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2 de setembro de 2011

'Quem precisa de escola em tempo integral no Brasil é professor, não aluno'

 
 

Diretora da Escola Brasileira de Professores, que se dedica à educação inicial e continuada de docentes do ensino básico, Guiomar Namo de Mello está, é claro, preocupada com a formação dos mestres no Brasil. Contudo, ela não engrossa o coro daqueles que acreditam que a saída para o problema está em oferecer melhores salários. “Se você me perguntasse se o professor ganha mal, eu diria que sim. Mas para o que alguns fazem, é muito”, diz. Para a especialista, mais do que maiores vencimentos, os docentes precisam de melhor formação: saídos de escolas públicas ruins, apenas espalham seu desconhecimento aos alunos. “A formação do professor é uma questão estruturante. Sem ela, nenhuma melhora é possível”, sentencia Guiomar. Aperfeiçoar a formação dos docentes e coordenar as ações de estados e municípios que quiserem promover reformas na área - ambas tarefas do governo federal - serão desafios do presidente que o país elegerá neste ano. Confirma a seguir os principais trechos da entrevista com a educadora.

A senhora costuma afirmar que, até o início dos anos 90, a educação não fazia parte da agenda estratégia dos governos. Hoje, ela já está entre as prioridades?
 
Os setores mais bem informados da sociedade se deram conta de que a educação é urgente em termos de desenvolvimento sustentável. Por isso, acredito que haja uma pressão maior por parte da população. No entanto, a educação vem sempre carregada de visões imediatistas e às vezes extremamente pessoais dos governantes. Na política, a educação está facilmente sujeita a uma certa pirotecnia, ou seja, os governos e os políticos em geral querem sempre faturar mais com o menor custo possível. E, assim, faltam foco e prioridade. Faltam medidas que se dirijam a questões estruturantes da educação.

Quais são essas questões?
 
A qualidade da formação do professor, por exemplo, é uma questão estruturante. Sem ela, nenhuma melhoria é possível. E há pouca disponibilidade para atacar esse problema. É preciso mudar completamente os sistema de formação de professores, que ficou refém de um ensino superior. Mas não há disposição de se investir política e financeiramente para atrair os melhores para a carreira de professor. 

O que fazer para formar um bom professor? 
 
É preciso enfrentar os cursos de pedagogia, mas não vejo nenhum político se referindo a isso. Também temos que formar o professor em tempo integral, porque eles estão saindo do ensino médio analfabetos e chegam ao ensino superior para reproduzir a sua ignorância. Depois, vão para a escola pública e repetem o círculo vicioso da ignorância. Então, quem precisa de escola em tempo integral no Brasil é professor, não aluno. Nosso professor sai da escola pública: depois de uma formação deficitária no ensino superior particular, onde ele pode dar aula? No ensino público, de onde saiu. E ainda tem quem diga que é ele o culpado pela má qualidade do ensino. Ele não é culpado, mas apenas uma peça dessa engrenagem. Para enfrentar esse problema é preciso vontade política e recursos financeiros para investir na formação do professor. Se estivéssemos dispostos a fazer isso, poderíamos ter um ensino de qualidade.

No Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) de 2008, apenas 2,7% dos cursos de pedagogia alcançaram a nota máxima, igual a 5. O que precisa mudar no currículo dessas instituições?
 
Precisamos de um currículo onde o futuro professor não estude só a teoria. Ele precisa conhecer a prática desde o primeiro dia, como os médicos. O modelo de formação clínica é o melhor modelo para o professor. Ele não precisa estudar os recônditos da pedagogia. Ele precisa aprender como se ensina e como o aluno aprende. O professor é um artesão, ele não é um grande criador. Da mesma forma que o médico não é um criador. Ele tem que ser um excelente aplicador de conhecimento. A sala de aula é o foco e a referência do trabalho dele.

O currículo escolar praticado hoje é outra questão estruturante?
 
Sim. Hoje temos um ensino enciclopédico e precisamos acabar com essa crença. Precisamos saber para que finalidade queremos educar os jovens. Temos que educá-los para sobreviver em um mundo cada vez mais complicado, em que a informação está disponível para todos. Para isso, você precisa desenvolver competências que são básicas: saber falar, pensar, usar a linguagem, aplicar o conhecimento adquirido para entender o mundo ao seu redor. É preciso um ensino mais relevante. Ou a gente atende a esses desafios ou não melhoramos o ensino.

Muitos especialistas apontam que o salário do professor é um empecilho para o avanço da educação no Brasil. Como a senhora enxerga essa questão?
 
A remuneração é um fator a ser revisto. O salário precisa melhorar, mas só isso não resolve o problema. O aumento do salário tem que ser uma decorrência do aumento da responsabilidade do professor e do mérito. Se você me perguntasse se o professor ganha mal, eu diria que sim. Mas para o que alguns professores fazem, é muito. E para o que outros fazem, é pouquíssimo. Para corrigir isso, precisamos de mecanismos para diferenciar um do outro. O que não pode é aumentar o salário de todos.

A meritocracia é uma saída para isso?
 
A ainda que seja uma única medida, ela é interessante e pode fazer a diferença em São Paulo, onde foi aplicada. Porque se o professor quiser progredir só pelo tempo de trabalho - como normalmente ocorre - o salário dele aumenta em um determinado ritmo. Mas se ele quiser fazer um concurso sobre o conteúdo que ele ensina, ele pode ter um aumento substancial e buscar um atalho na carreira. Ele começa a ganhar mais antes do tempo previsto. Acredito que são esses os mecanismos que atraem os profissionais. Porém, é preciso lembrar que na educação não existe uma única saída. A solução tem que mexer em diferentes fatores. Sozinha a meritocracia não resolve muito. Por mais que incentive o professor, se ele não sabe como ensinar, ele precisa aprender.

Qual o maior desafio na área da educação que o próximo presidente, a ser eleito neste ano, deverá enfrentar?
 
A questão do professor talvez seja o abacaxi mais complicado para descascar, em todos esses aspectos. O presidente da República manda no ensino superior. E é no ensino superior que está o problema do professor. Não adianta desconversar. A questão da formação do professor é responsabilidade do Ministério da Educação – seja no ensino superior público federal ou nas faculdade e universidades particulares, que são autorizadas e supervisionadas pelo governo. Portanto não dá para se esquivar. Também precisamos lembrar que o governo federal não é o gestor do ensino básico no Brasil. Gestores são estados e municípios. Cabe ao governo federal liderar e coordenar políticas para estados e municípios que queiram promover reformas. E para isso é preciso haver um grande pacto federativo da educação. O presidente eleito precisa usar o respaldo que ganhará nas urnas para chamar estados e municípios e equacionar os problemas mais estruturantes da educação. É importante estabelecer um pacto federativo.
 
