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9 de julho de 2009

COMO A ESCOLA PODE SOBREVIVER SEM O COORDENADOR PEDAGÓGICO?



Analisando o contexto educacional de muitas escolas, observa-se que aquelas que não possuem um coordenador pedagógico, geralmente possui ações didáticas e pedagógicas desarticuladas, projetos sem acompanhamento, alunos sem orientação, e professores sem supervisão. Um escola com ações desarticuladas, dificilmente consegue melhorar seus Indicadores Educacionais, estando sempre entre as piores escolas do país.

O sucesso do processo de ensino e aprendizagem depende da equipe, dos professores, do diretor, e do coordenador pedagógico.Comprovamos isso quando verificamos o resultado do ENEM ( exame nacional do Ensino Médio) , onde as 10 melhores escolas, possuem coordenador pedagógico, que realiza orientações pedagógicas com alunos e professores e promove reuniões com pais e mestres tentando discutir ações que de fato promova uma educação de qualidade. Das 10 melhores escolas do Brasil segundo o ENEM, somente uma é pública. Precisamos pensar em uma escola, que seja pública, que seja de qualidade, e que possa competir nos mesmos parâmetros com as escolas particulares. Mas será que é este o desejo dos governantes? Ter uma escola com uma equipe coesa, articulada, competente, critica, politizada, e que promova a emancipação social, econômica e política dos nossos alunos?

O Coordenador Pedagógico é o profissional que, na Escola, possui o importante papel de desenvolver e articular ações pedagógicas que viabilizem a qualidade no desempenho do processo ensino-aprendizagem. Coordenador Pedagógico é um orientador das práticas do professor, estimulando-o a adotar estratégias metodológicas diversificadas de ensino que mobilizem menos a memória e mais o raciocínio, além de outras competências cognitivas, potencializando a interação entre professor e aluno.

O Coordenador Pedagógico deve possuir conhecimentos gerais e específicos que lhe permitam desempenhar uma série de atividades que visam resultados como: a melhoria constante do processo de ensino-aprendizagem; o desenvolvimento e a implantação da Proposta Pedagógica, do Currículo Escolar e de Programas Educacionais, com foco em competências e habilidades; o crescimento profissional dos educadores, numa sistemática de educação permanente; a utilização de métodos/estratégias e recursos pedagógicos mais apropriados para o desenvolvimento dos educandos, bem como a adoção de outros procedimentos que os favoreçam nesse sentido.

FORMAÇÃO E ESPECIALIZAÇÃO:

Deve ter as habilidades e as competências profissionais que é indispensável para o cargo de Coordenador Pedagógico. (Formado em Pedagogia).

ATRIBUIÇÕES:

Coordena (organiza reuniões e encontros com pais, professores e alunos) e assessora os trabalhos pedagógicas da escola.

ACOMPANHAMENTO PEDAGÓGICO:

Acompanha os trabalhos realizados pelos professores individualmente e coletivamente em sala de aula. Avalia, Sugere e articula os projetos didáticos.

ORIENTADOR EDUCACIONAL:

Acompanhamento individualmente os alunos em suas dificuldades pessoais e escolares.

PARTE BUROCRATICA:

Desenvolve relatórios, diagnósticos e projetos. Deve organizar toda documentação por escrito (Atas).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Uma escola sem coordenação é como um barco sem leme, como um jardim sem flores, como uma orquestra sem maestro. O Coordenador Pedagógico é o orientador das práticas do professor ao promover oportunidades de reflexão sobre as estratégias adotadas, redefinindo-as, em conjunto, quando necessário. Orienta os alunos, quanto às dificuldades de aprendizagem, promovendo projetos e desenvolvendo atividades que favoreçam o desenvolvimento de novas habilidades e competências. Este profissional é indispensável no âmbito educacional, um coração saudável e forte que faz o conhecimento circular no corpo da escola, que bombeará saberes, promoverá discussões e articulará ações afirmativas, valores humanos, e como coração humano, fará com que a vida continue no corpo da escola. Como uma escola pode viver sem este profissional?

REFERENCIA BIBLIOGRÁFICA

ALMEIDA, Laurinha Ramalho e outros. O Coordenador pedagógico e o espaço da mudança. São Paulo: Cortez, 2001.

FAZENDA, Ivani Catarina. Conversando sobre interdisciplinaridade com coordenadores pedagógicos. O encontro em flor. In. A Academia vai à escola. São Paulo: Papirus,1995.

FAZENDA, Ivani Catarina. ( ORG) . Práticas interdisciplinares na Escola. São Paulo:Cortez, 1993.

PILETTI, N. Estrutura e funcionamento do ensino fundamental. São Paulo: Ática,1998.
http://www.udemo.org.br/RevistaPP_04_03OPapeldoProfessor.htm
http://www.acessonews.com/blog/3007/melhores-escolas-no-enem-2008/

http://www.gestaouniversitaria.com.br/index.php/edicoes/37-39/179-o-coordenador-pedagogico-e-o-universo-escolar.html

19 de março de 2009



A metáfora da Borboleta e a Psicopedagogia.

