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29 de junho de 2011

Fórum sobre coordenação pedagógica: Desafios e possibilidades na formação continuada dos coordenadores pedagógicos

A pesquisadora Vera Maria Nigro de Souza Placco uma das maiores especialistas nesse tema no Brasil. Professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), respondeu uma das minhas perguntas na página da Revista Nova Escola sobre coordenação pedagógica.

Você sabe o que deve fazer o coordenador pedagógico? Quantos desses profissionais cada escola deve ter? O que ele deve saber para bem exercer a sua função? Uma grande pesquisa com o perfil e as práticas desse educador acaba de ser concluída pela Fundação Victor Civita.




Silvano Sulzart -  Prezada Vera Maria, sou coordenador de uma escola pública no Município de Vera Cruz - Bahia. A Secretaria de Educação tem investido na formação continuada dos coordenadores pedagógicos. Gostaria de saber, quais questões não podem faltar neste processo de formação continuada de coordenadores pedagógicos? O que pode ser considerado importante e imprescindível nesta formação? Em sua opinião existe uma formação acadêmica especifica para ser coordenador pedagógico?

Vera Maria Nigro de Souza Placco - Caro Silvano. Fico contente com o investimento na formação continuada dos coordenadores. Considero que, nessa formação, as questões relacionadas a) à compreensão dos processos de ensino-aprendizagem dos alunos (crianças e jovens), b) aos processos de interação professor-aluno, professor-professor, professor-gestores e c) à compreensão da realidade vivida pelos alunos e professores de sua escola, da realidade de sua comunidade e da educação na sociedade brasileira são fundamentais para um melhor desempenho do CP, na escola. Como formação acadêmica inicial, considero fundamental a formação que inclua esses aspectos acima mencionados. Um abraço, Vera.

 

Participem do Fórum e leiam outras perguntas e comentários. 

http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/coordenador-pedagogico/forum-coordenacao-pedagogica-631562.shtml?comments=yes#mostrar


 

 

3 de maio de 2011

Gestão Escolar: "a escola tem a cara de seu diretor"

Em entrevista ao Jornal do Professor, a professora Heloísa Lück traça um panorama da administração praticada nas escolas brasileiras, ressaltando a importância dos diretores para o desempenho escolar dos alunos.

Segundo ela, que é consultora do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), o mote “a escola tem a cara de seu diretor” descreve bem o que se passa nas escolas. “O diretor escolar é o responsável pela liderança, organização, monitoramento e avaliação de tudo que acontece na escola”, acredita.


Com vasta experiência em administração de sistemas educacionais, Lück se dedica a estudar o assunto há mais de 25 anos. Possui mestrado em Educação e em Humanidades pela Universidade de Columbia, além de doutorado em Educação na mesma instituição.



JP. Como a senhora avalia a gestão praticada nas escolas brasileiras hoje em dia?


HL- As práticas de gestão nas escolas que apresentam a melhoria dos resultados educacionais têm sido realizada mediante grande empenho, criatividade e liderança de seus gestores, em especial de seus diretores. Há nessas escolas um esforço no sentido de promover consenso e direcionamento centrado na realização de objetivos educacionais claramente compreendidos, há envolvimento dos pais na gestão da escola e seu acompanhamento à escolaridade dos filhos, assim como também a abertura da escola para a comunidade. Mas, sobretudo, a participação efetiva dos diretores escolares no acompanhamento do processo ensino aprendizagem, observação da sua efetivação na sala de aula, acompanhados de feedback, de modo a promover as mudanças necessárias para que os alunos aprendam mais.


No entanto, apesar desses aspectos altamente animadores, somos obrigados a reconhecer que, em geral, faltam aos gestores visão de conjunto, articulação entre os vários segmentos de atuação da escola e o empenho em enfrentar os desafios da gestão de comunidades escolares que apresentam, naturalmente, tensões, conflitos, dificuldades e limitações. Infelizmente, somos obrigados a reconhecer que falta profissionalização dos diretores escolares. Por profissionalização, entendemos o desenvolvimento gradual e contínuo de competências (conhecimentos, habilidades e atitudes), necessários para assumir responsabilidades de um trabalho específico e complexo, e a sua aplicação efetiva nesse trabalho. Temos muito que caminhar para que as nossas escolas públicas tenham uma cultura de gestão escolar efetiva, baseada em critérios de competência tanto da gestão, como de todos os segmentos de atuação da escola, promovida por essa gestão. Precisamos assentar a gestão da escola sobre a definição de planos consistentes de ação, com respectivos parâmetros de qualidade a serem continuamente monitorados e avaliados.