 

31 de agosto de 2011

Seu filho não gosta da escola? A culpa pode ser sua

Não dá para exigir que o filho seja um aluno brilhante se ele cresceu comendo só macarrão e vendo televisão. Uma visão restrita do mundo e a ausência de esforço para descobrir e aprender coisas novas podem comprometer o futuro escolar de uma criança. A aprendizagem começa nos momentos mais simples e corriqueiros da vida e os pais podem fazer muito mais do que ler livros na frente dos filhos ou contar histórias para incentivar o hábito da leitura. É preciso valorizar o conhecimento.

A disposição para estudar está relacionada com a forma com que os pais mostram o mundo para os filhos desde pequenininhos. Para desenvolver o seu potencial, a criança precisa ser estimulada. Quando o desejo pelo saber é cultivado desde o berço, ela carregará isso para o resto da vida.

É importante poder comer livremente, sem medo de sujar a roupa, para experimentar com prazer os variados alimentos. É assim que se aprende a fazer uma refeição saudável. Também é importante ter alguém com paciência para ouvir uma longa história aparentemente sem pé nem cabeça. É assim que a criança desenvolve vocabulário e aprende a colocar início, meio e fim a um enredo.

Muitos pais só acordam para importância do saber e do aprender quando os filhos começam a ter dificuldades na escola. Quando isso acontece, muito tempo e muita coisa importante já foram deixados para trás. É mais difícil tirá-los de uma zona de acomodação do que valorizar passo a passo os resultados que alcançam mediante o esforço para aprender cada coisa do dia a dia.

Disciplina e aprendizagem

Segundo a presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia, Quézia Bombonato, cabe à família contribuir para a aquisição do saber e mostrar as funções da escola. Está nas mãos dos pais motivar e disciplinar a criança para a vida escolar. “A disciplina favorece a aprendizagem. E o vínculo que a criança faz com a aprendizagem passa pela relação com o professor e com a família. A primeira aprendizagem começa na família. O saber começa em casa”.

Gostar da escola é diferente de gostar de estudar, mas quando a criança gosta da escola já é meio caminho andado. Segundo Quézia, a postura da família é fundamental na adaptação do aluno. Se os pais vivem criticando os professores e a escola, acabam desmotivando a criança ou o adolescente.

A psicopedagoga disse que “cansa de ouvir” pais reclamando que “a escola marca prova para segunda-feira e estraga o domingo da família”. Com afirmações como essa, a escola está sendo desacreditada e desvalorizada. Ela adverte que a insatisfação com procedimentos da instituição de ensino e com erros dos professores deve tratada diretamente na escola, e não comentada de forma desrespeitosa com os filhos.

O futuro está sendo preparado quando os pais investem em brincadeiras e estímulos culturais e sociais da aprendizagem. Meninos e meninas precisam viver com papel e lápis nas mãos, ouvir e contar histórias, folhear livros e revistas, brincar de correr, de esconde-esconde, de jogar dominó, quebra-cabeça e tantos outros jogos que favorecem o desenvolvimento de áreas do cérebro associadas ao aprendizado. Descobrindo a beleza das árvores em um parque, os mistérios das prateleiras de uma biblioteca e a diversidade dos animais de um zoológico, eles despertam para o saber e podem compreender que a escola é um lugar valioso para aprender ainda mais.


20 de agosto de 2011

Seja um professor: As maravilhas da Profissão Docente






Podem lecionar nos Ensinos Fundamental e Médio das escolas de Educação Básica, os graduados em licenciaturas e Pedagogia. Na Educação Infantil (creches e pré-escolas) e nos quatro primeiros anos do Ensino Fundamental, admitem-se professores com formação mínima de nível médio, na modalidade normal. Porém, o projeto de lei 5.395/09, que tramita no Congresso Nacional, prevê que apenas a Educação Infantil admita professores com formação mínima de nível médio, na modalidade normal.

Para ingressar como professor de qualquer instituto federal, basta apenas a graduação. Entretanto, o plano de carreira prevê uma retribuição por titulação, que aumenta o salário caso o professor tenha mestrado, doutorado ou mesmo especialização.

Os docentes das universidades federais precisam ter ao menos grau de mestre, para concorrerem aos cargos dos concursos, pois atuam especificamente no Ensino Superior. As carreiras das instituições federais também prevêem aumento de salário caso o professor aumente sua titulação.
  
FORMAÇÃO

A exigência quanto ao grau de educação acadêmica para a formação de um professor varia de acordo com a área pretendida. Veja o que você precisa fazer para se habilitar a ensinar onde deseja:

Licenciaturas: os cursos de licenciatura habilitam o profissional a atuar como professor na Educação Infantil, no Ensino Fundamental e Médio. São cursos superiores de graduação que formam profissionais licenciados em Química, Física, Letras, Matemática, Geografia, Ciências Biológicas e Pedagogia. 

Normal Superior: curso superior de graduação, na modalidade licenciatura. Tem por finalidade formar professores aptos a lecionar na educação infantil e nos primeiros anos do ensino fundamental.

Magistério: não é curso superior, mas de nível médio. Habilita o professor para lecionar na Educação Infantil.

Pedagogia: o curso de Pedagogia é um curso superior de graduação, na modalidade de licenciatura e tem como finalidade formar professores para atuar na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental (até o 5º ano). É aquele professor que assume integralmente o currículo da série. Os cursos de pedagogia também formam profissionais para atuarem na gestão do sistema escolar, mas a prioridade é a formação de professores.
Bacharelado: os cursos de bacharelado não habilitam o profissional a lecionar. São cursos superiores de graduação que dão o título de bacharel. Para atuar como docente, o bacharel precisa de curso de complementação pedagógica. E para lecionar no Ensino Superior exige-se que o profissional tenha, no mínimo, curso de Pós-Graduação Lato Sensu (especialização). 
CARREIRA E REMUNERAÇÃO
As carreiras dos profissionais da Educação Básica são regidas pelos estatutos e planos de carreira dos estados e municípios. Contudo, tramita no Congresso Nacional o PL 1.592/2003, que busca fixar diretrizes nacionais para as carreiras dos profissionais da educação. 

Segundo o Consed, todos os planos de carreira dos estados estão em fase de discussão e revisão para que a profissão se torne mais atraente. Já a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) informou que cerca de 70% dos municípios brasileiros têm planos de carreira. De acordo com a lei que estabeleceu o piso para o magistério, todos os estados e municípios precisam ter planos de carreiras estruturados até 31 de dezembro deste ano.

Quanto aos salários, a Lei 11.738/08 instituiu o piso salarial profissional nacional para o magistério, única categoria profissional a ter um piso estabelecido por lei. O texto estabelece um valor mínimo de R$ 1.024,67 em 2010, reajustado anualmente, a ser pago aos professores que trabalham até 40 horas por semana e têm formação de nível médio, o que significa que os docentes de nível superior devem ter remuneração maior.

