a: Discriminar entre os sons individuais das palavras; Aprender as letras e as combinações de letras mais usualmente empregadas para escrever aqueles sons; Ler palavras pronunciando cada som separadamente e combinando esses sons; Escrever palavras por meio de combinações de formas escritas correspondente aos sons.

Enquanto, os Parâmetros Curriculares Nacionais do Brasil estabelecem as seguintes atividades como “Prática de leitura”:Escrita de textos lidos pelo professor;Atribuição de sentidos, coordenando textos e contexto (com ajuda);Utilização de indicadores para fazer antecipações e inferências em relação ao conteúdo (sucessão de acontecimentos, paginação do texto, organização tipográfica, etc...);Emprego dos dados obtidos por meio da leitura para confirmação ou retificação das suposições de sentido feitas anteriormente;Utilização de recursos para resolver duvidas na compreensão: consulta ao professor ou aos colegas, formulação de uma suposição a ser verificada adiante, etc...;Uso de acervos e bibliotecas:Busca de informações e consulta a fontes de diferentes tipos (jornais, revistas, enciclopédias, etc)com ajuda;Manuseio e leitura de livros na classe, na biblioteca e, quando possíveis empréstimos de materiais para leitura em casa;Socialização das experiências de leitura.

Então, fica claro, os PCNs brasileiros precisam ser revistos urgentemente, e os parâmetros britânicos e norte-americanos podem contribuir para aperfeiçoá-los substancialmente.

Alfabetização nos Estados Unidos

Exemplos de Parâmetros Curriculares de Países Desenvolvidos e com Alto Desempenho em Leitura Parâmetros Curriculares dos Estados Unidos

Em 1997 o Congresso dos Estados Unidos mostrava-se preocupado com a queda nos desempenhos em leitura e escrita das crianças norte-americanas. Então solicitou ao Instituto Nacional de Saúde da Criança e de Desenvolvimento Humano um relatório sobre todos os conhecimentos disponíveis sobre a aquisição e o desenvolvimento da leitura, incluindo a eficácia das diferentes metodologias de ensino da leitura.

Em conjunto com a Secretaria de Educação, constitui o Comitê Nacional de Leitura, composta por pesquisadores, professores universitários de faculdades de Educação, professores de ensino infantil e fundamental, administradores educacionais e pais. Examinaram mais de 100 mil estudos científicos publicados desde 1966 e 15 mil publicados antes desta data.Três anos depois o Comitê Nacional de Leitura, publicou em abril de 2000, o relatório ensinando crianças a ler, que contém as diretrizes fundamentais para a alfabetização bem sucedida.Cinco dos sete temas centrais para análise estabelecidas nas audiências foram:A importância de fazer identificação precoce de todos as crianças em risco de fracasso na alfabetização, e de intervir sobre essas crianças para promover a aquisição de leitura;A importância da consciência fonológica, da instrução fônica, e de bons textos, e a necessidade de descobrir como melhor integrar diferentes abordagens à leitura para maximizar a alfabetização eficaz;A necessidade de informação cientifica clara e objetiva sobre a eficácia de diferentes métodos de alfabetização, e a necessidade de que a política oficial de ensino e a prática do professor em sala de aula sejam orientadas por essas descobertas cientificas;A importância de usar os procedimentos estatísticos e metodológicos mais avançados para avaliar todos os estudos da educação e chegar a decisões conclusivas;A importância dos professores, de sua formação, e de sua colaboração com os pesquisadores.


Após examinar os 115 estudos, o comitê propôs sete principais pontos de investigação que envolve a importância de 7 fatores para a alfabetização:A consciência fonológica,A instrução fônica,A leitura em voz alta,A instrução de vocabulário,A instrução de compreensão,Os programas de leitura independente e a formação do professor. 

Dentre as 7 questões, destacam-se duas:Será que instruções de consciência fonêmica melhoram a capacidade de leitura? Se este for o caso, como elas devem ser mais bem implementadas? Será que as instruções fônicas melhoram a capacidade de leitura? Se este for o caso, como melhor administrar tais instruções?

Dentre os primeiros pontos está à importância central, atribuída as instruções metafonológicas e a instruções fônicas. As instruções metafonológicas envolvem as crianças a atentar aos fonemas e a manipulá-los em silabas e palavras faladas. As instruções fônicas envolvem ensinar as crianças a usar as correspondências entre grafema e fonemas para ler e escrever.
As instruções metafonológicas desenvolvem a habilidade de manipular os sons da fala, as instruções fônicas desenvolvem a habilidade de converter esses sons em escrita e vice-versa.


Conforme A. e F. Capovilla a consciência fonológica é a habilidade de discriminar e manipular os segmentos da fala, ou seja, as palavras, as silabas e os fonemas, enquanto a consciência supra fonêmica parece evoluir espontaneamente, a consciência fonêmica não. Em relatório oficial, o Instituto Nacional de Saúde da criança deixa bem claro que: As instruções metafonológicas são altamente eficazes em melhorar a aquisição de leitura e escrita sob diferentes condições de ensino e com diferentes tipos de alunos e idades, quando comparadas às instruções que não dizem respeito ao desenvolvimento dessa consciência.


Além disso, diversos estudos também têm relatado que procedimentos para desenvolver consciência fonológica são eficazes em produzir a aquisição bem sucedida de leitura e escrita competentes. O segundo achado do relatório diz respeito à importância das instruções fônicas, que consistem no ensino explicito e sistemático das correspondências entre as letras e os sons. O relatório também compara dois tipos de instrução fônica: A sintética, em que o educando é explicitamente ensinado a relacionar as letras e os conjuntos de letras individuais aos seus respectivos sons, a converter as letras em sons e combinar os sons para formar palavras reconhecíveis; A analítica, em que o educando é primeiro apresentado a unidades de palavras inteiras e, em seguida, a instrução sistemática associando letras especifica da palavra com seus respectivos sons, sendo que ele só analisa as relações entre letras e sons de palavras que já tenha aprendido anteriormente de modo a evitar pronunciar sons fora da palavra.

Segundo ele, a meta-análise demonstrou que, dentre as diversas variantes do método fônico, a mais eficaz é aquela que introduz os fonemas de forma explícita, sistemática e nunca seqüência planejada, e não o método “contextualizado”, que fornece informações sobre os fonemas na medida em que eles aparecem em textos. Ele também ressalta a importância das habilidades de fluência e de vocabulário para permitir uma maior compreensão do texto e maior facilidade em reter e relacionar as informações de texto. Revela que a leitura em voz alta repetida e dirigida com orientação e correção sistemática pelo professor é mais eficiente em melhorar a fluência da leitura e a compreensão do texto pelo aluno do que a leitura silenciosa feita independentemente pelo aluno e sem direção ou correção pelo professor.


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