Leia este texto e comprove que o nosso cérebro tem uma capacidade ilimitada.
O cérebro humano não é uma rede de informações fixa, já estabelecida e limitada, mas uma rede dinâmica que se adapta constantemente para atender às demandas de comunicação, cujo córtex tem uma capacidade potencial de tráfego de informações comparável à capacidade de todos os backbones --estruturas centrais-- que a internet possuia no final de 2002, segundo cientistas do Instituto Salk e da Universidade de Cambridge.
O estudo, que será publicado na edição de amanhã da revista "Science", usa a rede mundial de computadores como referência para a capacidade do cérebro humano. Mas os cientistas afirmam que a comparação é, de certa forma, pobre para entender como funciona o cérebro, que seria mais como um "dispositivo híbrido de pouco consumo de energia".
"Esses híbridos oferecem a habilidade de dispositivos analógico para realizar diretamente e de modo econômico operações aritméticas, como divisões, combinada com a habilidade de dispositivos digitais de resistir a ruídos", afirma Terrence Sejnowski, do Instituto Salk.
Evolução
"No passado, só éramos capazes de ver o cérebro trabalhar observando neurônios ou redes de neurônios separadamente. Podíamos ver apenas as árvores, para explicar melhor. Com o avanço das técnicas, podemos ter uma perspectiva global. Estamos vendo a floresta inteira e nos perguntamos: como essa floresta evoluiu?", completa o pesquisador.
Ao evoluir durante milhões de anos, segundo Sejnowski, o cérebro se tornou incrivelmente eficiente e poderoso. A natureza teria otimizado a estrutura e a função das redes corticais com princípios de desenho semelhantes aos usados em redes eletrônicas.
"Essa é uma era importante para o entendimento de como o cérebro funciona. Há uma tremenda quantidade de informação distribuída por regiões distantes do cérebro. De onde ela vem? Para onde vai? Como o cérebro lida com ela? São perguntas que não conseguimos responder até agora. Mas acredito que, ao longo da próxima década, começaremos a desenvolver algumas respostas", diz Sejnowski.
Passar um domingo em casa, não é nada comum para mim. Geralmente gosto de fazer muitas coisas no domingo: ir a praia, mesmo que não tome banho, visitar amigos e familiares, passear em lugares diferentes ou comuns, dependendo da situação.A única coisa que não faço, é realizar nada que tenha ligação direta ao meu trabalho profissional, a não ser que exista uma demanda urgente.Domingo, é para não se fazer nada. (rindo)
Neste domingo especificamente, quero destacar algumas coisas que fiz. Assistir o filme Uma Família Bem Diferente, pela segunda vez.Não vou contar o filme aqui, mas vale a pena assistir.
Sinopse:
Eric (Tom Cavanagh) vive para o hóquei. Agora na faixa dos trinta, ele deixou sua carreira de jogador profissional para se tornar comentarista de esportes na TV. É uma vida de sonho! Mas quando o namorado de Eric, Sam (Ben Shenkman), avisa que eles terão que cuidar temporariamente de um menino, o confortável mundo de Eric desmonta. Chega Scot (Noah Bernett), recém-órfão, um menino efeminado de 11 anos e o oposto exato de Eric. Assustados com a alegria de viver de Scot, Eric e Sam gentilmente afastam Scot dos perfumados cremes para mãos e de tudo o que for cor-de-rosa, buscando um passatempo mais "aceitável": o hóquei. Mas após o primeiro e desastroso jogo de Scot, Eric começa a repensar as concessões que fez em sua própria vida, para poder ser "aceito".
Depois do cinema em casa. Fiquei de olho no Fantástico do inicio ao fim. Irei comentar somente uma parte do Detetive Virtual, que mostra um menino de 5 anos dando o seu primeiro beijo. Lindo não é? Porém vamos a questões pedagógicas e educacionais.
1-Beijar é normal entre adultos, difícil de entender esta relação intima entre crianças.
2-Uma criança de 5 anos iniciando suas relações pessoais com beijo, onde chegará aos 18 anos?
3-Para que esta criança fantasiasse e tivesse o desejo de beijar. Demonstra que antes disso tudo, ele teve outras referências. Quais foram?
