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20 de junho de 2011

Vídeo: Professor Espanca Crianças no Egito: Educação se faz desta forma?


Não vou colocar nenhum comentário neste vídeo. Gostaria que vocês comentassem.

Educação se faz desta forma?

Ensino e aprendizagem devem ser com tortura e violência  física?


Até que ponto este tipo de violência ainda acontece no mundo?

O Brasil esta longe disso, ou a nossa violência é simbólica e muito mais marcante?

25 de abril de 2011

5 Sugestões de Atividades/Dinâmicas para se trabalhar o Bullying na Escola


Falar de Bullying virou moda na escola,  matéria de capa das revistas e documentário das emissoras de TV, agora vamos para a prática!

Escrevi um livro sobre Bullying que acho muito bom.

 


O Livro " O Diário de Davi" é um livro para crianças e adolescente . O livro O Diário de Davi: preconceito racial, homofobia e bullying na escola, é um texto literário, escrito pelo professor Silvano Sulzart. Temáticas como: homofobia, ciberbullying, preconeito racial e outras questões aparecem na trama. Davi, em uma narrativa envolvente e singela, conta suas dores e dilemas que vive na escola. A história revelará como a amizade vence o medo, e a ternura e o perdão fazem brotar esperança, sonhos e novas relaçõesm no espaço escolar. Através da leitura deste livro, você será capaz de identificar se seus filhos ou alunos estão sendo vítimas de bullying, homofobia na escola e encontrará ainda pistas de como combater o bullying, dentro e fora do espaço escolar.
 
 
Já li muita coisa sobre Bullying estes dias. Quero propor aqui algumas atividades  para serem  realizadas em sala de aula ou com a própria escola.

É importante que se explique para os alunos o que é Bullying, acredito que a essa altura do campeonato todo mundo já saiba, mas quanto mais informação melhor. O que fazer para que todos compreendam e vejam o Bullying com outros olhares? Como desenvolver atividades pedagógicas significativas dentro da sala de aula?  Outra questão que considero importante é que falar de Bullying, discutir questões ligadas a Violência no Ambiente Escolar  não deve ser um momento isolado, ou quando  a mídia começa a focar o assunto. Bullying e Violência na Escola devem ser um tema para ser discutido o tempo todo:   com a família, com os professores e principalmente com os alunos. As atividades abaixo proporcionam a reflexão do tema de forma lúdica e inteligente.

1 - Dramatização

Utilize o teatro em sala de aula. Divida os alunos em grupos e motive os grupos a criarem uma dramatização sobre Bullying e Violência Escolar. Direcione os trabalhos para que as turmas criem duas versões, uma positiva e outra negativa. A cada apresentação, convide a turma a discutir sobre a apresentação, analisando os personagens e o contexto da dramatização.

2- Teatro de Fantoche

Utilizando os Bonecos de Fantoches, que podem ser confeccionados pela própria turma em uma aula de artes. Incentive a turma a através dos fantoches criarem histórias de BUllying. Direcione os trabalhos para que as turmas criem duas versão, uma positiva e outra negativa. A cada apresentação, convide a turma a discutir sobre a apresentação, analisando os personagens e o contexto  da apresentação.

3- Paródia

Paródia é uma imitação cômica de uma obra literária. Após falar sobre Bullying, discutir as causas, quem é a vitima, o agressor e outras questões teóricas importantes. Divida a turma em grupos, e incentive cada grupo escolher uma música e criarem uma parodia contra o Bullying. Para finalizar a atividade, poderá ser criado um concurso de paródias e coreografias contra o Bullying na própria turma ou na escola.

4- Júri Simulado
Explique a turma o que é um julgamento, como ocorre e quem compõe uma audiência de julgamento publico. Uma excelente atividade para discutir a Violência no Contexto Escolar e o Bullying. Segue a explicação da dinâmica Júri Simulado

Objetivos:

1- Estudar e debater um tema, levando todos os participantes do grupo se envolverem e tomar uma posição.
2- Exercitar a expressão e o raciocínio.
3- Desenvolver o senso crítico:
Participantes: (Funções)
Juiz: Dirige e coordena o andamento do júri.
Advogado de acusação: Formula as acusações contra o réu ou ré.
Advogado de defesa: Defende o réu ou ré e responde às acusações formuladas
pelo advogado de acusação.
Testemunhas: Falam a favor ou contra o réu ou ré, de acordo com o que tiver sido combinado, pondo em evidência as contradições e enfatizando os argumentos fundamentais.
Corpo de Jurados: Ouve todo o processo e a seguir vota: Culpado ou inocente, definindo a pena. A quantidade do corpo de jurados deve ser constituído por número impar:(3, 5 ou 7)
Público: Dividido em dois grupos da defesa e da acusação, ajudam seus advogados a prepararem os argumentos para acusação ou defesa. Durante o juri, acompanham em silêncio.
Passos:

1-Coordenador apresenta o assunto e a questão a ser trabalhada. 
2- Orientação para os participantes.
3- Preparação para o júri.
4- Juiz abre a sessão.
5- Advogado de acusação (promotor) acusa o réu ou ré (a questão em pauta).
6- Advogado de defesa, defende o réu ou a ré.
7- Advogado de acusação toma a palavra e continua a acusação.
8- Intervenção de testemunhas, uma de acusação.
9- Advogado de defesa, retoma a defesa.
10- Intervenção da testemunha de defesa.
11- Jurados decidem a sentença, junto com o juiz.
12- O público, avalia o debate entre os advogados, destacando o que foi bom, o que faltou.
13- Leitura e justificativa da sentença pelo juiz.