2. De que maneira os diretores escolares podem contribuir para a melhoria da qualidade da educação?


HL- A qualidade da educação é resultado de um conjunto de fatores internos e externos à escola. Não podemos deixar de considerar que os elementos externos, como por exemplo, as intervenções dos sistemas ou redes de ensino correspondentes exercem uma influência significativa sobre o estabelecimento de ensino, e nem sempre de caráter produtivo. Dentre os fatores internos, é de significativa importância a atuação do diretor escolar, uma vez que esse profissional é o responsável pela liderança, organização, monitoramento e avaliação de tudo que acontece na escola e muitas vezes até, à revelia, ou desconsiderando o que foi determinado pela rede ou sistema de ensino a que se subordina. O mote comumente repetido de que “a escola tem a cara de seu diretor” é corroborado por pesquisas que revelam como uma escola muda seu modo de ser e de fazer, de um ano para outro, a partir da mudança de sua direção. A partir dessa condição se conclui que não bastam outras alterações na escola, se elas não passarem pela melhoria da atuação do diretor. O diretor escolar é, por assim dizer a cabeça que filtra as estimulações externas da escola e por sua liderança imprime um modo de ser e de fazer na escola. Portanto, cabe ao diretor escolar, ao assumir as responsabilidades pela gestão da escola, preparar-se para esse exercício e, durante o mesmo, estar atento às oportunidades diárias de sistematização de conhecimentos específicos desse trabalho e desenvolvimento de competências.

3. Quais os principais fatores que devem nortear o trabalho de diretores escolares?


HL- Quem assume os desafios de gestão escolar, como diretor, avoca a si responsabilidades especiais. Resumir aqui os principais fatores é temerário, pois as perspectivas dessa abordagem são múltiplas. Porém, podemos indicar algumas questões cruciais. Em primeiro lugar, o entendimento de que enfrentar problemas é a questão mais natural do trabalho educacional com pessoas, pois educação pressupõe desenvolvimento, mudança e esforço nesse sentido. Lamentar que eles existam representa negá-los e, dessa forma apresentar uma reação negativa em relação a eles. Aceitá-los, assumi-los, estar atentos à sua ocorrência e trabalhar para superá-los constituem condição do trabalho da gestão. Atuar com essa perspectiva representa promover processo educacional de qualidade e também desenvolver competências de gestão. Em segundo lugar apontaríamos a sensibilidade para o modo como as pessoas percebem e interpretam a escola, o processo educacional em todos os seus desdobramentos, e o seu papel pessoal no conjunto e as especificidades desse processo. Isso porque as pessoas atuam a partir dessa interpretação. Como gestão pressupõe um processo de mudança, esta apenas se processa a partir da mudança dessas interpretações. Outro aspecto importante diz respeito à clareza do foco do trabalho que é a aprendizagem e formação dos alunos, para cuja promoção tudo o que se realiza na escola deve estar voltado. Vale dizer que, de todas as dimensões da gestão escolar, a pedagógica deve ser a central, para a qual todas as demais devem convergir. Outro fator é o processo contínuo de organização da escola, monitoramento e avaliação contínuos de seu plano de ação, de modo a promover seu aprimoramento contínuo. Tudo realizado com elevado espírito de comprometimento e liderança.

4. A gestão democrática das escolas, citada na LDB e na Constituição Federal, é sempre muito debatida. O que caracteriza este modelo de administração?


HL- A gestão democrática constitui-se em determinação explicitada tanto na Constituição Federal, como na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Ela pressupõe uma escola participativa, marcada pelos princípios de inclusão e de qualidade para todos. Podemos dizer que ainda estamos aprendendo democracia e que temos uma visão insuficiente e até mesmo distorcida a respeito desse importante componente político dos processos sociais em nossas instituições (não apenas nas escolares). Cremos, limitadamente, que democracia se faz, sobretudo, com eleição de representantes e não com a participação de todos para a construção de um projeto comum. Democracia na escola constitui o seu fortalecimento institucional como unidade social capaz de assumir suas responsabilidades, de forma compartilhada e participativa, com transparência e orientação para que todos cresçam como cidadãos nesse processo. É esse foco da gestão democrática, e é fazendo isso que a escola constrói e conquista a sua autonomia. Observamos, no entanto que,em nome da gestão democrática, entendida inadequadamente, pratica-se na escola a falta de organização de ordem, de sentido comum, de cumprimento das responsabilidades sociais da escola. É bom lembrar que democracia pressupõe ordem e organização e é o seu estabelecimento no interior da escola, voltado para a formação da cidadania e aprendizagem que é o foco do trabalho do diretor escolar.