Precisamos aprender a lidar com crianças, e saber que o tempo todo, elas têm como referências de comportamentos, os adultos que estão a sua volta. O fantástico ainda mostrou outros vídeos de beijos entre crianças. Não acho nada errado, porém precisamos pensar nestas situações, para não despertamos desejos precocemente nas crianças. Hoje elas começam a beijar com 5 anos, para o ato sexual será um segundo. O que este beijo representa? Qual a representação social de um beijo para estas crianças?
Em meio ao processo pela guarda dos dois filhos, a auditoraGiovanna Kathleen Benedetti,de 40 anos, foi surpreendida: sem sequer ter passado por uma consulta médica, foi diagnosticada como portadora do transtorno afetivo bipolar. A autora do laudo, a psicopedagoga Marisa Potiens Zílio, a pedido do ex-marido de Giovanna, fraudou o documento a fim de influenciar a decisão da Justiça, como atestam os autos do processo. Agora, Marisa terá de indenizar a vítima em R$ 30 mil.
Mãe de dois meninos, um deles com inteligência acima da média, Giovanna costumava levar semanalmente o mais velho ao consultório da psicopedagoga. Avó e tia paternas da criança eram pacientes assíduas. A proximidade entre profissional e família fez com o que o pai, Lisandro Webber, encomendasse o laudo, que mais tarde seria juntado aos autos do processo de guarda.
As circunstâncias do laudo em questão — que, ao longo da ação por danos morais, Marisa sempre chamou de parecer — é carregada de incoerências. A primeira delas diz respeito à própria prerrogativa da atividade do psicopedagogo. De acordo com a Associação Brasileira de Psicopedagoga, a classe não tem a capacidade de atestar a existência de doenças. Tal competência fica reservada a médicos e psicólogos. Não foi o que Marisa fez: diagnosticou o transtorno afetivo bipolar maníaco sem sintomas psicóticos, como elenca o sistema Cid (Classificação Internacional de Doenças).
Esse tipo de transtorno é caracterizado por mais de um episódio no qual tanto humor quanto nível de atividade da pessoa que sofre a doença ficam profundamente perturbados. Em certos momentos, a situação atinge a hipomania ou mania — marcadas pelo aumento de energia e de atividade — e, em outras, a depressão, com rebaixamento do humor e redução da energia de atividade.
Em depoimento prestado durante a primeira instância, Maria Célia Rosseto, que trabalhou com Marisa, disse que mesmo que o profissional da área da psicopedagogia possa perceber uma doença mental, orientando e solicitando confirmações acerca do diagnóstico, não pode atestá-la. O impedimento é previsto, inclusive, pelo Código de Ética da classe.
Além disso, outro fator chama atenção: as idas semanais de Giovanna ao consultório de Marisa se restringiam ao atendimento do filho menor. Ela conta nunca ter passado por uma avaliação da psicopedagoga. Ou seja, Marisa diagnosticou a doença a distância.
Marisa, por sua vez, conta que o documento juntado ao processo não seria um laudo, mas sim um parecer técnico. Nele, explica, ela teria atestado observações detectadas durante os encontros profissionais mantidos com a família. Ela diz também não saber da intenção do pai do menino de anexar o documento aos autos e, que, antes de chegar ao veredicto, discutiu o caso com um psiquiatra e um psicólogo.
A juíza de Direito Luciana Bertoni Tieppo, da 4ª Vara Cível da Comarca de Passo Fundo (RS), anotou que "é evidente que a ré agiu ilicitamente ao atestar que a autora apresentava transtorno afetivo bipolar, porquanto não habilitada para tanto e, principalmente, diante do fato de não ser a autora sua paciente, não podendo fazer diagnóstico de terceiros a pedido de outras pessoas, sem qualquer avaliação do pretenso paciente".
Giovanna entrou com o pedido de indenização por danos morais logo depois que a guarda dos filhos foi confirmada. Com uma indenização fixada em R$ 60 mil pelo juízo de primeiro grau, a psicopedagoga resolveu apelar. O caso foi parar na 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, onde a desembargadora Iris Helena Medeiros Nogueira reduziu o valor para R$ 30 mil. Também em segunda instância ficou entendido que "o psicopedagogo não possui atribuição legal para diagnosticar doenças e recomendar terapias", como escreveu a desembargadora.
