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22 de março de 2011

Seminário socializa em Valença experiências de estágio em pedagogia

Educação e ética: a prática de pensar o estágio em espaços formais e não-formais. Esse é o tema do VI Seminário de Estágio, que acontece nos dias 29 e 30 de março, no Campus XV da UNEB, em Valença.
Para participar do evento, franqueado ao público externo e promovido pelo colegiado do curso de pedagogia do campus, não há necessidade de se realizar inscrição prévia.

A realização do seminário, explica Silvia Benevides, diretora do Departamento de Educação (DEDC) local, é uma forma de compartilhar com a sociedade as práticas acadêmicas que estão sendo desenvolvidas pelo campus.

Com o objetivo de suscitar discussões e reflexões acerca da identidade profissional do pedagogo, serão apresentadas experiências de estágios realizadas pelos discentes do curso, considerando os limites, desafios e possibilidades da educação formal e não-formal.

Informações: DEDC/Campus XV – tel. (75) 3641-0599.

Fonte: Site na UNEB

http://www.uneb.br/2011/03/21/seminario-socializa-experiencias-de-estagio-em-valenca/

Produto final de um professor após 25 anos de serviços prestados ...

Eu não acredito nisto e você?? Estou escrevendo um texto para postar aqui ...sobre esta imagem ...Ser professor para mim é encantador ...e o produto final não será como esta imagem.
III SEMANA DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS – EDUCAÇÃO AO LONGO DA VIDA: PLANEJAMENTO DE ENSINO, VIOLÊNCIA E IDOSO


Convidamos V. Sa. para participar da III Semana de Jovens e Adultos com a apresentação de trabalho. As inscrições estão abertas conforme calendário abaixo:

Período de inscrições:

10/03/2011 a 31/03/2011 (para apresentação de trabalho)

11 a 23/04/2011 (como ouvinte)

15/04/2011 (como ouvinte)

Locais de inscrições: Colegiado de Pedagogia

e-mail: inscricoes3seja@hotmail.com

contato: (75) 3224-8078



Apresentação

Com o compromisso de apresentar à comunidade sugestões de enfrentamento às situações problemas, como: implementação do “Projeto Educação de Jovens e Adultos: aprendizagem ao longo da vida” por trazer a inquietante questão do planejamento de ensino; violência no contexto escolar, especialmente nas classes do turno noturno; os descasos sofridos pelos idosos constatados pelo Conselho Municipal do Idoso. Todos esses aspectos nos levam a pensar a III Semana de Educação de Jovens e Adultos.



Para a execução desta Semana propomos conferência, mesa redonda, oficinas e comunicação oral que segue a seguintes normas de apresentação de trabalho a ser publicado.

NORMAS DE APRESENTAÇÃO DE TRABALHO

Seguir as normas da ABNT na elaboração de artigo científico (introdução, objeto de estudo, objetivos, metodologia, teóricos, resultados e conclusão).

O artigo será apresentado com um resumo de 250 palavras no máximo, no editor de texto Word for Windows, versão Word 97-2003, em papel A4, margens 2 cm, fonte calibre, tamanho 10, espaçamento simples, três palavras-chave, a complementação do artigo deverá ter no mínimo 8 (oito) páginas e no máximo 10 (dez) páginas, com espaçamento 1,5. Toda a produção deve ter alinhamento justificado. No cabeçalho acima do resumo deverá constar o título (em maiúsculo e negrito), o nome completo do autor com sobrenome em negrito, titulação, e-mail e filiação institucional. Cada trabalho poderá ter no máximo três autores. Enviar por e-mail sem PDF para que possa ser inserido na produção dos Anais. A revisão gramatical é de inteira responsabilidade do (s) autor (es).

O (s) autor (es) deve (m) indicar a sala temática em que gostaria de apresentar o trabalho:

1 – Planejamento de ensino na Educação de Jovens, Adultos e Idosos

Essa sala temática visa uma discussão sobre o planejamento de ensino em suas diversas nuanças. A reflexão crítica sobre a prática pedagógica e/ou educativa. O que o (a) educando (a) da EJA precisa efetivamente conhecer/aprender mais na Educação Básica e em que medida esses conhecimentos podem contribuir para a compreensão e melhoria da vida em sociedade. Os conteúdos e a avaliação da/na EJA.

2 – Violência escolar

Essa sala temática visa uma discussão sobre a violência escolar em suas diferentes abordagens. Agrega estudos conceituais, diagnósticos e propositivos. Visa enfocar as violências: simbólicas, físicas, morais, psicológicas, sexuais.