"Lembro-me de uma manhã em que eu havia descoberto um casulo na casca de uma árvore, no momento em que a borboleta rompia o invólucro e se preparava para sair. Esperei bastante tempo, mas estava demorando muito, e eu estava com pressa. Irritado, curvei-me e comecei a esquentar o casulo com meu hálito. Eu o esquentava e o milagre começou a acontecer diante de mim, a um ritmo mais rápido que o natural. O invólucro se abriu, a borboleta saiu se arrastando e nunca hei de esquecer o horror que senti então: suas asas ainda não estavam abertas e com todo o seu corpinho que tremia, ela se esforçava para desdobrá-las. Curvado por cima dela, eu a ajudava com o calor do meu hálito. Em vão. Era necessário um acidente natural e o desenrolar das asas devia ser feito lentamente ao sol - agora era tarde demais. Meu sopro obrigara a borboleta a se mostrar toda amarrotada, antes do tempo. Ela se agitou desesperada, alguns segundos depois morreu na palma da minha mão. Aquele pequeno cadáver é, eu acho, o peso maior que tenho na consciência. Pois, hoje entendo bem isso, é um pecado mortal forçar as leis da natureza. Temos que não nos apressar, não ficar impacientes, seguir com confiança o ritmo do Eterno."

Para Refletir


Esta pequena história nos faz pensar num dos aspectos do trabalho do psicopedagógico, ou seja, sobre o respeito ao aluno e às necessidades de aprendizagem de cada criança. A lagarta passa por um longo processo de transformação para virar borboleta e poder voar. A lagarta se alimenta muito para crescer. Este "alimenta-se para crescer" do ponto de vista da psicopedagogia são as experiências que a criança vai adquirindo em contato com as pessoas, os objetos e o mundo em geral. Há que se selecionar os "alimentos estímulos" mais apropriados para este crescimento. Depois, ao formar o casulo, a lagarta entra em repouso. Este tempo é necessário para que haja uma assimilação e uma acomodação das experiências, para que o sujeito as possa tomar como suas, fazendo e refazendo, como se construísse o seu casulo. Mas, há o tempo de sair do casulo e poder voar. Tempo de mostrar, de expressar, de comunicar. As formas de mostrar o que se sabe são variadas, às vezes são desenhos, ou são novas brincadeiras, ou, até novas perguntas. Só que cada lagarta tem seu tempo de casulo e seu tempo de ser borboleta. Não há como forçar e nem como acelerar os tempos, sem o risco de perdermos o vôo da borboleta! Precisamos aprender a observar nossos alunos, e acima de tudo respeitar o tempo de aprender de cada um.

18 de março de 2009



O Pedagogo em busca de uma Identidade Profissional

Já desenvolvi trabalhos sobre esta temática em
algumas cidades que temos núcleos da FACE –
Faculdade de Ciências Educacionais.





Percebe-se que a busca por uma identidade profissional, tem despertado vários pedagogos, no sentido de buscar um caráter cientifico e acima de tudo singular para a sua formação. Ser pedagogo é assumir um compromisso de ser cientista da educação, de entender e refletir constantemente com outras áreas do conhecimento sobre a necessidade de um olhar especifico sobre o ato de aprender. Aprendizagem é um processo e ocorre de diversas formas, e cabe ao pedagogo tomar conhecimento de forma cientista de como este processo ocorre, além de ter outras habilidades e competências profissionais. O mundo contemporâneo tem exigido um profissional capaz de atuar em diferentes áreas, e nesta perspectiva foram criadas e desenvolvidas diversas especializações na área educacional. Por exemplo:




  • Psicopedagogia Clinica


  • Psicopedagogia Institucional


  • Pedagogia Hospitalar


  • Pedagogia Ambiental


  • Pedagogia Empresarial


  • Neuropisicopedagogia


  • Orientação Educacional


  • Supervisão Educacional


  • Administração e Gestão da Educação


  • Coordenação Pedagógica


  • Consultoria Educacional


Existem oportunidades em escolas públicas e particulares, da educação infantil ao ensino superior para atuação pedagógica, porém existem alguns detalhes importantes para qualquer profissional.



1. Gostar do que faz;
2. Atualização constante. Estude, leia, Mova-se;
3. Faça a diferença;
4. Enfrentar desafios profissionais;
5. Cada um constrói o seu salário;

17 de março de 2009

UMA QUESTÃO DE ATITUDE

Prepare sua arma
Pode mirar,
Se mirar para mim,
Mire ...mas erre...
Na vida precisamos perder o medo dos riscos
De esta na mira, na frente, no caminho
Os riscos, são fatos que estão acontecendo o tempo todo
E Sempre estamos na mira de alguém
Sabe-se lá de quem
Os riscos são balas, raios, flechas, armadilhas, chuvas e tempestades
Os riscos, só não sofre que não sai na rua, que não fica no sol
Que esconde-se, de si mesmo e dos outros
De si mesmo, dos olhares, das palavras e das pedradas
Lagarta no casulo, que borboleta nunca vai ser
Réptil que não troca de pele,
Passageiro que não viaja
Defunto que rejeita o estado de óbito
Adulto que teima em ser criança
Amante que finge que não ama, mas ama e sofre
Advogados de causas já perdidas
Pessoas que tem medo de riscos ...
Quem não enfrenta os obstáculos
Quem prende-se a um emaranhado de preconceitos e incertezas
Quem não se assume ou assume o que lhe esta proposto
A vida passará, em um só risco

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