Outra irregularidade apontada na atuação profissional da psicopedagoga é o fato de ela não ter mantido o sigilo sobre o falso laudo. Tatiana Bertolo Macedo, segunda psicóloga do menino, revelou que teve acesso aos laudos. De acordo com ela, Marisa, assim que soube que ela havia sido arrolada como testemunha no caso, mostrou-lhe o documento. Daí decorreria uma segunda infração ao Código de Ética da profissão. Segundo o artigo 8º, "o psicopedagogo está obrigado a guardar sigilo sobre fatos de que tenha conhecimento em decorrência do exercício de sua atividade".
Também em segunda instância ficou configurado o dolo da psicopedagoga. "Tenho como grave", escreveu a desembargadora Iris, "o fato de a requerida [Marisa] imputar à autora doença mental inexistente. Agrava-se à situação com a inclusão do parecer em ação judicial na qual se discutia a guarda de filhos, sofrendo a requerente sérios prejuízos de ordem moral".
A juíza de primeira instância resume o quadro: "Ficou claramente demonstrado nos autos o vínculo da demandada com a família do ex-marido da autora, inclusive, afirmando a mesma que tinha notícias da criança pela sua avó e sua tia, ambas suas pacientes, motivo que pode ter sido o fator determinante de sua conduta, o que a torna mais reprovável ainda". No documento forjado, a psicopedagoga Marisa chegou a recomendar que as crianças ficassem sob a guarda do pai.
Segue uma relação de filmes que podem ser utilizados na escola, com a finalidade de se discutir as questões voltadas para a violência no espaço escolar e as diferenças culturais e sociais. Antes de passar os filmes, como orientação pedagógica sugiro o seguinte:
Assista ao filme antes e veja as possibilidades de adaptação ao currículo e a proposta de trabalho que você deseja realizar.
Elabore questões antes de passar o filme, para que os alunos já assistam ao filme com um olhar direcionado.
Planeje possíveis pausas durante a exibição para fazer comentários e focar a atenção nas questões que você deseja trabalhar.
Assista ao filme várias vezes antes de passar para a classe, buscando detalhes, cenas, diálogos que servirão para uma discussão e um debate no final da exibição.
É fundamental, observar a indicação da faixa etária.
Pare o filme e solicite que os alunos elaborem uma redação/discussão/debate sobre qual será a atitude do personagem em uma determinada cena. Depois Volte para o filme. É uma boa atividade para se trabalhar valores e crenças e como cada um de nós reagimos ou reagiríamos em determinadas situações.
1-Como Estrelas na Terra - Toda Criança é Especial
'Como Estrelas na Terra' conta a história de uma criança que sofre com dislexia e custa a ser compreendida. Ishaan Awasthi, de 9 anos, já repetiu uma vez o terceiro período (no sistema educacional indiano) e corre o risco de repetir de novo. Este filme fala sobre o modo como a arte e a educação são importantes ferramentas de estímulo ao desenvolvimento de uma pessoa quando aplicadas intencionalmente para a sua felicidade, independente do problema ou desvio que tiver.
2-Um Grande Garoto
Will Freeman (Hugh Grant) é um homem na faixa dos trinta anos metido a galã que inventa ter um filho apenas para poder ir às reuniões de pais solteiros, onde tem a oportunidade de conhecer mães também solteiras. Will sempre segue a mesma tática: vive com elas um rápido romance e quando elas começam a falar em compromisso ele acaba o namoro. Até que, em um de seus relacionamentos, Will conhece o jovem Marcus (Nicholas Hoult), um garoto de 12 anos que é completamente o seu oposto e tem muitos problemas em casa e na escola. Com o tempo Will e Marcus se envolvem cada vez mais, aprendendo que um pode ensinar muito ao outro.
3-Bang Bang Você Morreu
Jovens podem ser mais cruéis que todos. Naturalmente cruéis.” As Palavras de Trevor Adams, que já foi estudante exemplar, refletem suas experiências no colégio. Ele era vítima de tão traumatizante perseguição que ameaçou destruir o time de futebol da escola. Mas a salvação veio através do Sr. Duncan (Tom Cavanagh, astro da série de TV “Ed”), o professor de teatro, que ofereceu a Trevor o papel principal de sua peça, ao lado da bela Jenny Dahlquist. O Professor e a garota tentam ajudá-lo a manter-se na linha. Mas há um risco: o sombrio enredo sobre assassinos em um playground, combinado com o passado problemático de Trevor, faz com que os pais tentem vetar a peça. Se eles conseguirem é possível que a voz de Trevor jamais seja ouvida e isso pode detonar uma bomba-relógio humana.