Nos institutos federais, onde também se oferece Ensino Médio, os docentes da rede tiveram a carreira reestruturada, a partir da Lei 11.784/08. Levando-se em conta a tabela vigente - distribuída entre classes e níveis - a remuneração do docente varia entre R$ 2.728,05 e R$ 8.297,16.

17 de agosto de 2011

A Escola Pública Brasileira

Vejamos o que o mundo virtual pensa sobre a Escola Pública.Isso será verdade?

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12 de agosto de 2011

Como promover a melhor comunicação entre o mundo adulto e mundo adolescente?



Pensar o desenvolvimento rápido dos jovens na contemporaneidade, junto ao uso demasiado das novas tecnologias, torna-se preocupação constante de muito pais e educadores. A dificuldade de lidar com diferentes temas, assuntos e cobranças, é comum a muitos adolescentes. Como pensar o comportamento do jovem e da criança frente ao possível choque de visões e conceitos de vida com o mundo adulto? Para esse debate, convidamos o Prof. Roberto Prado, membro do Conselho Superior da Assoc. Nacional de Educação Católica (ANEC) e Silvano Sulzart, que é especialista em psicopedagogia e blogueiro.

Silvano Sulzart

Com a globalização e as mudanças sociais, estamos vivendo momentos em que as relações interpessoais têm passado por uma metamorfose. As pessoas não têm mais tempo para conversar presencialmente, fazer uma visita, dialogar. Tudo termina sendo na esfera virtual. O adulto sai cedo de casa e passa todas as coordenadas para os filhos pelo telefone. Muitas das vezes estamos criando os nossos filhos sem conhecê-los e sem perceber que tudo à nossa volta está mudando; um novo contexto de relações e convivências está se configurando, pautado na virtualidade, sem cheiro, cor, sem toque e afeto, porém com muitas emoções.


Os adultos de hoje nasceram numa época em que a internet ainda não estava tão difundida, a televisão não tinha tanta influência social, o computador era uma raridade, e o mundo virtual estava ainda se configurando. O adulto necessita de um olhar atualizado e deve perceber que nossos alunos e filhos estão em um outro contexto sócio-histórico. Para entendê-los, é preciso considerar a realidade em que estão inseridos. Os adolescentes estão passando cada vez mais tempo na internet do que com a família. Possuem amigos virtuais e gostam de postar fotos, vídeos e comentários nas redes sociais. Como um adulto que muitas das vezes vive fora dessa realidade pode se comunicar melhor com um adolescente hoje?


A primeira questão a se pensar é que o adulto não deve agir como fiscalizador da vida do adolescente, porém precisa acompanhar o que esse adolescente está vivenciando; participar e partilhar saberes e informações. É importante que os pais saibam de quais redes sociais seus filhos participam e, melhor do que isso, é importante que os pais façam parte dessas redes. Muitos dos nossos adolescentes dominam as ferramentas tecnológicas e as redes sociais melhor do que muitos adultos. O que os adolescentes desejam é que os adultos que estão à sua volta interajam com eles, ajudem-nos em suas inquietações e buscas, sejam amigos e companheiros.


Outra questão importante é sempre perguntar ao adolescente coisas do seu mundo, da sua realidade, aproximar-se dele, ouvi-lo para poder interagir melhor. Nós gostamos de falar das coisas que nos dão prazer. Buscar um diálogo voltado para o que o adolescente gosta é importante, mas, para que essa comunicação aconteça, é imprescindível que você conheça seu adolescente. O que ele gosta de ouvir? Qual a sua banda/cantor favorito? Quem são os seus melhores amigos? Do que esses amigos gostam e o que ambos têm em comum? Quais seus sonhos e anseios? Quais são seus medos e angústias, valores e crenças? Depois de conhecê-lo melhor, fale, pergunte e informe as coisas de que ele gosta, motivando-o a conhecer outros caminhos e outras possibilidades.


Prof. Roberto Prado

Interessante perceber que num mundo onde a comunicação é cada vez mais facilitada, tem-se justamente mais dificuldades para se comunicar... Hoje tudo é on line, on time, imediato e visual. Celulares, tablets, notebooks, todos com câmera e microfone permitem um excesso de comunicação.

Sim, excesso! Tem comunicação demais! Pode ser sufocante! Talvez desta constatação venha a primeira resposta à pergunta-título: como tudo na vida, um pouco de bom senso não faz mal a ninguém. Não comunicar é ruim, mas comunicar demais também não é positivo.
Para continuar a resposta, teríamos que discutir qual é o mundo do adulto e qual é o mundo do adolescente — impossível neste espaço.

É comum ver adultos que não se preocupam nem em ouvir o que acontece no mundo jovem-adolescente. Sob alegações generalistas e preconceituosas (“só querem fazer barulho”, “não respeitam ninguém”, etc.), cortam toda e qualquer comunicação.

Outros adultos caíram na arapuca social de endeusar o novo e pretendem ser eternamente jovens — o que só os torna pseudo-adolescentes fora da idade.

Por outro lado, adolescentes não querem mais ouvir, não têm paciência com os adultos. Nada que vier deles serve, pois eles já estão ultrapassados.

É o choque de gerações, que sempre existiu, mas agora está muito mais acentuado. Como fazer a melhor comunicação entre eles?

Uma das características mais importantes no mundo atual é a compreensão das diferenças culturais. Acredito que podemos incluir nessas diferenças as que existem entre as gerações. Procurar entender, dar-se tempo de ouvir o que o outro tem a dizer. Lembrar que comunicação supõe dois lados e, portanto, ouvir e falar. Compreender. Seria um ótimo começo.

Mas não basta. É preciso compreender os papéis. O adolescente busca no adulto algumas referências, ainda que inconscientemente. Se o adulto quiser ser “bonzinho”, vai faltar quem lhe imponha regras. Por mais que o adulto esteja “ultrapassado”, o adolescente tem o que aprender com ele sim. Saber dizer sim e saber dizer não é uma dificuldade dos adultos de hoje, que atrapalham a comunicação.

Concluo e resumo com uma “resposta final” (mas não definitiva): estar aberto ao outro é a condição essencial para haver comunicação. Vou traduzir por “boa vontade”... Com boa vontade, a comunicação será certamente melhor, não? 

Visite o Portal e deixe um comentário.

Fonte: http://www.educarbrasil.org.br/Portal.Base/Web/VerContenido.aspx?GUID=19ef94c8-eedd-41a2-8037-3c2355a391a6&ID=208084

11 de agosto de 2011

CONAE: Conferência Nacional de Educação - Documento Final




A solenidade, no Palácio do Planalto, teve a presença de representantes da Conferência Nacional de Educação (Conae).