5- Elaborando uma Reportagem

A pauta: o roteiro da reportagem

Pensar e elaborar uma boa pauta é o começo de qualquer boa reportagem jornalística. Ela é o guia, o roteiro, o briefing que vai orientar o repórter em seu trabalho. A pauta é a solicitação, por parte do pauteiro, do trabalho que ele deseja que o repórter execute.Costumo dizer aos meus alunos que quando o trabalho de apuração da informação é feito por apenas uma pessoa, e não há as figuras do pauteiro, do repórter, do editor etc., mas todo trabalho é feito por apenas uma pessoa, ao em vez de pauta, podemos falar em um roteiro pessoal para o trabalho de reportagem.
Ao contrário do que se pensa, deve haver um cuidado muito grande na hora de preparar a pauta ou o roteiro de reportagem. Além de pensar bem o que se quer dizer no texto e a maneira como se quer falar, é preciso criatividade e estar bem informado sobre o assunto que se quer escrever.Além disso, vale lembrar que a pauta ou o roteiro não devem ser uma camisa de força. Se, por um lado, o repórter deve segui-los com precisão, por outro, em alguns momentos, deve abandonar sua rigidez e apostar na sua sensibilidade, no seu ‘faro’. Enfim, na hora de elaborar a pauta ou o roteiro da reportagem:

1. Deixe claro, no início da pauta, a retranca, ou seja, o assunto de que deverá tratar a reportagem.

2. Pesquise sobre o assunto: anote dados que você acha relevantes e que já estão disponíveis em algum lugar. Hoje em dia, além dos jornais, a internet e sites de busca como o Google e o Yahoo são boas fontes para essa primeira etapa do trabalho;

3. Em seguida, aponte os elementos a serem problematizados. Esclareça para o repórter – no caso de estar elaborando uma pauta – ou para você mesmo – em se tratando de um roteiro –, o que a matéria vai acrescentar às informações já disponíveis;

4. A seguir, indique fontes a serem ouvidas, ou seja; as pessoas que podem ser entrevistadas sobre o assunto. Sugira as possíveis perguntas a serem feitas pelo repórter e, por fim, anote nomes e, na medida do possível, e-mails e telefones das fontes. Neste ponto, lembre-se que nem sempre apenas as autoridades são ouvidas. Sugira também entrevistas com pessoas do povo, e aí nem sempre você precisa citar nomes;

5. Se você dispuser de equipamento fotográfico, não deixe de sugerir ou roteirizar fotos e imagens que devem, junto com o texto, ilustrar o trabalho;

6. No final, indique o número de laudas que o repórter tem para escrever. Isso é importante, pois é uma forma de garantir que não vai faltar nem sobrar texto. Uma lauda, para quem ainda não tem familiaridade com a linguagem jornalística, corresponde a um conjunto de 1400 (mil e quatrocentos) caracteres contados os espaços. Uma matéria jornalística de um tamanho razoável tem, em média, duas laudas.

Com as dicas acima, a sua pauta ou roteiro estão prontos e o seu repórter ou você estará mais habilitado a fazer o trabalho de campo: a reportagem. Veja no exemplo de pauta a seguir como podem ficar os seis tópicos de que falamos acima e depois tente elaborar a sua pauta. Sucesso!

Fontes:





Como evitar o bullying? Uma outra Noticia.

Como evitar o bullying?

É preciso que a escola tome providências não só para resolver os casos de bullying já diagnosticados, mas principalmente para evitar os novos. A questão deve ser vista como parte de um trabalho contínuo de construção de valores. "Não adianta, por exemplo, falar sobre bullying se os próprios professores ridicularizam ou humilham alunos em classe", alerta Adriana.

É preciso trazer o tema para o cotidiano da escola e discutir as relações interpessoais. Questionar os estudantes sobre os critérios que adotam para valorizar ou desprezar um colega, por exemplo, é uma boa estratégia. Com isso, é possível levá-los a refletir sobre as consequências de humilhar alguém para ser aceito pelo grupo. Colocações como essas devem fazer parte das conversas com os alunos antes mesmo de o bullying se manifestar.

Além do diálogo dentro da escola, é importante estabelecer um bom canal de comunicação com os pais. Muitos educadores caem no erro de transferir a responsabilidade sobre as atitudes dos estudantes para as famílias, que em geral não têm informação suficiente para lidar com a questão. Nas entrevistas concedidas pelos pais dos garotos australianos, fica clara a sensação de impotência. "Em geral, os pais não sabem o que fazer e é papel da escola mostrar a eles como agir", defende Luciene. Isso não quer dizer assumir toda a responsabilidade pela Educação das crianças, mas compartilhá-la com as famílias e buscar juntos a solução.
Como lidar com o bullying?


