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15 de agosto de 2011

A extinção dos Professores: quem se importa?




O ano é 2.020 D.C. - ou seja, daqui a nove anos - e uma conversa entre avô e neto tem início a partir da seguinte interpelação: 
   
  – Vovô, por que o mundo está acabando? 
   
  A calma da pergunta revela a inocência da alma infante. E no mesmo tom vem a resposta: 
   
  – Porque não existem mais PROFESSORES, meu anjo. 
   
  – Professores? Mas o que é isso? O que fazia um professor? 
    
O velho responde, então, que professores eram homens e mulheres elegantes e dedicados, que se expressavam sempre de maneira muito culta e que, muitos anos atrás, transmitiam conhecimentos e ensinavam as pessoas a ler, falar, escrever, se comportar, localizar-se no mundo e na história, entre muitas outras coisas. Principalmente, ensinavam as pessoas a pensar. 
   
  – Eles ensinavam tudo isso? Mas eles eram sábios? 
   
  – Sim, ensinavam, mas não eram todos sábios. Apenas alguns, os grandes professores, que ensinavam outros professores, e eram amados pelos alunos. 
   
   E como foi que eles desapareceram, vovô? 
   
  – Ah, foi tudo parte de um plano secreto e genial, que foi executado aos poucos por alguns vilões da sociedade. O vovô não se lembra direito do que veio primeiro, mas sem dúvida, os políticos ajudaram muito. Eles acabaram com todas as formas de avaliação dos alunos, apenas para mostrar estatísticas de aprovação. Assim, sabendo ou não sabendo alguma coisa, os alunos eram aprovados. Isso liquidou o estímulo para o estudo e apenas os alunos mais interessados conseguiam aprender alguma coisa. 
   
Depois, muitas famílias estimularam a falta de respeito pelos professores, que passaram a ser vistos como empregados de seus filhos. Estes foram ensinados a dizer “eu estou pagando e você tem que me ensinar”, ou “para que estudar se meu pai não estudou e ganha muito mais do que você” ou ainda “meu pai me dá mais de mesada do que você ganha”. Isso quando não iam os próprios pais gritar com os professores nas escolas. Para isso muito ajudou a multiplicação de escolas particulares, as quais, mais interessadas nas mensalidades que na qualidade do ensino, quando recebiam reclamações dos pais, pressionavam os professores, dizendo que eles não estavam conseguindo “gerenciar a relação com o aluno”. O professores eram vítimas da violência – física, verbal e moral – que lhes era destinada por pobres e ricos. Viraram saco de pancadas de todo mundo. 
   
Além disso, qualquer proposta de ensino sério e inovador sempre esbarrava na obsessão dos pais com a aprovação do filho no vestibular, para qualquer faculdade que fosse. “Ah, eu quero saber se isso que vocês estão ensinando vai fazer meu filho passar no vestibular”, diziam os pais nas reuniões com as escolas. E assim, praticamente todo o ensino foi  orientado para os alunos passarem no vestibular. Lá se foi toda a aprendizagem de conceitos, as discussões de idéias, tudo, enfim, virou decoração de fórmulas. Com a Internet, os trabalhos escolares e as fórmulas ficaram acessíveis a todos, e nunca mais ninguém precisou ir à escola para estudar a sério. 
   
Em seguida, os professores foram desmoralizados. Seus salários foram gradativamente sendo esquecidos e ninguém mais queria se dedicar à profissão. Quando alguém criticava a qualidade do ensino, sempre vinha algum tonto dizer que a culpa era do professor. As pessoas também se tornaram descrentes da educação, pois viam que as pessoas “bem sucedidas” eram políticos e empresários que os financiavam, modelos, jogadores de futebol, artistas de novelas da televisão – enfim, pessoas sem nenhuma formação ou contribuição real para a sociedade. 

Autor Desconhecido

Mensagem enviado por e-mai
Fabiane Piton Figueira
Graduanda em Educação Física
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - UFRB


23 de maio de 2011

Formação do Educador: Texto Dona Licinha




Como podemos fazer a diferença sendo educadores?
Quais as lembranças mais significativas que tenho dos meus antigos educadores?
Que educador desejo ser? Como irei trabalhar em minha sala de aula? Quais posturas e métodos utilizarei para conquistar meus alunos?

Leia esta história e deixe um comentário


Dona Licinha

A senhora não me conhece. Faz tanto tempo e me lembro de detalhes do seu jeito, sua voz, seu penteado e roupas... A senhora ensinava na 3a série B e eu era aluna da 3ª série C no Grupo Escolar do Tatuapé... Passava no corredor fazendo figa para mudar de classe, pra minha professora viajar e nunca mais voltar, pra diretora implicar e me mandar pra 3a B... Nunca tive tanta inveja na minha vida como tive das crianças da série B...
 
Lembro que na sua sala se ouviam risadas quase o tempo todo. Maior gostosura! De vez em quando, um enorme silêncio quebrado por uma voz suave...era hora de contar histórias. Suspirando, eu grudava na janela e escutava o que podia... Também muitos piques e hurras, brincadeiras correndo solto. Esconde-esconde, telefone sem fio, campeonato de Geografia. Tanto fazia a aprontação inventada. Importava era sentir a redonda contenteza dos alunos. 