3 – Idoso

Essa sala temática trata as questões relacionadas ao ser idoso na sociedade brasileira. As políticas públicas para esse segmento populacional. Os aspectos da saúde do idoso; as atividades físicas e sociais, a educação, os relatos de trajetórias; lembranças e memórias; os dramas sociais; a observância do estatuto do idoso. As relações intergeracionais.

4 - Educação ao longo da vida

Essa sala temática tem “a educação ao longo da vida” como premissa para a humanidade, Por ser uma construção contínua da pessoa humana, dos seus saberes e aptidões, da sua capacidade de discernir e agir. As diversas interfaces de aprendizagem humana desde a sua concepção até a finitude da vida podem ser abordadas.



4 – Objetivos

Discutir a proposta EJA – Educação de Jovens e Adultos: aprendizagem ao longo da vida, uma política de EJA da Rede Estadual, a violência no contexto escolar e o processo de envelhecimento da população baiana;

Analisar os avanços e os entraves para o sucesso da proposta de educação de jovens e adultos da Secretaria da Educação do Estado da Bahia;

Apresentar as ações desenvolvidas pelo Conselho Municipal do Idoso e desencadear o processo de valorização do idoso;

Identificar os tipos de violências mais freqüentes no contexto escolar no turno noturno.

3 de março de 2011

EDUCAÇÃO DO CAMPO: MEMÓRIAS E NARRATIVAS

EDUCAÇÃO DO CAMPO: MEMÓRIAS E NARRATIVAS

A educação do campo como instrumento de formação do individuo, precisa mobilizar a permanência do mesmo em seu local de origem de forma sustentável transformando numa condição indispensável para enfrentar os desafios do mundo globalizado. No contexto da educação do campo a escola passa a ser reconhecida como espaço de reflexão da realidade da comunidade local de seu trabalho, suas linguagens, formas de vida e, sobretudo de seu desenvolvimento humano e social. A escuta e o registro das vozes nos processos formativos e de escolarização possibilita rememorar e compartilhar experiências e potencializar práticas no campo pedagógico, ético e político.


Pensar nas narrativas e memórias da Educação do Campo é importante, pois tomar conhecimento dos desafios que a Educação do Campo enfrentou e tem enfrentado, como também romper com o imaginário de que, para viver na “roça”, não há necessidade de amplos conhecimentos socializados pela escola. A Educação do Campo precisa de valorização de investimento, de pesquisa e de políticas públicas, dando enfoque a diversidade de opções de vida, de produção, de consumo e cultura que ao longo dos anos foram deixados de lados pelas autoridades.

Leite afirma que,

A educação rural no Brasil, por motivos sócio-culturais, sempre foi relegada a planos inferiores e teve por retaguarda ideológica o elitismo acentuado do processo educacional aqui instalado pelos jesuítas e a interpretação político-ideológica da oligarquia agrária, conhecida popularmente na expressão: “gente da roça não carece de estudos. Isso é coisa de gente da cidade”. (LEITE, 1999, p. 14):

A Escola do Campo apresenta elementos que necessitam de estudo e pesquisa, como: a sua democratização, a resistência e a renovação das lutas e dos espaços físicos, assim como as questões ambientais, políticas, de poder, cientificas, tecnológicas, sociais, culturais e econômicas que são vivenciadas neste espaço.

Para Arroyo (2001) Olha-se para a Escola do campo hoje, com um olhar onde se desconsidera a memória e as tradições, que devem ser valorizadas e atualizadas no presente, conferindo qualidade às classes multisseriadas brasileiras, tornando o ensino nelas desenvolvido de igual, ou melhor, qualidade do que o das classes seriadas: desafio pretensioso, mas possível.

Desta forma as narrativas, tal qual os lugares da memória, são instrumentos importantes de preservação e transmissão das heranças identitárias e das tradições. Narrativas sob a forma de registros orais ou escritos são caracterizadas pelo movimento peculiar à arte de contar, de traduzir em palavras as reminiscências da memória e a consciência da memória no tempo. As narrativas e memórias, são peculiares, incorporam dimensões matérias, sociais, simbólicas e imaginárias. Plenas de dimensão temporal, e tem na experiência sua principal fonte (BENJAMIN, 1994, p. 98).

Josso (2004) salienta que a escrita narrativa funciona num primeiro plano na perspectiva das competências verbais e intelectuais, porque faz o sujeito entrar em contato com suas lembranças e evocar as “recordações-referências” que esteja implicado com o tema conhecimento de si e formação; fazendo com que este revele o que “aprendeu experiencialmente nas circunstâncias da vida” (JOSSO, 2004: 31). Desta forma a educação desenvolvida nos meios rurais torna-se objeto de discussão dos sujeitos que a compõem,nas narrativas e memórias dos educadores e camponeses, diferentemente de outros momentos, em que a educação rural era objeto de discussão dissociada dos sujeitos sociais que nela atuam.