5.Qual a importância de se criar um projeto político-pedagógico para a escola? Ele deve ser revisado todo ano?


HL- O projeto político-pedagógico da escola, produzido de forma compartilhada por todos os participantes da comunidade escolar, constitui-se em um mecanismo em torno do qual três importantes vertentes emergem: i) são construídos consensos, unidade de ação e compromissos, fundamentados por valores, princípios e diretrizes sólidos. ii) é definido um instrumento de trabalho, a partir do qual são especificados os ritmos constantes de ação, a sua natureza e os seus resultados respectivos; e iii) são estabelecidos os critérios de verificação da efetividade do trabalho realizado. O projeto político pedagógico é, portanto, fundamental para nortear o trabalho da escola, dando-lhe unidade, direcionamento e consistência. A partir dele a atuação de todos os profissionais da escola é balizada. Esse projeto, que incorpora o currículo a que os alunos devem ser expostos, deve ter uma característica dinâmica, e ser delineado e revisado continuamente, levando em consideração o estudo aprofundado dos fundamentos, disposições legais e metodologias apropriadas à organização educacional para a formação e aprendizagem dos alunos; a evolução do mundo contemporâneo, mediato e imediato; as características histórico-culturais da comunidade em que a escola está inserida, e da própria escola em seu trabalho sócio-educacional; as características e necessidades de desenvolvimento dos alunos dentre outros aspectos.

6. A gestão escolar perpassa três esferas administrativas: a financeira, a pessoal e a pedagógica. De que maneira os diretores escolares podem conciliar a gestão das três áreas.


HL - Deve-se reconhecer que sem essa conciliação, não se realiza a gestão. Isso porque a gestão pressupõe a articulação de todos os componentes que interferem na realização do trabalho educacional. Aliás, é bom lembrar que o trabalho isolado e até mesmo desarticulado em cada uma dessas dimensões caracteriza um ativismo fragmentado da promoção de resultados e, em conseqüência, que representa enorme prejuízo educacional, com gastos de tempo, esforços e recursos, sem melhoria da qualidade do ensino. É bom lembrar que a gestão financeira e a gestão de pessoas devem convergir para a gestão pedagógica que focaliza diretamente os objetivos educacionais de formação e aprendizagem dos alunos. Essa conciliação é feita mediante a adoção de uma ótica interativa superadora do valor em si de cada dimensão da gestão, tal como apresentado em um livro que escrevi sobre a questão: “Gestão educacional: uma questão paradigmática”, publicado pela Editora Vozes.

7. Qual a função dos conselhos escolares na gestão de um colégio?


HL- O conselho escolar é um órgão colegiado e um mecanismo de gestão democrática. A gestão colegiada se realiza formalmente na escola a partir de órgãos colegiados, como os conselhos escolares, as associações de pais e mestres, os grêmios estudantis, que se constituem em espaços efetivos de participação da comunidade escolar na gestão da escola. Essa participação constitui-se em condição fundamental no sentido de tornar a escola uma efetiva unidade social de promoção da educação, apenas plenamente possível mediante a participação da comunidade, segundo o princípio de que é necessária toda uma comunidade para educar uma criança. Originariamente, na introdução de colegiados escolares, nas escolas públicas brasileiras, as associações de pais e mestres (APMs) e das caixas escolares foram as mais praticadas, tendo apenas recentemente ganho reforço a instituição de conselhos escolares, a partir de política do MEC, que preparou uma material muito bom para orientar esse trabalho. Embora sejam reconhecidas as contribuições dessas entidades à gestão escolar, reconhece-se também a necessidade de avanços no processo participativo, particularmente no sentido de uma nova concepção da escola como unidade básica pedagógica, gestora e financeira, gerida colegiadamente, mediante a participação de professores, pais e comunidade. Cabe destacar que a participação na gestão da escola implica no poder real dos participantes da comunidade escolar, de tomar parte ativa no processo educacional. No entanto, essa participação se expressa para além da participação nos órgãos colegiados, pois ela pode dar-se a partir de um leque variado de possibilidades, e em inúmeras atividades cotidianas do fazer pedagógico da escola.