O novo PNE apresenta dez diretrizes objetivas e 20 metas, seguidas das estratégias específicas de concretização. O texto prevê formas de a sociedade monitorar e cobrar cada uma das conquistas previstas. As metas seguem o modelo de visão sistêmica da educação estabelecido em 2007 com a criação do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). Tanto as metas quanto as estratégias premiam iniciativas para todos os níveis, modalidades e etapas educacionais. Além disso, há estratégias específicas para a inclusão de minorias, como alunos com deficiência, indígenas, quilombolas, estudantes do campo e alunos em regime de liberdade assistida.

Universalização e ampliação do acesso e atendimento em todos os níveis educacionais são metas mencionadas ao longo do projeto, bem como o incentivo à formação inicial e continuada de professores e profissionais da educação em geral, avaliação e acompanhamento periódico e individualizado de todos os envolvidos na educação do país — estudantes, professores, profissionais, gestores e demais profissionais —, estímulo e expansão do estágio. O projeto estabelece ainda estratégias para alcançar a universalização do ensino de quatro a 17 anos, prevista na Emenda Constitucional nº 59, de 2009.

A expansão da oferta de matrículas gratuitas em entidades particulares de ensino e do financiamento estudantil também está contemplada, bem como o investimento na expansão e na reestruturação das redes físicas e em equipamentos educacionais — transporte, livros, laboratórios de informática, redes de internet de alta velocidade e novas tecnologias.

Ideb — O projeto confere força de lei às aferições do índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb) — criado em 2007, no âmbito do PDE — para escolas, municípios, estados e país. Hoje, a média brasileira está em 4,6 nos anos iniciais do ensino fundamental (primeiro ao quinto ano). A meta é chegar a 6 (em uma escala até 10) em 2021.

Outra norma prevista no projeto é confronto dos resultados do Ideb com a média dos resultados em matemática, leitura e ciências obtidos nas provas do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa). Em 2009, a média foi de 395 pontos. A expectativa é chegar a 473 em 2021.
O novo plano dá relevo à elaboração de currículos básicos e avançados em todos os níveis de ensino e à diversificação de conteúdos curriculares e prevê a correção de fluxo e o combate à defasagem idade-série. São estabelecidas metas claras para o aumento da taxa de alfabetização e da escolaridade média da população.

Entre outras propostas mencionadas no texto estão a busca ativa de pessoas em idade escolar que não estejam matriculadas em instituição de ensino e monitoramento do acesso e da permanência na escola de beneficiários de programas de transferência de renda e do programa de prestação continuada (BPC) destinado a pessoas com deficiência. O documento determina a ampliação progressiva do investimento público em educação até atingir o mínimo de 7% do produto interno bruto (PIB) do país, com revisão desse percentual em 2015.

A primeira casa do Congresso Nacional a analisar o projeto será a Câmara dos Deputados.

Fonte: Portal do MEC



14 de julho de 2011

Senado quer aprovar LEI que dispensa a obrigatoriedade de mestrado e doutorado para professores universitários

 

 

 

Ministro rejeita projeto que dispensa mestrado a professor universitário


O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira, 12, ser contrário ao Projeto de Lei 222/2010, do Senado, que dispensa a obrigatoriedade de mestrado e doutorado para professores atuarem em universidades. Segundo Haddad, a presidenta da República, Dilma Rousseff, também não concordaria em reduzir a exigência de qualificação de professores da educação superior. Se aprovado no Senado, o projeto deve ainda passar pela Câmara dos Deputados, antes de chegar às mãos da presidenta, que poderá sancioná-lo ou vetá-lo. 

A proposta do Senado modifica o artigo 66 da Lei 9.394/1996, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), que exige que professores universitários tenham diploma de pós-graduação, especialização, mestrado ou doutorado. De acordo com o projeto de lei, os docentes de instituições públicas e privadas poderiam lecionar apenas com o diploma de graduação, desde que contratados em regime temporário.

Os defensores do projeto afirmam que há déficit de profissionais. Entretanto, anualmente, o Brasil forma 50 mil novos mestres e doutores. Hoje, 56% dos professores universitários são pós-graduados e a meta do Plano Nacional de Educação (PNE) é que esse número chegue a 75%.

Haddad observou que o Governo Federal vem investindo, por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), na formação de pessoal com pós-graduação. A presidenta Dilma anunciou 75 mil bolsas de estudos para cursos no exterior, até 2014, no âmbito do programa Ciência Sem Fronteira.

Em reunião realizada na manhã desta terça-feira, 12, no Ministério da Educação, mantenedoras de instituições de ensino superior privadas e comunitárias, representadas por diversas entidades, declararam ao ministro serem contrárias ao projeto de lei.
O Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior divulgou nesta quarta-feira, 13, uma nota oficial em que contesta editorial do jornal O Estado de S. Paulo e se posiciona a respeito do assunto.

Leia a nota do Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior

Fonte: Site do MEC

5 de julho de 2011

Por que somos tão ruins em matemática?

A aversão é tanta que o senso comum aponta: o brasileiro já nasce sem vocação para aprender matemática. O estudo na área começa com professores sem formação específica, que em geral não gostam da disciplina, e acaba com docentes que têm conteúdo para transmitir, mas não didática. No fim do ensino médio, exames confirmam o despreparo.


O resultado do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp), divulgado no mês passado, mostrou que 57% dos alunos terminam o ensino médio com rendimento insatisfatório em matemática.


Os números do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), que avaliou o desempenho em matemática de jovens na faixa de 15 anos, colocaram o Brasil na 57.ª posição em um ranking de 65 países. No topo da lista estão China, Cingapura e Hong Kong.


Se a meta é fazer com que a produção de ciência e tecnologia acompanhe o crescimento econômico do Brasil, essa intolerância à matemática precisa ser combatida com urgência, dizem os especialistas.


E a mudança precisa começar na sala aula. Mas não naquela que as crianças frequentam. A reforma deve ocorrer, primeiramente, nas classes das universidades que formam os futuros professores do País.


O desafio começa na formação dos docentes que dão aulas para o ensino fundamental 1. No Brasil, os professores do 1.º ao 5.º ano são polivalentes, isto é, responsáveis pelo conteúdo de todas as disciplinas e, por isso, não têm uma formação específica. Entre eles, poucos estudaram exatas. "Além de ter de dar conta de todas as matérias, muitos trazem a tradição brasileira de não gostar de matemática", diz Priscila Monteiro, consultora pedagógica para a área de matemática da Fundação Victor Civita.


Para esses, segundo a especialista, falta conhecimento. "Ele sabe ensinar, mas, como não domina o conteúdo, acaba preso às regras. Logo, a criança aprende de forma arbitrária, sem lógica." Priscila conta que, numa análise de cadernos de estudantes, constatou que, nas questões de matemática, sempre havia a resposta, nunca o processo de resolução. "Desse jeito, o aluno não constrói uma postura investigativa."