Quando a escola percebe sinais de bullying, há algumas ações importantes que precisam ser tomadas. "A primeira coisa a fazer é entender como o bullying acontece dentro do ambiente escolar", explica Adriana. Uma ideia é aplicar um questionário anônimo aos alunos com perguntas relacionadas ao tema. Feito esse primeiro levantamento, pode-se criar grupos de estudo com os professores para que eles compreendam o que é o bullying e como lidar com ele.


A terceira etapa do trabalho é o diálogo com os alunos. "Grupos de apoio, filmes, debates, discussões sobre o que caracteriza o bullying e as consequências dele são boas maneiras de abordar o tema com a classe", defende Adriana. Nesses momentos, vale propor atividades em que os estudantes se coloquem no papel tanto do agressor quanto da vítima e do expectador e mostrem como se sentem.


Fonte: Site da Revista Nova Escola

O Diário de Davi Satil: uma Vítima de Bullying

 
Não sei o que acontece, as vezes me acho diferente dos meus colegas,  queria sumir,  me esconder dentro de um baú, e de lá não sair tão cedo, sinto uma dor, e doi mais quando penso, que amanhã terei que voltar lá outra vez e encontrarei aqueles meninos. As vezes eu me sinto tão só, mesmo tendo muita gente por perto de mim. Fico com medo de chegar na escola, pegar o transporte e ter que ouvir aquelas palavras.Tudo isso é tão doloroso, que parece que estão espremendo o meu coração...fico sem letras e palavras para escrever.

Minha mãe, diz que eu tenho que falar tudo para ela, mas para quê falar? Preciso de ajuda querido diário. Ela não tem tempo para mim. Como um menino de 13 anos, fica assim? Tristonho, moribundo e com medo.Se eu fosse forte e alto, quem sabe as coisas seriam diferentes. Sou meio gordinho e o médico diz que tenho que fazer regime. Regime é uma lista enorme de coisas que te proibem de comer. Eu não como muito, só gosto de chocolate, torna de maçã, refrigerante, e minha sobremesa preferida é pudim.Na lista do regime, sou proibido de comer tudo isso.

Na semana passada, o Pedro e o Daniel tomaram meu lanche.Fiquei com tanta raiva, que se eu pudesse fazia eles sumirem no mapa. Mas tem também as gêmeas lá da sala, que ficam me chamando de Baleia Orca, eu até fui no Google ver como era essa tal Orca, e não acho que pareço muito com elas não.As Orcas são chamadas de baleias assassinas e chegam a pesar nove toneladas. Eu só peso 78 quilos, é pouco considerado o peso das Orcas.

Já pedir para a minha mãe, me tirar desta escola, mas fico com medo de na outra escola,  tudo se repetir,  e tem uma outra coisa, gosto muito da professora e no recreio, pois  vou sempre para a sala de leitura e fico lá, pelo menos ninguém fica me perturbando.Queria ser diferente do que sou, quem sabe assim eles me aceitariam. O João é o único que não me provoca, ele é meu melhor amigo. Ser diferente é errado? O que faço para que eles parem de me perseguir? A professora as vezes ver tudo o que acontece, reclama e fala com todo mundo, mas no outro dia começa tudo de novo.Não posso ficar chorando assim.
 
Já inventei que estava me sentido mal para não ir à escola, sei que isso é errado, mas o que faço?  Fico desanimado, e vejo que se a situação agravar, não irei ser  mas advogado, pois tirei uma nota ruim em matemática, pois estava chateado. Os meninos logo na chegada me perguntaram  sobre o lanche de  hoje.Qual seria o cardápio? Um dia eles me pagam, quando eu for advogado, eles vão ver.

Já olhei tudo, para ser advogado eu tenho que fazer uma prova  chamada de vestibular. Caso eu passe vou ingressar na Faculdade de Direito. Vamos ver se com as leis eles vão brincar. Já até sonhei com tudo isso.Pensar que eles vão ser punidos me alegra.

Mas sabe de uma coisa? Amanhã irei entregar esta folha do diário a professora e pedir para ela só ler quando chegar em casa.Ela pode me ajudar a ser advogado, e prender logo todo mundo que me faz, me sentir tão diferente e triste assim.Sei que vai doer, mas não se preocupe, a folha vai e volta, desta forma continuaremos amigos.

Ps: Prezada professora, favor após a leitura me devolver a página do diário, ele vai agradecer.

Ps 2: Não conte para ninguém o que esta escrito aqui. São minhas histórias. Posso confiar em você? 

Ps 3: Você me acha parecido com uma Orca? Tem mais coisas, muito mais, mas o meu diário ficaria triste se as outras páginas tiverem que sair dele.

Silvano Sulzart




23 de abril de 2011

Revoltada com palavrões em livro dado ao filho de 11 anos em escola, mãe registra queixa na Delegarcia

Revoltada com palavrões em livro dado ao filho de 11 anos em escola, mãe registra queixa na DP


Capa do livro que foi retirado do acervo das escola.
Foto: Wania Corredo


O livro “Heroísmo de Quixote” — registrado com o número 4.869 na biblioteca da Escola Municipal Benedito Ottoni — deixou as estantes do colégio no Maracanã, após uma discórdia que acabou indo parar na delegacia. A mãe de um aluno do 6º ano ficou revoltada com o fato de o livro, que fala sobre sexo, drogas e prostituição e é recheado de palavrões, ter sido dado a seu filho, “uma criança de 11 anos”, na sala de leitura.