4-Mary e Max – Uma Amizade Diferente
Uma história de amizade entre duas pessoas muito diferentes: Mary Dinkle (voz de Toni Collette), uma menina gordinha e solitária, de oito anos, que vive nos subúrbios de Melbourne, e Max Horovitz (voz de Philip Seymour Hoffman), um homem de 44 anos, obeso e judeu que vive com Síndrome de Asperger no caos de Nova York. Alcançando 20 anos e dois continentes, a amizade de Mary e Max sobrevive muito além dos altos e baixos da vida. Mary e Max é viagem que explora a amizade, o autismo, o alcoolismo, de onde vêm os bebês, a obesidade, a cleptomania, a diferença sexual, a confiança, diferenças religiosas e muito mais.
5-Elefante
O filme narra o ataque que dois estudantes fizeram a uma escola secundária do Oregon, matando dezenas de alunos, com um arsenal de armas automáticas. A questão do bullying é tratada como um detalhe pequeno, mas está lá. concentra-se no ato final, de vingança fria e desapaixonada. O título refere-se à facilidade de ignorar um 'elefante' simbólico na sala, apesar do seu tamanho, mas que está sempre prestes a se mover.
6-Evil, Raízes do Mal
Um rapaz atormentado de 16 anos, tratado com violência pelo padastro, também trata seus colegas de escola com violência e acaba expulso da escola pública. é mandado a uma prestigiada escola privada, onde sabe que terá uma última oportunidade de regeneração. lá chegando tem que se confrontar com os códigos e humilhações dos estudantes veteranos, arriscando sua expulsão ou submetendo-se. um olhar diferente, neste filme sueco, que chegou a ser indicado ao Oscar de filme estrangeiro em 2004.
7-Bully
Nick Stahl - excelente - é o riquinho valentão, que vive abusando fisicamente dos colegas. até que seu melhor amigo - o já falecido Brad Renfro - decide vingar-se dele junto com a namorada, atraindo-o para o pântano e espancando-o até a morte. alguns dos garotos tentam tomar o lugar dele, enquanto a comunidade se divide entre condenar e reconhecer que ele teve o que merecia. o diretor Larry Clark especializou-se em retratar o ócio e a banalidade da violência na juventude americana. um filme chocante.
8- Deixe Ela Entrar
Um garoto frágil de 12 anos é constantemente abusado pelos colegas e sonha com uma vingança. quando ele conhece sua vizinha, uma vampira que aparenta ter a sua idade, com quem irá envolver-se e que vai defendê-la dos ataques.
9-Entre os Muros da Escola
(França 2008 - Palma de Ouro em Cannes, este drama mostra bem o choque de culturas que se formou na França, a partir dos conflitos entre alunos e também um professor bem intencionado. brilhante)
10-Pro Dia Nascer Feliz
Documentário que mostra diferentes realidades de estudantes de classes sociais distintas de três estados do Brasil. um filme bem feito e oportuno sobre o tema.
11-Sempre Amigos
Maxwell Kane (Elden Henson) é um garoto de 14 anos que tem dificuldades de aprendizado e vive com seus avós desde que testemunhou o assassinato de sua mãe, morta pelo marido. Quando Kevin Dillon (Kieran Culkin), um garoto que sofre de uma doença que o impede de se locomover, se muda para a vizinhança eles logo se tornam grandes amigos. Juntos vivem grandes aventuras, enfrentando o preconceito das pessoas à sua volta.
12-O Galinho Chicken Little
Na cidade de Oakey Oaks, Chicken Little toca o sinal do colégio e manda que todos "corram por suas vidas"!. Toda a cidade fica em pânico. Por fim, todos se acalmam para perguntar ao galinho o que há de errado. Ele sofre Bullying na Escola.
13- Sonho de Gelo
Ela é diferente e ser diferente é um tema comum em filmes da Disney sobre bullying. Ela aprende a tratar os amigos, se divertir e viver para o momento. Apesar do desejo de ser uma patinadora famosa, Casey Carlyle não passa de uma garota inteligente e de poucos amigos, com uma mãe obcecada pela idéia de ver sua filha em uma grande universidade. Mas quando ela usa sua cabeça e segue seu coração, de repente se vê transformada como nunca sonhou.
Falar de Bullying virou moda na escola, matéria de capa das revistas e documentário das emissoras de TV, agora vamos para a prática!