Problema oposto ocorre com os docentes do ciclo 2 do ensino fundamental, que dão aula para estudantes do 6.º ao 9.º ano. "Nesse caso, o professor de matemática é formado na área, tem conteúdo, mas lhe falta didática. Daí, ele se foca naqueles alunos que acompanham a aula e os outros continuam parados, aumenta o vale entre eles," diz Priscila.


Mudanças. Para tratar de propostas e materiais para o ensino de matemática, o Instituto Alfa e Beto (IAB) promove, em agosto, um seminário internacional sobre o tema, voltado a professores e coordenadores pedagógicos. "Vamos discutir a forma de ensino: o material pedagógico que usamos é adequado? Qual o tempo de aula ideal? A fração tem que ser ensinada em forma de pizza? Decora ou não tabuada?", elenca João Batista Araujo e Oliveira, presidente do IAB.


Um dos palestrantes é Daniel Willingham, professor de Psicologia Cognitiva da Universidade de Virgínia. "Estou certo de que todos são aptos a aprender matemática. Mas também estou certo de que é uma disciplina mais abstrata e, por isso, mais difícil de ensinar do que as outras."


Para outro convidado do evento, Hung-Hsi Wu, da Universidade da Califórnia, a dificuldade existe porque o aprendizado não é "natural". "A criança aprende a falar sem esforço especial, mas matemática é uma arte difícil. Se não for ensinada por quem sabe, se torna assustadora. Mas, se for uma descoberta bem guiada, pode ser surpreendente."


Efeito cascata. Formar alunos com gosto pela matemática pode ajudar a resolver até mesmo a carência de professores da disciplina. Nos vestibulares da USP e da Unesp, por exemplo, a concorrência para licenciatura na área é de cerca de dois candidatos por vaga.


No País há 59 mil professores formados em Matemática para 211 mil com formação em Letras. Somado a isso, muitos dos formados passam longe da escola. A baixa remuneração paga aos professores não atrai esses profissionais e muitos optam, por exemplo, pelo trabalho na rede bancária.


Comparação 

4 em cada 10 jovens brasileiros de 15 anos não sabem fazer uma operação de multiplicação, habilidade ensinada até o 5º ano do ensino fundamental


30 mil engenheiros se formam ao ano no Brasil. O número representa 23 engenheiros para cada 10 mil habitantes. Em Israel, o índice chega a 140. No Japão, são 75

Fonte: Site do Estadão - Ocimara Balmant, Especial para o Estado - O Estado de S.Paulo
 

Diplomas obtidos no exterior terão prova de validação anual



Médicos brasileiros ou estrangeiros residentes no Brasil, que obtiveram diploma de graduação em instituições estrangeiras reconhecidas no país de origem, podem se inscrever para o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida), do Ministério da Educação. As inscrições estão abertas até 10 de julho, pela internet.

A primeira edição do exame, que a partir de agora será anual, consta de provas objetivas, de múltipla escolha e discursiva, marcadas para 28 de agosto, em caráter eliminatório. Os médicos aprovados estão aptos a fazer o exame de habilidades clínicas, em 1º e 2 de outubro, também eliminatório. As provas serão aplicadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).

De acordo com Cláudia Griboski, diretora de avaliação da educação superior do Inep, o candidato ao Revalida deve ficar atento a uma série de informações que serão solicitadas no ato da inscrição. Ela destaca, entre as mais importantes, a indicação da instituição pública onde o médico deseja obter a revalidação do diploma e o local onde vai fazer os exames escritos. Ele deve, ainda, ter o número do CPF e o diploma médico. Será obrigatório enviar as imagens de frente e verso do diploma ao preencher a inscrição.

No Revalida 2011, 37 instituições públicas de ensino superior – federais, estaduais e municipais – aderiram ao exame e estão aptas a emitir certificado. As provas escritas serão aplicadas pelo Inep em cidades das cinco regiões do país – Brasília, Porto Alegre, Manaus, Fortaleza, Rio de Janeiro e Campo Grande. Na prova de habilidades clínicas, todos os candidatos serão avaliados em Brasília.

Cláudia Griboski explica que todo o processo de revalidação dos diplomas deve estar concluído em dezembro deste ano. Quando o Inep concluir a etapa das provas, encaminhará o resultado a cada universidade que tiver candidatos inscritos. São esperados cerca de 800 médicos para o Revalida deste ano.
Provas – O exame objetivo tem 110 testes que abordam conteúdos, competências, habilidades e nível de desempenho, descritos na matriz de correspondência curricular. O prazo para essa prova é de cinco horas; a prova descritiva terá cinco questões também relativas a conteúdos, habilidades e desempenho. A duração é de três horas. A prova de habilidades clínicas terá dez questões.

Até 2010, os estudantes formados em medicina em universidades estrangeiras precisavam revalidar os diplomas em instituição pública brasileira, mas cada universidade adotava procedimentos próprios. Segundo Cláudia Griboski, com a criação do Revalida, o Ministério da Educação unifica o processo e o exame passa a ser anual.


Assessoria de Comunicação Social do MEC

Greve dos professores no Rio de Janeiro continua, no dia da Paralização Nacional

Dia 06 de Julho - Paralização Nacional da Educação: Lançamento da Jornada Nacional


Professores e estudantes fizeram protesto em frente ao Palácio Guanabara, sede do governo estadual, para protestar por melhorias na educação
 


Centenas de professores e funcionários das escolas da rede estadual do Rio de Janeiro, em greve desde o dia 7 de junho, fizeram nesta terça-feira uma manifestação no Palácio Guanabara, sede do governo, para serem recebidos por autoridades. Durante assembleia, os professores decidiram continuar com a greve.
De acordo com o diretor do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação, Tarcísio Carvalho, a greve tem a adesão de 60% dos professores e funcionários do estado, deixando cerca de 600 mil alunos sem aulas. Carvalho informou que a categoria pede um índice de reajuste salarial de 26%, enquanto a oferta do governo, divulgada nesta terça-feira, foi a de antecipar a incorporação prevista para 2012, o que representa na prática cerca de R$ 36 de aumento.

"Reconhecemos que é um avanço, mas muito pequeno. Ainda é muito pouco. Significa na vida de 30 mil pessoas que estão na rede estadual cerca de R$ 36. Estamos a quase um mês em greve. Nós queremos a antecipação completa do Nova Escola (programa de gratificação) e o índice de reajuste salarial. Além disso queremos o descongelamento do plano de carreira dos funcionários", disse Carvalho.