A polêmica começou no fim do mês passado, quando o estudante fez uma pergunta à mãe sobre sexo anal, depois de ler trecho do livro em que um traficante revela o seu medo de ser espancado por desviar dinheiro que seria destinado ao pagamento de propina a policiais.


No dia 29 de março, a mãe do estudante escreveu carta aos dirigentes da escola, pedindo que o livro fosse retirado da biblioteca. Mas a direção só agiu quando o assunto parou na delegacia. No dia 31, um dia depois do registro na 18 DP (Praça da Bandeira), a mãe foi chamada para participar de reunião com representantes da Secretaria Municipal de Educação e da Coordenadoria Regional de Educação.


Professora não leu o livro


Em dois encontros, registrados em ata, a direção reconheceu o erro, se desculpou e tentou convencer a mãe a retirar a queixa. “Há outras maneiras de resolver o problema, pois a educação está nas mãos da escola e não do delegado”, disseram os funcionários da escola. No documento, a professora responsável pela distribuição dos livros admitiu que não conhecia a obra. “A professora disse que, ao ler a orelha do livro, não imaginou que o conteúdo fosse impróprio. A nossa missão foi tirar de circulação e avisar a rede sobre o livro para que nenhuma criança o pegue”, acrescentaram os funcionários da escola.


Em nota, a Secretaria Municipal de Educação reconheceu que o livro foi colocado à disposição dos alunos por engano, depois de ter sido doado, em 2005, pela editora Rocco. “A Secretaria Municipal de Educação esclarece ainda que, ao tomar conhecimento do conteúdo do livro, no dia 23 de março, mandou retirá-lo imediatamente dos acervos das escolas, uma vez que a obra possui conteúdo impróprio para os alunos do Ensino Fundamental”.


O caso pode ser enquadrado no artigo 232 do ECA, por submeter criança ou adolescente a vexame ou constrangimento. A diretora, duas professoras e representantes da secretaria prestaram depoimento na delegacia nesta semana. Já o aluno será ouvido na próxima semana.


‘Quero trocá-lo de colégio’


Três semanas depois de levar o caso à polícia, a mãe do aluno da turma 1.601 da Escola Municipal Benedito Ottoni afirma que seu filho se tornou alvo de perseguição depois do episódio.


— Quero trocar o meu filho de colégio. Mas vai ser difícil retirá-lo durante o período letivo. Se ficar na escola, sei que ele vai ser perseguido.

O pedido de desculpas e o apelo feito pelo colégio para que retirasse a queixa da delegacia não foram suficientes para convencer a mãe do jovem a desistir da ideia de levar o caso adiante.

— A professora se desculpou, dizendo que não tinha lido o livro. Mas eu li. E o meu filho leu. Agora, as pessoas agem como se nada tivesse acontecido. É um absurdo. Vou levar isso até o fim — promete.

O garoto de 11 anos lembra que, ao começar a ler o livro, decidiu mostrá-lo à mãe para saber o significado de expressões que desconhecia.


— Havia uns palavrões que eu não tinha entendido bem. Por isso, resolvi perguntar à minha mãe — lembra.


Delegado promete punição


O delegado Orlando Zaccone, da 18 DP, pretende responsabilizar as pessoas que deveriam fazer o controle dos livros deixados na biblioteca da escola, no Maracanã.


— Não se trata de uma cruzada moral. Mas o livro tem expressões que não são adequadas e foi entregue pela escola a uma criança, sem que ninguém soubesse do conteúdo da obra — assinala o delegado.


Retirada de livro das estantes divide opiniões: Educadoras criticam a postura da escola


A retirada de “Heroísmo de Quixote” da biblioteca da Escola Municipal Benedito Ottoni, depois da queixa feita pela mãe de um aluno por causa do conteúdo do livro, divide opiniões de pessoas ligadas à literatura infanto-juvenil e educadores. Alguns especialistas criticam a posição do colégio, alegando que a obra deveria ser discutida em sala de aula. Outros acreditam que a linguagem da obra é inadequada para uma criança de 11 anos.


A secretária-geral da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, Elizabeth Serra, acredita que a escola perdeu a oportunidade de discutir os assuntos ligados à sexualidade abordados no livro.


— A literatura oferece condições para que assuntos delicados da sociedade possam ser discutidos abertamente com crianças e adolescentes. Quando a criança pergunta, abre uma oportunidade para que o adulto explique. Mas a mãe está no direito dela de reclamar — argumenta.


A professora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) Miriam Paúra, que faz parte do programa de pós-graduação em Educação, também critica a postura da escola.


— Ao pedir desculpas e retirar o livro de circulação, a escola escolheu o caminho mais fácil. Como educadora, eu discutiria o livro para saber da vivência dos alunos. É preciso ir além dos muros da escola.