Escrevi um livro sobre Bullying que acho muito bom.
O Livro
" O Diário de Davi" é um livro para crianças e adolescente . O
livro O Diário de Davi: preconceito racial, homofobia e bullying na escola, é
um texto literário, escrito pelo professor Silvano Sulzart. Temáticas como:
homofobia, ciberbullying, preconeito racial e outras
questões aparecem na trama. Davi, em uma narrativa envolvente e singela, conta
suas dores e dilemas que vive na escola. A história revelará como a amizade
vence o medo, e a ternura e o perdão fazem brotar esperança, sonhos e novas
relaçõesm no espaço escolar. Através da leitura deste livro, você será capaz de
identificar se seus filhos ou alunos estão sendo vítimas de bullying, homofobia
na escola e encontrará ainda pistas de como combater o bullying, dentro e fora
do espaço escolar.
Já li muita coisa sobre Bullying estes dias. Quero propor aqui algumas atividades para serem realizadas em sala de aula ou com a própria escola.
É importante que se explique para os alunos o que é Bullying, acredito que a essa altura do campeonato todo mundo já saiba, mas quanto mais informação melhor. O que fazer para que todos compreendam e vejam o Bullying com outros olhares? Como desenvolver atividades pedagógicas significativas dentro da sala de aula? Outra questão que considero importante é que falar de Bullying, discutir questões ligadas a Violência no Ambiente Escolar não deve ser um momento isolado, ou quando a mídia começa a focar o assunto. Bullying e Violência na Escola devem ser um tema para ser discutido o tempo todo: com a família, com os professores e principalmente com os alunos. As atividades abaixo proporcionam a reflexão do tema de forma lúdica e inteligente.
1 - Dramatização
Utilize o teatro em sala de aula. Divida os alunos em grupos e motive os grupos a criarem uma dramatização sobre Bullying e Violência Escolar. Direcione os trabalhos para que as turmas criem duas versões, uma positiva e outra negativa. A cada apresentação, convide a turma a discutir sobre a apresentação, analisando os personagens e o contexto da dramatização.
2- Teatro de Fantoche
Utilizando os Bonecos de Fantoches, que podem ser confeccionados pela própria turma em uma aula de artes. Incentive a turma a através dos fantoches criarem histórias de BUllying. Direcione os trabalhos para que as turmas criem duas versão, uma positiva e outra negativa. A cada apresentação, convide a turma a discutir sobre a apresentação, analisando os personagens e o contexto da apresentação.
3- Paródia
Paródia é uma imitação cômica de uma obra literária. Após falar sobre Bullying, discutir as causas, quem é a vitima, o agressor e outras questões teóricas importantes. Divida a turma em grupos, e incentive cada grupo escolher uma música e criarem uma parodia contra o Bullying. Para finalizar a atividade, poderá ser criado um concurso de paródias e coreografias contra o Bullying na própria turma ou na escola.
4- Júri Simulado
Explique a turma o que é um julgamento, como ocorre e quem compõe uma audiência de julgamento publico. Uma excelente atividade para discutir a Violência no Contexto Escolar e o Bullying. Segue a explicação da dinâmica Júri Simulado
Objetivos:
1- Estudar e debater um tema, levando todos os participantes do grupo se envolverem e tomar uma posição.
2- Exercitar a expressão e o raciocínio.
3- Desenvolver o senso crítico:
Participantes: (Funções)
Juiz: Dirige e coordena o andamento do júri.
Advogado de acusação: Formula as acusações contra o réu ou ré.
Advogado de defesa: Defende o réu ou ré e responde às acusações formuladas
pelo advogado de acusação.
Testemunhas: Falam a favor ou contra o réu ou ré, de acordo com o que tiver sido combinado, pondo em evidência as contradições e enfatizando os argumentos fundamentais.
Corpo de Jurados: Ouve todo o processo e a seguir vota: Culpado ou inocente, definindo a pena. A quantidade do corpo de jurados deve ser constituído por número impar:(3, 5 ou 7)
Público: Dividido em dois grupos da defesa e da acusação, ajudam seus advogados a prepararem os argumentos para acusação ou defesa. Durante o juri, acompanham em silêncio.
Passos:
1-Coordenador apresenta o assunto e a questão a ser trabalhada.
2- Orientação para os participantes.
3- Preparação para o júri.
4- Juiz abre a sessão.