O diretor do sindicato acrescentou que existe uma ação no Tribunal de Justiça do Rio, que será julgada em dois dias, para impedir o desconto no salário dos profissionais pelos dias de greve. "Cortar o ponto dos professores e funcionários é impedir que o ano letivo se complete. Por isso esperamos que o juiz perceba, que a reposição das aulas, com a qual nós nos comprometemos, estará garantida apenas se o judiciário acertar e o governo não cortar o ponto". Ainda de acordo com o sindicalista, na quarta-feira haverá uma reunião com o secretário estadual de Educação, Wilson Risolia. Alguns bombeiros, funcionários da rede estadual de saúde e policiais civis também compareceram ao protesto como forma de apoio.

A secretaria estadual de Educação informou que a proposta apresentada foi a de que não haveria o desconto desde que houvesse a reposição das aulas. Segundo a secretaria, de 2007 a abril de 2011, a remuneração média do professor que trabalha 16 horas semanais passou de R$ 1.123,30 para R$ 1.279,50, um crescimento de 13,91% Contudo, os que ganham menos, em início de carreira, tiveram um ganho de 52,28% no período, passando de R$ 540,64 para R$ 823,26.

A manifestação foi acompanhada por 20 membros do Batalhão de Choque da Polícia Militar, em cinco viaturas. Respresenantes de universidades também se integraram ao protesto dos professores estaduais por melhorias no ensino. 

Segundo a secretaria, a rede estadual de ensino tem 1.457 escolas, 1,1 milhão de alunos e 75 mil professores, sendo 51 mil regentes de turma.

Com informações da Agência Brasil

29 de junho de 2011

Analfabetos Tecnológicos: metade dos nossos alunos não têm acesso a computado

 No País, metade dos alunos não tem acesso a computado







Metade dos estudantes brasileiros está "desconectada" e o País soma uma década de atraso em relação aos países ricos no que se refere ao acesso a computadores e internet. Se não bastasse, as escolas brasileiras estão entre as piores em relação ao contato dos alunos com a informática, o que pode comprometer a formação de milhares de estudantes.

Esse é o resultado do primeiro levantamento do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) para analisar a relação entre os sistemas de ensino e a tecnologia. Segundo o documento, elaborado com dados de 2009 pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), as escolas brasileiras não estão equipadas e o Brasil é o último em uma lista de 38 países avaliados em relação ao número de computadores por alunos na escola. 

"O aprendizado do uso dos computadores é primordial para o futuro desses jovens. Estudos mostram que pessoas com conhecimento de informática têm 25% mais de chance de encontrar um trabalho", disse Sophie Vayssettes, pesquisadora responsável pelo levantamento, que mediu o acesso ao computador de um estudante de 15 anos em várias partes do mundo. 

De um total de 65 países avaliados, apenas dez estão em situação pior que a do Brasil. Alunos da Romênia, Rússia e Bulgária contam com mais acesso à tecnologia que os brasileiros. No País, em média, 53% dos estudantes de 15 anos têm computadores em casa. Há dez anos, a taxa era de 23%. Apesar do avanço, os números ainda são inferiores à média dos países ricos. Na Europa, Estados Unidos e Japão, mais de 90% dos estudantes têm computador. O acesso no Brasil é hoje equivalente ao na Europa no ano 2000. 

O estudo aponta ainda a desigualdade do acesso à informática no Brasil. Entre os mais ricos, 86% têm computador e internet em casa - taxa equivalente a dos alunos de países ricos. Entre os mais pobres, apenas 15% têm as ferramentas em casa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

27 de junho de 2011

Dia 06 de Julho - Paralização Nacional da Educação: Lançamento da Jornada Nacional



A CNTE iniciará no dia 6 de julho– como parte das atividades do dia nacional de luta da CUT – uma jornada nacional pela implementação do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN) associado à carreira e pela aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE). A proposta foi aprovada em reunião do Conselho Nacional de Entidades (CNE) nesta sexta-feira em Brasília. O lançamento da Jornada Nacional com mobilizações e paralisação dos estados e municípios marca o calendário de atividades a serem desenvolvidas pela entidade no segundo semestre. 

Os sindicatos deverão organizar paralisações com manifestações e atos públicos no dia 6 de julho, reforçando a atual pauta de luta da Confederação: implementar o PSPN aplicado à carreira em todos os estados e municípios brasileiros e aprovar o PNE, contemplando os interesses da classe trabalhadora e da sociedade.

Essa foi a primeira reunião do Conselho Nacional de Entidades após o STF ter julgado a Lei do Piso constitucional. Os representantes das entidades apresentaram as dificuldades enfrentadas em seus estados para garantir o cumprimento da lei, uma vez que os gestores estão protelando o pagamento do valor do piso como vencimento inicial de carreira, sob a alegação de que não saiu o acórdão do STF.

Para a CNTE o valor do piso é R$ 1597,87
 
O presidente das CNTE, Roberto Leão, disse que é preciso continuar a luta política pela implementação do piso e, para tanto, será deflagrada uma campanha nacional no mês de agosto com esse objetivo. Leão reforçou que a CNTE orienta as suas entidades filiadas que lutam pela implantação do PSPN, que o processo de negociação com os governos inicie com o valor defendido pela Confederação, que é de R$ 1.597,87 como vencimento inicial na carreira.

A CNTE também reivindica o cumprimento integral da lei com 1/3 da jornada destinada para a hora atividade. O valor do Piso deve ser aplicado para as jornadas de trabalho que estão instituídas nos planos de carreira de estados e municípios. 

Fonte: Site do CNTE

26 de junho de 2011

Como ocorre a Validação de Diplomas das Uiniversidades do Exterior no Brasil





Atualmente, para ter validade nacional, o diploma de graduação tem que ser revalidado por universidade brasileira pública que tenha curso igual ou similar, reconhecido pelo governo.

Para obter a revalidação, os seguintes passos devem ser seguidos, segundo a legislação atual:

a) Entrar com um requerimento de revalidação em uma instituição pública de ensino superior do Brasil. De acordo com a regulamentação, apenas as universidades públicas podem revalidar diplomas:

“São competentes para processar e conceder as revalidações de diplomas de graduação as universidades públicas que ministrem curso de graduação reconhecido na mesma área de conhecimento ou em área afim.” (Art. 3º Res. nº 1, de 29 de janeiro de 2002)

b) Deverão ser apresentados, além do requerimento, cópia do diploma a ser revalidado, instruído com documentos referentes à instituição de origem, duração e currículo do curso, conteúdo programático, bibliografia e histórico escolar.

c) O aluno deverá pagar uma taxa referente ao custeio das despesas administrativas. O valor da taxa não é prefixado pelo Conselho Nacional de Educação e pode variar de instituição para instituição.

d) Para o julgamento da equivalência, para efeito de revalidação de diploma, será constituída uma Comissão Especial, composta por professores da própria universidade ou de outros estabelecimentos, que tenham qualificação compatível com a área do conhecimento e com o nível do título a ser revalidado.

e) Se houver dúvida quanto à similaridade do curso, a Comissão poderá determinar a realização de exames e provas (prestados em língua portuguesa) com o objetivo de caracterizar a equivalência.

f) O requerente poderá ainda realizar estudos complementares, se na comparação dos títulos, exames e provas ficar comprovado o não preenchimento das condições mínimas.

g) O prazo para a universidade se manifestar sobre o requerimento de revalidação é de 6 meses, a contar da data de entrada do documento na Ifes.