’Linguagem inadequada’


A pedagoga Leda Farguito, que trabalha com crianças com dificuldades de aprendizagem, considera a linguagem do livro inadequada para crianças de 11 anos. Por outro lado, defende o uso da obra em sala de aula, desde que o trabalho seja orientado.


— Eu não usaria esse tipo de livro, porque a linguagem não está adequada à idade e ao conhecimento de mundo do aluno. Mas não criticaria se um professor apresentasse o livro com uma intenção. Quando um professor distribui um livro sem saber do que se trata, não está agindo de forma pedagógica. Isso é grave. A educação precisa ser intencional — diz.


Autora defende sua obra


A escritora gaúcha Paula Mastroberti, autora de “Heroísmo de Quixote”, trabalha o livro em escolas públicas da Região Metropolitana de Porto Alegre. A iniciativa faz parte de uma parceria com a Câmara Rio-Grandense do Livro. Mesmo assim, a autora reconhece que nem sempre o livro é aceito em sala de aula.


— Em alguns casos, os professores têm medo de levar o livro para a sala de aula porque não se sentem preparados. Se uma criança tiver dúvida, o professor deve responder numa linguagem que ele entenda. Mas não me sinto qualificada para saber quem deve ou não ler.


O livro “Heroísmo de Quixote”, que em 2005 ficou em segundo lugar na categoria melhor livro juvenil do Prêmio Jabuti, é uma recriação feita a partir da obra de Miguel de Cervantes y Saavedra.


— Às vezes, as pessoas acham que os jovens não precisam saber da violência, porque podem ser contaminados. O problema não é o livro. O problema é a relação entre adultos e crianças — assinala Paula Mastroberti.

21 de abril de 2011

É responsabilidade da escola combater o bullying? Será?

Li este artigo no site da Revista Veja,  e postei lá um comentário. Vamos refletir um pouco sobre o bullying.

Especialista americana diz que leis não são suficientes para evitar a prática


O passado de isolamento e ausência de amigos alimentam suspeitas de que Wellington Menezes de Oliveira, o jovem de 24 anos que invadiu a escola em Realengo deixando um rastro de 12 mortes, tenha sofrido bullying. A desconfiança fortalece o debate sobre os meios de que a sociedade dispõe para evitar que personagens como Oliveira sejam cultivados dentro da escola. Nos Estados Unidos, os anos que se seguiram à tragédia na Columbine High School foram de investimento em prevenção à violência, entre elas, o bullying. O Brasil ainda engatinha na discussão sobre o tema. A tragédia da quinta-feira reacende a discussão: qual o papel da escola no combate a essa prática que deixa marcas tão duradouras? O site de VEJA conversou com a especialista americana Marlene Snyder, diretora de desenvolvimento do programa anti-bullying do Instituto Olweus, piorneiro no estudo e na prevenção dessa prática nos Estados Unidos. Confira os principais trechos da entrevista:

Qual o papel da escola no combate ao bullying?  

Mesmo quando o bullying acontece fora da sala de aula, a escola têm responsabilidade, porque os desdobramentos dessa prática estarão presentes no comportamento dos alunos. Nesse processo, o relacionamento professor-aluno é fundamental. É por meio desse canal que o bullying pode ser identificado. Mas para isso, os docentes precisam estar treinados. Eles precisam entender que o bullying acontece a qualquer momento e com qualquer aluno. Um estudo que realizamos apontou que 17% dos estudantes americanos sofreram bullying dentro da escola. Isso significa quase um em cada cinco jovens.


Podemos dizer que, nesse combate, a escola é mais importante que os pais?  

Sim. Sustentados pelas nossas pesquisa, sabemos que é muito mais provável que o bullying aconteça dentro das escolas, durante aquele período em que as crianças são confiadas aos cuidados de professores e da direção. Nesse sentido, as escolas têm um poder maior que os pais em identificar e combater essa prática.


Atualmente fala-se muito em bullying e toda a violência que acontece dentro da escola é classificada como tal. Como identificar quando realmente trata-se de uma prática de bullying? 


Bullying é puro abuso. É quando a pessoa é exposta repetidamente a ações negativas por parte de uma ou mais pessoas e ela tem dificuldades em se defender. Entre essas ações estão xingamentos, disseminação de falsos rumores, exclusão social ou isolamento, agressões físicas e discriminações raciais ou sexuais. Todas essas práticas podem contar com a ajuda da internet - o que chamamos de cyberbullying.


Leis anti-bullying são eficazes no combate a essa prática? 

Respondo a essa pergunta com outra pergunta: essas leis são bem feitas? E em que medida elas auxiliam a escola a lidar com o bullying? Pergunto isso porque aqui nos Estados Unidos, 45 de nossos 50 estados possuem leis que visam combater o bullying, mas em muitos casos a lei é ineficiente porque determina apenas que a escola tenha em seu programa políticas anti-bullying. O problema é que elas ficam no papel, não são colocadas em prática. O que precisa é que os professores sejam treinados, que entendam o que é, quais as manifestações e quais as consequências do bullying. Assim, poderão transformar em ativa a atitude passiva quem mantêm frente a um problema tão grave. Mesmo bem feita, nenhuma lei será capaz de erradicar o bullying, assim como nenhuma lei é capaz de combater todos os roubos, por exemplo. Mas elas chamam a atenção e preparam a sociedade para lidar com o problema.