5- Advogado de acusação (promotor) acusa o réu ou ré (a questão em pauta).
6- Advogado de defesa, defende o réu ou a ré.
7- Advogado de acusação toma a palavra e continua a acusação.
8- Intervenção de testemunhas, uma de acusação.
9- Advogado de defesa, retoma a defesa.
10- Intervenção da testemunha de defesa.
11- Jurados decidem a sentença, junto com o juiz.
12- O público, avalia o debate entre os advogados, destacando o que foi bom, o que faltou.
13- Leitura e justificativa da sentença pelo juiz.
5- Elaborando uma Reportagem
A pauta: o roteiro da reportagem
Pensar e elaborar uma boa pauta é o começo de qualquer boa reportagem jornalística. Ela é o guia, o roteiro, o briefing que vai orientar o repórter em seu trabalho. A pauta é a solicitação, por parte do pauteiro, do trabalho que ele deseja que o repórter execute.Costumo dizer aos meus alunos que quando o trabalho de apuração da informação é feito por apenas uma pessoa, e não há as figuras do pauteiro, do repórter, do editor etc., mas todo trabalho é feito por apenas uma pessoa, ao em vez de pauta, podemos falar em um roteiro pessoal para o trabalho de reportagem.
Ao contrário do que se pensa, deve haver um cuidado muito grande na hora de preparar a pauta ou o roteiro de reportagem. Além de pensar bem o que se quer dizer no texto e a maneira como se quer falar, é preciso criatividade e estar bem informado sobre o assunto que se quer escrever.Além disso, vale lembrar que a pauta ou o roteiro não devem ser uma camisa de força. Se, por um lado, o repórter deve segui-los com precisão, por outro, em alguns momentos, deve abandonar sua rigidez e apostar na sua sensibilidade, no seu ‘faro’. Enfim, na hora de elaborar a pauta ou o roteiro da reportagem:
1. Deixe claro, no início da pauta, a retranca, ou seja, o assunto de que deverá tratar a reportagem.
2. Pesquise sobre o assunto: anote dados que você acha relevantes e que já estão disponíveis em algum lugar. Hoje em dia, além dos jornais, a internet e sites de busca como o Google e o Yahoo são boas fontes para essa primeira etapa do trabalho;
3. Em seguida, aponte os elementos a serem problematizados. Esclareça para o repórter – no caso de estar elaborando uma pauta – ou para você mesmo – em se tratando de um roteiro –, o que a matéria vai acrescentar às informações já disponíveis;
4. A seguir, indique fontes a serem ouvidas, ou seja; as pessoas que podem ser entrevistadas sobre o assunto. Sugira as possíveis perguntas a serem feitas pelo repórter e, por fim, anote nomes e, na medida do possível, e-mails e telefones das fontes. Neste ponto, lembre-se que nem sempre apenas as autoridades são ouvidas. Sugira também entrevistas com pessoas do povo, e aí nem sempre você precisa citar nomes;
5. Se você dispuser de equipamento fotográfico, não deixe de sugerir ou roteirizar fotos e imagens que devem, junto com o texto, ilustrar o trabalho;
6. No final, indique o número de laudas que o repórter tem para escrever. Isso é importante, pois é uma forma de garantir que não vai faltar nem sobrar texto. Uma lauda, para quem ainda não tem familiaridade com a linguagem jornalística, corresponde a um conjunto de 1400 (mil e quatrocentos) caracteres contados os espaços. Uma matéria jornalística de um tamanho razoável tem, em média, duas laudas.
Com as dicas acima, a sua pauta ou roteiro estão prontos e o seu repórter ou você estará mais habilitado a fazer o trabalho de campo: a reportagem. Veja no exemplo de pauta a seguir como podem ficar os seis tópicos de que falamos acima e depois tente elaborar a sua pauta. Sucesso!
Lev Semenovich Vygotsky nasceu a 17 de novembro de 1896 em Orsha, uma pequena cidade localizada na Bielo-Rússia. Era de uma família judaica financeiramente estável e culta. Seu pai trabalhava em um banco e numa companhia de seguros, enquanto sua mãe, uma professora formada, se dedicou mais à educação dos filhos.
Vygotsky viveu durante um longo período em Gomel, também na Bielo-Rússia, juntamente com sua família. Foi educado em casa, até os 15 anos, por tutores particulares e desde cedo manifestou uma grande capacidade intelectual e autodidatismo, mostrando-se interessado pelos mais diversos assuntos, desde literatura até artes em geral. Também se interessou pelo aprendizado de diferentes línguas, o que lhe permitiu que entrasse em contato com materiais de diferentes procedências.