O Brasil não possui nenhum acordo de reconhecimento automático de diplomas; portanto, as regras são as mesmas para todos os países.


Palavras-chave: Revalidação, Diploma, Educação Superior, Graduação, Sesu
Fonte: Site do MEC

22 de junho de 2011

ProInfo - Programa Nacional de Tecnologia Educacional



É um programa educacional com o objetivo de promover o uso pedagógico da informática na rede pública de educação básica.

O programa leva às escolas computadores, recursos digitais e conteúdos educacionais. Em contrapartida, estados, Distrito Federal e municípios devem garantir a estrutura adequada para receber os laboratórios e capacitar os educadores para uso das máquinas e tecnologias.

Faça a adesão aqui 

Passo a passo para estados e prefeituras

Selecione suas escolas

Fonte: Site do MEC

PAR: Como elaborar o Plano de Ações Articuladas?

O Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), apresentado pelo Ministério da Educação em abril de 2007, colocou à disposição dos estados, municípios e Distrito Federal, instrumentos eficazes de avaliação e de implementação de políticas de melhoria da qualidade da educação, sobretudo da educação básica pública.

O Plano de Metas Compromisso Todos pela Educação, um programa estratégico do PDE, instituído pelo Decreto 6.094 de 24 de abril de 2007, inaugurou um novo regime de colaboração, conciliando a atuação dos entes federados sem lhes ferir a autonomia, envolvendo primordialmente a decisão política, a ação técnica e atendimento da demanda educacional, visando à melhoria dos indicadores educacionais. Sendo um compromisso fundado em vinte e oito diretrizes e consubstanciado em um plano de metas concretas e efetivas, compartilha competências políticas, técnicas e financeiras para a execução de programas de manutenção e desenvolvimento da educação básica.

A partir da adesão ao Plano de Metas, os estados, os municípios e o Distrito Federal passaram à elaboração de seus respectivos Planos de Ações Articuladas (PAR). A partir de 2011, os entes federados poderão fazer um novo diagnóstico da situação educacional local e elaborar o planejamento para uma nova etapa (2011 a 2014), com base no Ideb dos últimos anos (2005, 2007 e 2009).



Informações sobre utilização do Simec – Módulos “PAR Plano de Metas” e “PAR 2010” (acesso ao sistema, senha, inserção de dados, monitoramento do PAR):
e-mail: planodemetas@mec.gov.br

No MEC - telefones: (61) 2022-8335 / 8336 / 8337 / 8338.

No FNDE - telefones: (61) 2022-5802 / 5813 / 5831 / 5902 / 5924 / 5928 / 5930 / 5961 / 5973

Fonte: Site do MEC

Programa Brasil Alfabetizado

O  MEC realiza, desde 2003, o Programa Brasil Alfabetizado (PBA), voltado para a alfabetização de jovens, adultos e idosos. O programa é uma porta de acesso à cidadania  e o despertar do interesse pela elevação da escolaridade. O Brasil Alfabetizado  é desenvolvido em todo o território nacional, com o atendimento prioritário a 1.928 municípios  que apresentam taxa de analfabetismo igual ou superior a 25%. Desse total,  90%  localizam-se na região Nordeste. Esses municípios recebem apoio técnico na implementação das ações do programa, visando garantir a continuidade dos estudos aos alfabetizandos. Podem aderir ao programa, por meio das resoluções específicas publicadas no Diário Oficial da União, estados, municípios e o Distrito Federal. Saiba mais

Resolução n° 06, de 16 de abril de 2010 - Estabelece orientações, critérios e procedimentos para a transferência automática dos recursos financeiros para o exercício de 2010, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios e para o pagamento de bolsas no âmbito do Programa Brasil Alfabetizado. 

Procedimentos para adesão ao Brasil Alfabetizado 2010



Acesse o MAPA Brasil Alfabetizado


Brasil Alfabetizado – Acesso ao SBA - anos 2003 a 2007


Fonte: Site do MEC

Lista dos Aprovados no SISU 2011: Primeira Chamada II Semestre


SISU é o  sistema informatizado, gerenciado pelo Ministério da Educação, por meio do qual as instituições públicas de educação superior participantes selecionam novos candidatos exclusivamente pela nota obtida no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem). O processo seletivo do Sisu 2º/2011 selecionará candidatos para ingresso em cursos com início no segundo semestre de 2011.


O resultado da primeira chamada do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do Ministério da Educação já pode ser consultado, pela internet. A lista de aprovados está acessível na página eletrônica do Sisu e na central de atendimento do MEC, pelo telefone 0800-616161. Foram aprovados 26.299 candidatos na primeira chamada. As vagas não preenchidas referem-se a políticas afirmativas.

Os candidatos aprovados terão os dias 27 e 28 de junho para fazer a matrícula na instituição de ensino para a qual foram aprovados. A documentação necessária pode ser consultada no boletim de acompanhamento do estudante, disponível no sistema ou junto às instituições.

Os estudantes selecionados na primeira chamada em sua primeira opção não serão convocados nas chamadas posteriores, mesmo aqueles que não fizerem a matrícula.

Em cinco dias, o Sisu registrou um total de 849.359 inscrições realizadas por 446.508 candidatos. Neste processo, são oferecidas 26.336 vagas em 48 instituições públicas de ensino superior.

O Sisu seleciona candidatos às vagas de instituições que utilizarão a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como única fase de seu processo seletivo. O número de inscritos nesta seleção, encerrada no domingo, 19, é quase o dobro do registrado no processo do segundo semestre de 2010, quando 231 mil candidatos pleitearam as vagas ofertadas. 

Fonte: Site do MEC

14 de junho de 2011

Namoro no 'recreio' estimula e pode melhorar notas na escola

Esta reportagem esta no Portal Terra. Dei uma entrevista para a jornalista do Terra sobre Namoro na Escola.

Sobre a questão de namoro no ambiente escolar, acredito que a escola precisa discutir estas questões, como tantas outras questões que estão nas redes sociais e no ambiente escolar.

A Escola primeiramente é um lugar de estudo e aprendizagem, isso precisa ser reforçado e compreendido pelos jovens e adolescentes. Muitas das vezes é inevitável que os afetos existam, e os jovens e adolescentes comecem a namorar. Cada escola precisa criar uma forma de discutir estas questões com os jovens, impor limites, estabelecer regras e sempre buscar ouvir os estudantes. O diálogo é muito importante neste momento.