A sua sala era colorida com desenhos das crianças, um painel com recortes de revistas e jornais, figurinhas bailando em fios pendurados, mapas e fotos... Uma lindeza rodopiante mudada toda semana! Vi pela janela seus alunos fantasiados, pintados, emperucados, representando cenas da História do Brasil! Maior maravilhamento! Demorei, entendi. Quem nunca entendeu foi a minha professora... Seu segredo era ensinar brincando. Na descoberta! Na contenteza!

Nunca ouvi berros, um "Cala boca", "Aqui quem manda sou eu" e outras mansidões que a minha professora dizia sem cansar. Não escutei ameaças de provas de sopetão, castigos, dobro da lição de casa, chamar a diretora, com que a minha professora me aterrorizava o tempo todo...

Dona Licinha, eu quis tanto ser sua aluna quando fiz a 3a série. Não fui... Hoje, tanto tempo depois, sou professora. Também duma 3a série. Agora sou sua colega... Só não esqueço que queria estar na sua classe, seguir suas aulas risonhas, sem cobranças, sem chateações, sem forçar barras, sem fazer engolir o desinteressante. Numa sala colorida, iluminada, bailante. Também quero ser uma professora assim. Do seu jeito abraçante.

Hoje, vi uma garotinha me espiando pela janela. Arrepiei. Senti que estava chegando num jeito legal de estar numa sala de aula... Por isso resolvi escrever para a senhora. Vontadona engolida por décadas. Tinha que dizer que continuo querendo muito ser aluna da Dona Licinha. Agora, aluna de como ser professora. Fazendo meus alunos viverem surpresas inventivas.

Um abraço apertado,
cheinho de gostosuras, da
Ciça

Conto de fanny Abramovich


10 de maio de 2011

Tenha um tempo para você



No momento em que se sente dono de sua vida, você começa a mudar a turbulência do mundo e a transformá-la em um lugar gostoso de viver ...



Vitória é conseqüência de uma atitude produtiva diante da vida. Um dos maiores cientistas do mundo foi Isaac Newton. Estava sentado debaixo de uma macieira quando, de repente, uma maçã caiu em sua cabeça. Se fosse um perdedor, diria um palavrão e pensaria: “Que azar, tudo dá errado para mim!” Newton pegou a maçã e começou a analisar por que ela havia caído. Descobriu a Lei da Gravidade e mudou o mundo. Quando a maçã atingir sua cabeça, em vez de se lastimar e reclamar da vida, pergunte por que caiu e o que pode fazer com ela. 

Quando você acordar gripado, em vez de reclamar, pense que isso é um sinal que pode ensinar-lhe alguma coisa. Talvez a gripe seja um alerta do corpo para trabalhar menos, ter mais tempo para você, parar um pouco. É importante estar atento à sua tranqüilidade, à serenidade interior. O mundo está pedindo pessoas serenas.

Às vezes, no ambiente de trabalho, todos estão angustiados. Em vez de ajudar, sem primeiro esclarecer sua angústia, a resolver as angústias alheias, coloque-se no centro de sua vida e comece a se analisar até que esteja em paz. Quando isso acontecer, ajude o outro a encontrar a serenidade. Só assim poderá capacitar-se a ser líder e empreender a missão de ajudar os companheiros a encontrar a força interior.

Sei que a maioria das pessoas diz que está angustiada e tensa por causa da falta de dinheiro. Mas quantas vezes você tinha dinheiro e ficou ansioso da mesma maneira? E quantas outras estava sem dinheiro e sereno? Então é no momento em que se sente dono de sua vida que você começa a mudar a turbulência do mundo e a transformá-la em um lugar gostoso de viver.

Recarregue a bateria

Você precisa de tempo para ficar só consigo mesmo. Todos os dias, não importa a hora de acordar, de voltar do trabalho, de dormir, você necessita de um período de silêncio, sem TV, sem música, sem livro. Apenas para ouvir as batidas do coração e perceber a respiração.

Vivemos numa sociedade em que há muito barulho na rua e sons em casa o tempo todo. As pessoas correm alucinadamente atrás de vitórias e nunca param para escutar o coração. Deixe a introspecção, a meditação e a oração entrarem em sua vida. Elas são fontes que nunca secam.

Procure acordar cinco minutos mais cedo para refletir sobre sua vida e orar. Em casa, tenho um oratório. Ele me ajuda a contatar a luz e a lembrança da força divina que sempre me guiaram. Para mim, é absolutamente importante orar todos os dias, agradecer a meus antepassados e pedir bênçãos para as novas gerações.

Medite, ore. Existe um momento para agradecer o que você recebeu e o que vai receber. Um momento para estar em silêncio e ouvir a voz de sua consciência. Para pensar: “Deus é meu amigo, exatamente o melhor amigo para comemorar comigo”. Reserve algum tempo para conversar com ele.

Quando você conversa com o Deus, sente sua proteção, sua orientação. Há muitos “eus” no mundo, muitos “meus”, mas quando você se integra com a energia divina sente que nunca estará sozinho. A paz toma conta de você.

Medite sempre também. Meditar é um mergulho na própria alma. Sente-se num lugar confortável, relaxe e observe o que acontece dentro de você. Observe seus pensamentos, seus sentimentos e seus desejos silenciosamente, sem julgá-los. Os pensamentos que não dizem respeito a você desaparecem. O importante é reservar um tempo para recarregar a bateria. Reflita sobre o caminho que você está percorrendo. Não deixe nada destruir a sua felicidade. 

 Por Roberto Shinyashiki
Roberto Shinyashiki é psiquiatra, escritor e conferencista (www.shinyashiki.com.br)

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