Aos 17 anos completou o curso secundário, num colégio privado em Gomel, sendo congratulado pelo seu excelente desempenho. De 1914 a 1917 estudou Direito e Literatura, na Universidade de Moscou. Vale destacar que o trabalho que ele apresentou ao final deste curso, deu origem a um dos livros de sua autoria e intitulado "Psicologia da Arte", que só foi publicado na Rússia em 1965.
Vygotsky começou sua carreira aos 21 anos, após a Revolução Russa de 1917. Em Gomel, no período de 1917 a 1923, além de escrever críticas literárias, lecionou e proferiu palestras sobre temas ligados a literatura, ciência e psicologia em várias instituições. Nessa época começou a se interessar também pela pedagogia, e em 1922 publicou um estudo sobre os métodos de ensino da literatura nas escolas secundárias. Fundou nessa cidade uma editora, uma revista literária e um laboratório de psicologia no Instituto de Treinamento de Professores, local onde ministrava cursos de psicologia.
O interesse de Vygotsky pela psicologia acadêmica começou a partir de seu trabalho com a formação de professores, onde entrou em contato com crianças portadoras de deficiências físicas e mentais, o que se tornou uma motivação para que ele pesquisasse alternativas que pudessem auxiliar o desenvolvimento dessas crianças, que foi uma excelente oportunidade para que ele viesse a compreender os processos mentais humanos, assunto que viria a ser o centro de seu projeto de pesquisa.
Em 1924, aos 28 anos, Casou-se com Roza Smekhova, com quem teve duas filhas. Neste mesmo ano, em função de sua participação brilhante no II Congresso de Psicologia em Leningrado, foi convidado a trabalhar no Instituto de Psicologia de Moscou, quando escreveu o trabalho: Problemas da Educação de Crianças cegas, surdas-mudas e retardadas, que apresentava algumas de suas reflexões sobre o assunto.
Entre 1927 e 1928, a "troika" associou-se e transferiu-se para o laboratório de psicologia do Instituto de Educação Comunista, ao qual se associou. Foi nesse mesmo período que Vygotsky começou a criar o Instituto de Estudos da Deficiência, com o objetivo de estudar o desenvolvimento de crianças anormais.
Neste período Vygotsky escreveu alguns importantes trabalhos dentre eles: A pedologia de crianças em idade escolar (1928); Estudos sobre a história do comportamento (escrito juntamente com Luria) (1930); O instrumento e o símbolo no desenvolvimento das funções psicológicas superiores (1931); Lições de psicologia (1932); Fundamentos da Pedologia (1934); Pensamento e Linguagem (1934); Desenvolvimento mental da cirança durante a educação (1935) e A criança retardada (1935).
O que vale destacar na obra de Vygotsky foram suas pesquisas sobre os processos de transformação do desenvolvimento humano na sua dimensão filogenética, histórico-social e ontogenética. Deteve-se no estudo dos mecanismos psicológicos mais sofisticados (as chamadas funções psicológicas superiores), típicos da espécie humana: o controle consciente do comportamento, atenção e lembrança voluntária, memorização ativa, pensamento abstrato, raciocínio dedutivo, capacidade de planejamento, etc.
Seguindo as premissas do método dialético, procurou identificar as mudanças qualitativas do comportamento que ocorrem ao longo do desenvolvimento humano e sua relação com o contexto social. Coerente com este propósito, Vygotsky fez, no final da década de 20 e no início da década seguinte, relevantes reflexões sobre a questão da educação e de seu papel no desenvolvimento humano.
A obra de Vygotsky tem uma grande importância na medida em que ele foi o primeiro psicólogo moderno a sugerir os mecanismos pelos quais a cultura torna-se parte da natureza de cada pessoa. Ou seja, segundo ele, a complexidade da estrutura humana, deriva do processo de desenvolvimento profundamente enraizado nas relações entre história individual e social.
Trabalhou com talentosos pesquisadores, dentre eles: Alexander Romanovich Luria e Alexei Nikolaievich Leontiev, principais colaboradores de Vygotsky e que o acompanharam até sua morte.