Não é liberar o namoro, mas pensar as relações pessoais. Levar o estudante a refletir sobre o que é mais importante naquele momento, e se o namoro não esta desviando seus objetivos e metas. Muitas das vezes, por não compreender direito certas questões, os estudantes terminam expondo-se afetivamente em um relacionamento durante o período escolar, e as paixões acabam interferindo no aprendizado.Estudar exigi disciplina, rigorosidade e dedicação e em muitos casos, alguns jovens não conseguem conciliar o namoro e o estudo, e o final disso tudo é a reprovação no final do ano letivo

Segue a Reportagem

  • Vitória Cardoso e Gustavo Gazzola afirmam que o namoro ajuda nos estudos. Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação
Selinho entre uma aula e outra e mãos dadas no recreio: pode? Para educadores, proibir o namoro entre colegas não funciona, já que a escola é o principal meio de socialização entre os adolescentes, e as "ficadas" são inevitáveis. Porém, os profissionais afirmam que liberar demais também não dá certo. Diálogo e limites são a resposta.

"Parece mentira, mas estamos numa época em que vários tabus já foram superados, mas o namoro na escola ainda não", diz Maria Helena Vilela, presidente do Instituto Kaplan, que orienta escolas públicas e particulares na educação sexual dos alunos. Segundo Maria, a maioria das escolas proíbe o namoro nas imediações do colégio, mesmo assim as "ficadas" continuam acontecendo nos ambientes de estudo. "As coordenações dizem que proíbem o namoro, mas não avisam os alunos. Eles nunca conversam com os estudantes sobre isso. Então, eles acabam fazendo o que querem", explica.

Escolas punem sem ensinar
 
Maria conta que, mais de uma vez, presenciou alunos se beijando na escola e, em seguida, recebendo suspensão da direção escolar. "Eles ficam sem saber por que estão sendo punidos. Ou seja, a escola só toma uma atitude em relação a isso quando um fato acontece. Punem sem ensinar", afirma. Para ela, o diálogo e o estabelecimento de limites são as únicas respostas possíveis. "Também não dá para liberar demais, os adolescentes ainda não estão prontos para saberem sozinhos até onde podem ir com os carinhos em público".

O coordenador pedagógico de uma escola pública da Bahia, Silvano Sulzart, afirma que a conversa entre a instituição e os alunos aconteceu de forma aberta. Segundo ele, a direção deixou claro que o namoro era proibido em ambiente de estudo, pois isso poderia desviar o foco do conteúdo ensinado. "Alguns jovens não estão preparados para conciliar namoro e estudo, e acabam canalizando todo o foco para a pessoa com quem estão ficando", conta.

A gente matava aula para poder namorar

Felipe Malbergir, 18 anos, começou a namorar Bruna Guidoni, também 18, quando ambos tinham 15 anos e dividiam a sala de aula do primeiro ano do ensino médio em um colégio de São Paulo. Malbergir, que se formou no terceirão no ano passado, conta que, durante três anos, o inspetor da escola era a "pedra no sapato" do casal. "Podia namorar no recreio, mas não muito. Quando a gente começava a se beijar demais, o inspetor chamava nossa atenção", diz. Hoje, já estudante de um cursinho pré-vestibular, ele reconhece que o namoro atrapalhou um pouco os estudos sim. "A gente matava aula pra poder namorar", diverte-se.

Apesar disso, Sulzart, que também atua como professor de pedagogia na Universidade Estadual da Bahia (Uneb), não acha que a proibição seja a melhor saída. "É comprovado: tudo que é proibido os alunos sentem mais vontade de fazer, e eles fazem. Começam a se beijar escondido, por exemplo. Na minha opinião, deve existir uma liberação moderada, mas o colégio deve deixar claro para o aluno que beijo não pode, mas andar de mãos dadas sim, por exemplo", diz.

Maria concorda. Para ela, a proibição também é um desvio de foco, uma vez que os alunos podem começar a pensar em formas de burlar as regras, como o exemplo de Felipe e Bruna que matavam aula para namorar. Porém, a liberação sem limites, diz, atrapalha os estudos. "Se os alunos ficarem abraçados e se beijando durante a aula, por exemplo, eles obviamente não estarão concentrados, e inclusive vão estar desviando o foco dos outros colegas", observa.

Namoro pode melhorar notas

A pedagoga explica que o ideal é conversar com os estudantes que já estão em fase de namoro e explicar que trocas de afeto só podem acontecer no intervalo e de forma moderada. "Isso é saudável e pode ajudar os alunos a se sentirem mais estimulados. Os jovens têm o costume de querer ajudar a pessoa que gostam e se mostrarem inteligentes, as notas podem melhorar", afirma.

Ou seja, se os limites estão claros para os adolescentes, defende Maria, é possível que o namoro contribua para os estudos. É o que acontece com Vitória Cardoso e Gustavo Gazzola, ambos com 16 anos. A menina passou a ajudá-lo assim que o namoro começou. Segundo a porto-alegrense, que está no segundo ano do Ensino Médio, Gustavo é um pouco desorganizado, e a relação entre os dois fez com que pudessem estudar e fazer trabalhos juntos. "Um ajuda o outro, é bem legal", diz, contando que, durante as aulas, os dois não sentam perto um do outro para não se distraírem. "No recreio, ficamos juntos, mas nunca nos beijamos ou nos abraçamos demais. A escola não deixa, e nós também não achamos legal. Tem crianças mais novas que ainda não sabem lidar com isso", conta.

Pedidos de namoro na sala de aula viram hit no Youtube

Ao colocar as palavras pedido, namoro e colégio na ferramenta de busca do Youtube, mais de 1,7 mil vídeos aparecem. Pedir alguém em namoro na sala de aula, registrar o momento e depois postar online para que todos os amigos possam ver virou moda entre os adolescentes.

Entre as tantas opções, alguns se destacam com recorde de views, chegando a atingir mais de 30 mil exibições. Em um deles, um estudante vai para a frente da sala apresentar um trabalho de artes no Power Point. No primeiro slide, quatro palavras vão tomando conta do projetor aos poucos: "Bianca, quer namorar comigo?". A turma inteira grita e Bianca vai para a frente da sala para aceitar o pedido e abraçar o novo namorado. Quando os dois começam a se beijar, logo se escuta um "psiu" da professora. "Deu, né?", diz ela no vídeo.

Mariana Senabio, 17 anos, postou na internet um vídeo de quase cinco minutos no qual aparece homenageando o namorado, Fabrício Alcaras, da mesma idade, no recreio do colégio Adalgisa de Barros, em Várzea Grande (MT). "Eu li 17 páginas de uma carta de amor que fiz para ele no meio do recreio. Queria fazer uma homenagem no dia do aniversário dele. Todo mundo parou para ver. Os professores adoraram, e ele também, apesar de ter sentido vergonha", conta a menina.


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