As narrativas e memórias, são importantes como estilo de transmissão, de geração para geração, das experiências mais simples da vida cotidiana e dos grandes eventos que marcaram da História da humanidade. Para Todorov (1999, p. 26-7) os conceitos e significados da memória são vários, pois a memória não se reduz ao ato de recordar.

Le Golff (1990), afirma que as memórias revelam os fundamentos da existência, fazendo com que a experiência existencial, através da narrativa, integre-se ao cotidiano fornecendo-lhe significado e evitando, dessa forma, que a humanidade perca raízes, lastros e identidades. Segundo Caldart (2000), no contexto histórico da escola do campo, hoje há a necessidade de estruturá-la a partir de uma lógica de desenvolvimento que privilegie o ser humano na sua integralidade de volta ao processo produtivo com justiça, bem estar social e econômico.

Margarida Neves (1998) afirma que,

“O conceito de memória é crucial porque na memória se cruzam passado, presente e futuro; temporalidades e espacialidades; monumentalização e documentação; dimensões materiais e simbólicas; identidades e projetos. É crucial porque na memória se entrecruzam a lembrança e o esquecimento; o pessoal e o coletivo; o individuo e a sociedade, o público e o privado; o sagrado e o profano. Crucial porque na memória se entrelaçam registro e invenção; fidelidade e mobilidade; dado e construção; história e ficção; revelação e ocultação.” (NEVES, 1998, p. 218)

Segundo Júlio Pimentel Pinto (1998) “a memória é esse lugar de refúgio,meio história, meio ficção, universo marginal que permite a manifestação continuamente atualizada do passado” (PINTO, 1998, p. 307). Dessa forma, o conceito de memória não é homogêneo e conforma-se por múltiplos significados.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA

ARELANO, Lisete R. G. A pedagogia da terra: novos ventos da Universidade. In:KRUPPA, Sonia M. Portella(org.). Economia Solidária e Educação de Jovens e Adultos. Inep/MEC. Brasília, DF, 2005.

ARROYO, M. As relações sociais na escola e a formação do trabalhador. São Paulo: Xamã, 1999.

ARROYO, Miguel Gonzáles Galdart, Rosali Salete Galdart, Molina, Mônica Castanga (org). Por uma Educação do Campo: Pretóplolis, RJ: Vozes, 2004.

BAPTISTA, Francisca Maria Carneiro; BAPTISTA, Naidison de Quintella (orgs.).Educação rural: sustentabilidade do campo. Feira de Santana, BA: MOC; UFES:(Pernambuco): SERTA, 2003.

BOBBIO, Noberto. O Tempo da memória. Rio de Janeiro: Campus, 1997.

BOSI, Alfredo (org.). Tempo e História. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.

CALDART, Roseli Salete. Pedagogia do Movimento Sem Terra: escola é mais do que escola. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 2000.

CATANI, Denice. Lembrar, narrar, escrever: memória e autobiografia em história da educação e em processos de formação. In: BARBOSA, Raquel Lazzari Leite (Org.) – Formação de educadores: desafios e perspectivas. São Paulo: Editora UNESP, 2003, pp. 119/130.

BRASIL. Lei nº. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Diário Oficial da União: 23 de dezembro de 1996, seção I, p.27839.

BRASIL. Ministério da Educação/Conselho Nacional de Educação Básica. Diretrizes Operacionais para a educação básica nas escolas do campo, Resolução nº. 3 de abril de 2002.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação continuada, Alfabetização e Diversidade. Programa Escola Ativa – Orientações Pedagógicas para a formação de educadores e educadoras. SECAD/MEC, Brasília, 2009.

JOSSO, M.C. Experiência de vida e formação. Cortez São Paulo. 2004.

LE GOFF, Jacques. História e Memória. Campinas: Editora da UNICAMP, 1990.

MATTOS, Ilmar Rohloff (org.). Ler e escrever para contar: documentação,

historiografia e formação do historiador. Rio de Janeiro: Access, 1998.

MENDONÇA, S. Agronomia e Poder no Brasil. Rio de Janeiro: Vício de Leitura, 1999.

NEVES, Margarida de Souza. História e Memória: os jogos da memória. In:FERREIRA, Marieta Morais. História do Tempo Presente: desafios. Cultura Vozes v. 94, n. 3. Petrópolis: Vozes, 2000.

FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. 18ª ed., Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.

RUIZ, João Álvaro. Metodologia Científica - Guia para eficiência nos estudos.Atlas.1979.