E quanto a leis que multam as escolas que se mantêm passivas frente ao bullying? 

As leis que prevêem multas ou indenizações são eficazes na medida em que chamam a atenção da escola para o problema. Há cerca de 10 anos, elas foram implementadas em algumas regiões dos Estados Unidos, onde as escolas eram multadas em cerca de 10.000 ou 15.000 dólares e hoje vemos casos que chegam a milhões de dólares. Isso serve de alerta para as escolas: o custo-benefício da prevenção é muito maior do que o pagamento de uma multa ou indenização.


Quais são os maiores mitos que envolvem o bullying? 

Muitos acreditam que, porque o bullying é praticado por crianças, ele é menos impactante. E que porque são crianças, precisam passar por esse tipo de provação para serem mais fortes no futuro – isso é um mito. Outra inverdade é que acredita-se que a pessoa que pratica bullying, o faz por sentir-se infeliz consigo mesma. Em todos esses anos de pesquisas, concluímos que os praticantes têm uma autoestima elevada. O que eles desejam é projetar seu poder sobre alguém que, por alguma razão, não dispõe de meios para se defender.


Quem pratica o bullying tende a ser estigmatizado. Como tratá-los corretamente? 

Em nosso programa de combate ao bullying não rotulamos ninguém. Isso porque existem oito diferentes papeis que uma pessoa pode desempenhar durante uma situação de bullying. Existe quem pratica, quem se mantém passivo, quem incentiva ações negativas mas não participa delas, e assim por diante. Por isso, em cada contexto, uma pessoa pode assumir um papel distinto. A solução é trabalhar com cada situação particular e analisar se existe um padrão de conduta que se repete. A partir daí, desenvolvemos atividades que possam reverter esse comportamento. Mas trabalhamos com esse aluno dentro da escola. Ao contrário do que muitos pensam, expulsá-lo é contra-producente. Se o expulsamos, para onde ele vai? Ele vai para a rua e aprende coisas ainda piores. Então, trabalhamos muito próximos a ele, oferecendo subsídios e possibilitando mudanças.

O prática de bullying começa em casa? 

O que acontece é um reflexo. Se a criança é tratada com gritos, tapas ou presencia cenas de violência em casa, ela acredita que esse tipo de comportamento funciona. E, por isso, repete esse comportamento na escola.

Combater o bullying é uma missão impossível? 

Estou certa de que as crianças querem apenas uma oportunidade para aprender a tratar bem seus colegas. Se é difícil tratar o bullying? Sim, é uma tarefa dura, que exige empenho e comprometimento, mas sou muito otimista. Acredito que se os adultos estiverem dispostos a conversar com as crianças e escutá-las sobre suas preocupações, será fácil criar um ambiente harmonioso. E quanto mais cedo começarmos a conversar, melhor.

A senhora estuda o bullying há quase duas décadas. O que mudou durante esse período?

A  grande mudança foi a atenção que a sociedade deu para o tema. O bullying hoje já é visto como um problema de saúde pública. Também acumulamos mais conhecimento. Hoje sabemos que aqueles que praticam ou sofrem bullying carregam sequelas físicas e mentais e que quem sofre bulying tem um desempenho acadêmico menor e tende a não gostar do ambiente escolar. Por isso, são mais propensos a abandonar os estudos. Na outra extremidade, aqueles que praticam bullying têm mais chances de se envolver em crimes. Ou seja, combater o bullying é também combater o crime. Por outro lado, vemos também que a sociedade mudou. Os pais estão cada vez mais longe de casa, envolvidos em longas jornadas de trabalho enquanto os jovens estão cada vez mais apegados a video-games, computadores, etc. Tudo isso torna a prevenção ainda mais necessária.

Meu Comentário

Acredito que a família tem um papel muito importante na educação de seus filhos. Ensinar respeito aos direitos dos outros, humildade, solidariedade, compaixão, amizade e outros valores não é uma função estritamente da escola. Tudo isso, já realizamos o tempo todo. A questão é, que estão sobrecarregando a escola de projetos, atividades, campanhas, publicidade política e tem muitas coisas acontecendo fora da mesma que repercute dentro deste espaço social e educativo, quando a mesma não esta preparada tecnicamente para lidar com certas questões e nem os professores possuem capacitação ou conhecimento para lidar com a violência escolar. Podemos organizar vários encontros de formação, discussão sobre o Bulling, assistirmos apresentação e estimativas e gráficos de pesquisas, e enquanto isso, o professor esta pedindo socorro. 1- A Violência Escolar é também uma questão de políticas publicas, as autoridades brasileiras precisam, refletir sobre como anda o Estatuto da Criança e do Adolescente, como vamos resolver a questão da segurança escolar? Quem acredite precisa ser punido, independente da idade. 2-A família e a escola precisam estreitar os laços para discutir estas questões conjuntamente. 3- Nós professores na nossa formação de pedagogia, letras, geografia, história e etc, não fomos capacitados para lidar com estas questões e muitas das vezes não sabemos lidar com tudo isso? Os currículos dos cursos de licenciaturas precisam conter conteúdos que trabalhem questões afetivas e emocionais. Quem nos socorrerá? Não é questão de não termos compromisso não, é uma questão de formação. 4- Pensar, refletir e dialogar com todos os envolvidos direta e indiretamente sobre estas questões é importante.