O pensamento marxista também foi para ele uma fonte científica valiosa. Pode-se identificar os pressupostos filosóficos, epistemológicos e metodológicos de sua obra na teoria dialético-materialista. As concepções de Marx e Engels sobre a sociedade, o trabalho humano, o uso dos instrumentos, e a interação dialética entre o homem e a natureza serviram como fundamento principal às suas teses sobre o desenvolvimento humano profundamente enraizado na sociedade e na cultura.
Foram seus contemporâneos os teóricos comportamentalistas, defensores da associação entre estímulos e respostas, dentre os quais pode-se destacar: Ivan Pavlov e John B. Watson, que serviram como uma base para a contraposição do pensamento de Vygotsky.
Ele também foi contemporâneo do epistemólogo suíço Jean Piaget e reconheceu a riqueza do método clínico adotado por Piaget, no estudo do processo cognitivo individual, e a semelhança de interesse no estudo da gênese dos processos psicológicos, apesar de apontar suas divergências principalmente em relação à interpretação da relação entre pensamento e linguagem.
A partir de 1932, a obra de Vygostky começou a receber severas críticas, na Rússia, sendo consideradas "idealistas" pelas autoridades soviéticas. As idéias de Pavlov na época eram mais valorizadas porque os marxistas apoiavam a abordagem pavloviana de que os seres humanos devem ser considerados apenas em função de suas reações ao ambiente exterior.
Vygotsky contestava essa posição, uma vez que para ele os seres humanos não deveriam ser considerados dessa forma, mas também deveria se considerar a maneira pela qual eles criam seu ambiente, o que por sua vez dá origem a novas formas de consciência.
Vygotsky morreu em Moscou em 11 de junho de 1934, vítima de tuberculose, doença contra a qual lutou durante 14 anos. Após sua morte teve a publicação de suas obras proibida na União Soviética, no período de 1936 a 1956, devido à censura do totalitário regime stalinista e foi ignorado pela cultura ocidental durante um longo período. Em 1962, foi lançada a primeira edição do livro Pensamento e linguagem nos Estados Unidos e no Brasil, o primeiro contato com uma de suas obras, A formação social da mente, só se deu em 1984.
Apesar do conhecimento tardio e incompleto de sua obra, Vygotsky é considerado atualmente um dos mais importantes psicólogos do século XX. É significativa a influência e repercussão que sua obra vem provocando na psicologia e educação, não só no Brasil bem como em outros países ocidentais.
Informe-se mais.......
Rego, Teresa Cristina. Vygotsky: Uma perspectiva histórico-cultural da educação. Petrópolis: Editora Vozes. 2001. 12ª edição.
http://www.english.sk.com.br/sk-vygot.html - última visita em 06/06/2002.
Para compreender a teoria de Vygotsky, sugiro que assistam ao filme “O Enigma de Kaspar Houser”. Existe um Blog que apresenta a Biografia de Kaspar Houser, achei interessante o texto . O blog é este http://kasparbio.blogspot.com/.
Kaspar Hauser é um jovem que foi trancado a vida inteira num cativeiro, desconhecendo toda a existência exterior. Quando ele é solto nas ruas sem motivo aparente, a sociedade se organiza para ajudar Kaspar, que sequer conseguia falar ou andar, mas este logo acaba se tornando uma atração popular. Baseado em uma história real.
Para quem deseja estudar e pesquisar sobre Vygotsky, sugiro a leitura dos seguintes livros que abordam seus pensamentos e teória :
BAQUERO, Ricardo. Vygotsky e a aprendizagem escolar. Porto Alegre (RS): Artes Médicas, 1998.
LA TAILLE, Yves de; KOHL, Marta O.; DANTAS, Heloysa. Piaget, Vigotsky, Wallon: teorias psicogenéticas em discussão.
OLIVEIRA, Marta Kohl. Vygotsky: aprendizado e desenvolvimento, um processo sóciohistórico (2a. ed.). São Paulo: Scipione, 1995.
REGO, Teresa Cristina. Vygotsky - Uma Perspectiva Histórico-CulturaL da Educação. Petrópolis: Vozes, 2007.
Livros de Vygotsky publicados no Brasil
A Formação Social da Mente. SP, Martins Fontes, 1999.
Psicologia da Arte”. SP, Martins Fontes, 2001
Pensamento e linguagem.” SP, Martins Fontes, 1987
Psicologia Pedagógica.” Porto Alegre, ARTMED, 2003