SCHALLER, Jean Jacques. Lugares aprendentes e a inteligência coletiva: rumo à constituição de um mundo comum. IN: Auto Biografia: Formação, territórios e saberes. SOUZA, Eliseu Clementino e PASSEGGI, Maria da Conceição. Natal, RN: EDUFRN, São Paulo: PAULUS, 2008.

SOUZA, Elizeu Clementino de; MIGNOT, Ana Chrytina Venancio Histórias de Vida e formação de professores. Quartrtet.Rio de Janeiro. 2008.

1 de fevereiro de 2011

Curso de Corte e Costura: Ética e Meio Ambiente

Finalização das aulas no curso de corte e costura do SENAC -
Disciplina: Ética e Meio Ambiente
A data da foto esta errada ...

ÉTICA DO MEIO AMBIENTE

Marcos Peixoto Mello Gonçalves

A ética do meio ambiente começa pelo reconhecimento do valor da natureza para a preservação da espécie humana: da importância da fauna, da flora, da variedade das espécies animais, da vida selvagem, do ar puro e da água limpa para a vida dos seres humanos. Trata-se do reconhecimento de uma qualidade que a natureza objetivamente possui: a de possibilitar e garantir a nossa sobrevivência física e o nosso desenvolvimento social.


É fato: sem a ajuda uns dos outros, todos morreríamos. Mas essa ajuda tem de ser estruturada. E é. A ajuda é estruturada através das instituições. A forma das instituições depende dos valores que nascem no interior das culturas. E a cultura expressa-se através de uma mentalidade ou cosmovisão.


A ameaça de escassez de recursos naturais, tais como o ar puro e a água limpa, a poluição da atmosfera até transformá-la em uma estufa a esquentar insuportavelmente a Terra inteira, a destruição da camada de ozônio que nos protege dos raios solares cancerígenos, a extinção de algumas espécies animais e a ameaça de extinção de muitas outras, a destruição da vida selvagem, são realidades, dentre outras, que despertaram a "consciência ecológica", ou seja, da natureza como a casa dos seres humanos.


Destruir a casa da espécie humana, a natureza, pois, é uma tremenda injustiça. Uma injustiça para com a nossa geração e, maior ainda, para com as gerações futuras, dos nossos descendentes. Parcelas cada vez mais expressivas da população, então, tomam consciência dessa injustiça. E da consciência daquilo que é injusto nasce o Direito, como reivindicação de justiça e garantia contra a injustiça. É justo e necessário, portanto, reconhecer o valor do meio ambiente natural. Por essa razão, a autoridade social, através do Estado, tem editado normas jurídicas de proteção ao meio ambiente. A lei tipifica condutas que agridem o meio ambiente e as torna criminosas. Os estudiosos do Direito sistematizam um ramo novo da ciência jurídica, batizando-o de Direito Ambiental.


A ética do meio ambiente também já é uma exigência da economia. Os estudiosos da ciência econômica e parcelas dos próprios agentes econômicos já pensam em um estilo de desenvolvimento que respeite o meio ambiente, condicionando os investimentos a esse novo paradigma. E no plano político, o valor do meio ambiente, no mundo democrático, é especialmente defendido pelos chamados partidos verdes.


Destarte, o Dicionário Oxford de Filosofia, de Simon Blackburn, traz o seguinte verbete a respeito da ética do meio ambiente: "Em geral, a ética lida com problemas suscitados pelos desejos e necessidades humanos: a obtenção de felicidade ou a distribuição de bens. Quando se pensa especificamente acerca do meio ambiente, o problema central consiste na atribuição de valor independente a coisas como a preservação das espécies ou a proteção da vida selvagem. Essa proteção pode ser defendida como um meio para garantir as necessidades humanas básicas, encarando os animais, por exemplo, como uma fonte futura de medicamentos, ou de outros benefícios. No entanto, muitos filósofos desejariam reivindicar um valor absoluto e não utilitarista para a existência de locais e seres selvagens; seu valor é precisamente sua independência em relação à vida humana: "eles nos reduzem à nossa importância relativa". Não conseguir apreciar isso não é apenas uma incapacidade estética, mas também uma falta de humildade e de respeito: é uma incapacidade moral. O problema consiste em conseguir exprimir esse valor e usá-lo contra os argumentos utilitaristas que defendem a urbanização de áreas naturais e a exterminação das espécies de forma um tanto arbitrária."


Que tal, então, participar de uma das tantas organizações não governamentais de defesa do meio natural, sabendo que se está lutando para garantir a sobrevivência da própria espécie humana?


Prof. da Universidade Presbiteriana Mackenzie

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