7 de abril de 2011

UM RETRADO DA VIOLÊNCIA ESCOLAR



UM RETRADO DA VIOLÊNCIA ESCOLAR

Fonte - Imagem : http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/rj/veja+a+relacao+dos+piores+ataques+contra+escolas+nos+ultimos+anos/n1300035617096.html

Até que ponto a escola esta segura? Como podemos trabalhar dentro de um espaço que não nos da segurança? Observem as noticias que pesquisei sobre a violência nas escolas brasileiras. Estas noticias foram circuladas pela mídia durante estes dias. Educar em meio as balas perdidas e certeiras esta a cada dia difícil e complicado, é preciso garantir a nós educadores a segurança, mas isso só não é necessário, é preciso pensar em políticas e ações que tornem as nossas escolas em lugares seguros para os professores e para os alunos. As autoridades estão criando a cada dia novos programas e projetos, porém observarmos a inoperância destes projetos frente às demandas sociais, pois a escola esta inserida em um sociedade violenta, onde os princípios e os valores humanos são desprezados e desvalorizados.


Temos presenciado assassinatos nas escolas, violência verbal e física, além de todas as situações preconceituosas de gênero e raça. Segue algumas noticias que me deixaram triste.

Atirador mata ao menos 12 pessoas em escola no Rio de Janeiro

Um homem efetuou vários disparos contra alunos de uma escola municipal em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, matando ao menos 12 pessoas na manhã desta quinta-feira. O atirador suicidou-se em seguida.
O incidente ocorreu por volta de 8h da manhã na Escola Municipal Tasso da Silveira.


Em entrevista ao canal de televisão GloboNews, o relações-públicas da Polícia Militar, tenente-coronel Evandro Bezerra, afirmou que além dos 13 mortos, outras 22 pessoas teriam sido feridas. 

De acordo com informações da Polícia Militar, o atirador seria Wellington Menezes de Oliveira, de 24 anos, ex-aluno da escola. 

Os feridos estão sendo levados para o Hospital Albert Schweitzer, em Nilópolis. Ainda não há maiores informações sobre o caso. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Violência nas escolas ameaça alunos e professores



A violência nas escolas do Brasil preocupa cada vez mais alunos, pais e professores. Quem estuda nos colégios particulares é protegido por um esquema que inclui câmeras, crachás eletrônicos e vigias disfarçados. Nas escolas públicas, é a polícia que garante a segurança dos alunos, mas apenas do lado de fora. Só que as ameaças, há muito tempo, já ultrapassaram os muros.


Medo ou vergonha? Protegida pela sombra, a professora esconde o rosto, mas não o cabelo queimado por um aluno. O caso aconteceu em uma escola de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Mas poderia ter ocorrido em qualquer sala de aula do país. As escolas nunca estiveram tão vulneráveis à violência.


Duas pesquisas divulgadas recentemente mostram o que pais, professores e alunos pensam sobre a segurança. A maioria não se sente totalmente segura nas escolas. 



Segundo o Sindicato dos Professores de São Paulo, de cada dez professores, oito viram ou ouviram histórias de violência nas escolas. Sete já presenciaram o envolvimento de alunos com o tráfico de drogas, e quatro entre dez professores já souberam de alunos armados. Em outro estudo, feito pelo Ibope, as brigas entre alunos são o tipo de agressão mais comum.

Em escolas particulares, a realidade é diferente daquela que se vê em escolas públicas. Um grande colégio na Zona Sul de São Paulo nunca registrou casos de violência. Segundo a direção, a vigilância inibe atitudes agressivas: há câmeras na porta do banheiro ou apontadas para o pátio; o crachá deve ficar pendurado no pescoço e ninguém entra ou sai sem passar pela catraca eletrônica.


A escola também se armou para afastar a violência do lado de fora. Levantou o muro, instalou seis câmeras e contratou seguranças.

Perto dali, também na Zona Sul da capital paulista, os alunos da Escola Municipal Levi Sodré sofrem com vandalismos, assaltos e com o tráfico de drogas. Os pais já cobraram providências, mas nada foi feito.

“Sempre quando a gente vai na subprefeitura, eles alegam que não têm homens, não tem verbas. Eu me sinto ameaçada porque deixo as minhas filhas lá dentro. Eu levo elas e vou buscar, mas não sei se estão em segurança lá dentro”, diz uma mãe.


Por mais de três anos, uma pesquisadora estudou o comportamento de educadores e de alunos das escolas públicas de São Paulo. A experiência virou livro. A autora afirma que, apesar da descrença da sociedade, a escola ainda é um lugar seguro, mas não está isolada da comunidade.


Cerca de 39% dos alunos entrevistados na pesquisa feita pelo Sindicato dos Professores dizem que deixam de ir para a aula porque se sentem inseguros. E 29% dos professores afirmaram que pensam em deixar de lecionar por causa da violência.


Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL58175-5605,00-VIOLENCIA+NAS+ESCOLAS+AMEACA+ALUNOS+E+PROFESSORES.html

Inquérito deve inocentar alunos por agressão a servente, diz delegado


A Polícia Civil conclui nesta quarta-feira (11) o caso da servente Nair Silva Alves, 67 anos, que teve dois braços quebrados e ferimentos no olho após ser supostamente agredida por estudantes da escola estadual Nove de Julho, de Dracena, interior de São Paulo. Segundo o delegado Antônio Simonatto, o resultado que será enviado ao Ministério Público deverá inocentar os alunos da agressão.


"O depoimento da vítima, do diretor da escola e dos três alunos ouvidos até agora mostram que ela levou mesmo um esbarrão, caiu no chão e se machucou, mas ainda tenho de ouvir os outros alunos", comentou Simonatto. 


O delegado ainda esperava ouvir os últimos três estudantes antes de tomar posição definitiva. Segundo o delegado, apenas alunos da 5ª série, cujas salas ficam próximas do portão que Nair abriu antes de ser 'atropelada', teriam participado do incidente.

O delegado negou que a servente tenha sido agredida ou pisoteada pelos alunos, mas disse não poder dizer se o esbarrão foi intencional ou não, porque Nair estava de costas quando caiu.


A posição do delegado, no entanto, é contestada por familiares da servente. A filha Gessilene Alves de Abreu disse que a mãe foi mesmo pisoteada enquanto esteve caída. "Ela me contou que mesmo pisoteada por alunos; agredida mesmo. Ela sente até hoje dores nas costelas", disse a filha.



Professora diz que teve parte do dedo decepado por aluno


A professora Eunice Martins dos Santos, de 47 anos, teve a mão direita prensada na porta de um banheiro e perdeu a ponta do dedo indicador na escola municipal onde dá aula, em São Bernardo do Campo, no ABC, na quarta-feira (27). Eunice disse que foi agredida por um aluno porque correu atrás dele. O garoto de dez anos teria se escondido no banheiro após o intervalo e não queria voltar para a sala de aula. Ela teria empurrado um pouco a porta da cabine, mas ele a bateu com força, atingindo o dedo da professora da 4ª série do ensino fundamental. (Foto: Valéria Gonçalvez/Agência Estado)



Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL60860-5605,00-PROFESSORA+DIZ+QUE+TEVE+PARTE+DO+DEDO+DECEPADO+POR+ALUNO.html

Especialistas defendem punição a aluno que queimou professora

 


Queimar o cabelo da professora com um isqueiro e não receber nenhuma punição por isso. A decisão da Secretaria Estadual da Educação de não responsabilizar o estudante de 14 anos que agrediu a professora dentro da sala de aula, em uma escola estadual de São José do Rio Preto (440 km de São Paulo), na quarta-feira (20), é criticada por especialistas.  

Para o advogado Braz Martins Neto, corregedor do Tribunal de Ética da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo, o adolescente e os pais deveriam ser responsabilizados pela atitude.


“Ela sofreu uma agressão e a responsabilidade também recai sobre os pais. Temos de ver qual foi a gravidade do caso e tentar estabelecer uma pena disciplinar proporcional. Poderia ser a suspensão ou até mesmo a expulsão dele da escola”, defendeu Martins Neto. “Se esse menino não sabe conviver em uma escola, que fique em casa”, completou. 


Segundo ele, a professora, que não quis se identificar, poderia pedir indenização por danos morais e materiais. “Ela sofreu um dano estético. Imagina se tivesse de raspar a cabeça por causa do dano sofrido?”, questionou Martins Neto.

Já o presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Carlos Ramiro, atribuiu o episódio à situação de estresse vivida dentro de sala de aula nas escolas do estado. Para ele, "a culpa é do governo". 


“As condições a que alunos e professores estão submetidos levam a isso. Existe indisciplina, salas superlotadas, aprovação automática, que tira responsabilidades do aluno, e falta de infra-estrutura nas escolas”, disse Ramiro. 


Oferecer a estudantes que tenham “atitudes extremadas” atendimento diferenciado nas instituições de ensino seria o melhor caminho, apontou o presidente da Apeoesp. “Deveríamos ter um Conselho Tutelar integrado à escola. O aluno tem de ter um tratamento diferenciado”, disse ele. 

  Violência 

A última pesquisa realizada pela Apeoesp, em dezembro de 2006, mostrou que 87% dos 684 professores da rede estadual de ensino entrevistados já presenciaram algum ato de violência dentro da escola. Para 93,3% deles, os alunos são os responsáveis pela violência. 


Perguntados se sabiam de casos de consumo de drogas dentro das escolas, 67% dos professores disseram que sim e 74% afirmaram ainda que conhecem mestres que foram ameaçados por alunos (a situação contrária, quando o aluno é ameaçado, foi mencionada por 68% dos entrevistados). Em outro item, 29% dos profissionais de ensino admitiram que sentem inseguros nas salas de aula a ponto de deixar de lecionar.


Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL58283-5605,00-ESPECIALISTAS+DEFENDEM+PUNICAO+A+ALUNO+QUE+QUEIMOU+PROFESSOR


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