Fonte: Site do CTE

1 de maio de 2011

10 erros mais comuns nas festas escolares


Aulas perdidas, desrespeito à diversidade cultural e à liberdade religiosa... Saiba como evitar esses e outros equívocos

Durante o ano, temos 11 feriados nacionais - na média de um a cada cinco semanas -, um monte de datas para lembrar pessoas (Dia das Mães, dos Pais, das Crianças, do Índio) e fatos históricos (Descobrimento do Brasil, Proclamação da República). Sem contar os acontecimentos de importância regional. Nada contra eles. O problema é que muitas vezes a escola usa o precioso tempo das aulas para organizar comemorações relacionadas a essas efemérides. O aluno é levado a executar tarefas que raramente têm relação com o currículo. Muitos professores acreditam que estão ensinando alguma coisa sobre a questão indígena no Brasil só porque pedem que a turma venha de cocar no dia 19 de abril - o que, obviamente, não funciona do ponto de vista pedagógico.

Festas são bem-vindas na escola, mas com o simples - e importante - propósito de ser um momento de recreação ou de finalização de um projeto didático. É a oportunidade de compartilhar com os colegas e com os familiares o que os alunos aprenderam (leia mais no quadro abaixo). No entanto, não é isso que se vê por aí. A seguir, os dez principais equívocos dos eventos escolares.


1. Usar as datas festivas como base para o currículo

Essa palavra estranha tem origem na astronomia e dá nome a uma tabela que informa a posição de um astro em intervalos de tempo regularmente espaçados. No popular, o termo é usado no plural e significa a seqüência de datas lembradas anualmente. Algumas têm dia fixo (Independência, Bandeira); outras, não (Carnaval, Dia das Mães). Até aí, nada de mais. O problema é quando a escola usa tudo isso como base para montar o currículo. "Planejar o ano letivo seguindo efemérides desfavorece a ampliação de conhecimentos sobre fatos e conceitos", afirma Marília Novaes, psicóloga e uma das coordenadoras do programa Escola que Vale, de São Paulo. Exemplo? Dia do Índio. A lembrança não envolve estudos sobre as questões social, histórica e cultural das nações indígenas brasileiras. Para haver aprendizagem, é preciso muita pesquisa e mais do que um dia festivo. Outro caso? Folclore. A escola é invadida por cucas, sacis e caiporas em agosto, já que o dia 22 é dedicado a ele por decreto. Ora, se o planejamento prevê o uso de parlendas e trava-línguas durante o processo de alfabetização e de estruturas narrativas, no ensino de Língua Portuguesa, que tragam informações sobre tradições, crenças e elementos da cultura popular, isso basta para que o tema seja tratado em qualquer época. Sem contar os tópicos cuja expressividade é questionável (Semana da Primavera) ou controversa, como o Dia dos Pais e o das Mães: "Enfatizar datas comerciais como essas é ignorar as mudanças no perfil da família brasileira, que nem sempre conta com as duas figuras em casa", completa a psicóloga.

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Dos 11 feriados nacionais, cinco têm origem no catolicismo (Páscoa, Corpus Christi, Nossa Senhora Aparecida, Finados e Natal). As escolas que seguem essa religião lembram as datas. O problema é que as escolas públicas também. Segundo a Constituição da República, o Brasil é um Estado laico, ou seja, sem religião oficial. Porém, em quase todas as unidades de ensino há algum tipo de comemoração: as crianças da Educação Infantil (não importa se têm ou não religião) se fantasiam de coelhinho e pintam ovos em papel mimeografado. No fim do ano, uma árvore de Natal, com bolas e luzes, é montada na recepção ou no pátio. Segundo o censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nos anos 1990, a maioria da população brasileira (73%) é católica. Mas uma escola inclusiva não esquece que os filhos dos 15% de evangélicos e dos 12% de seguidores de outros cultos ou não pertencentes a um deles também estão na sala de aula, certo? Para Renata Violante, consultora pedagógica do Instituto Sangari, em São Paulo, os educadores não podem dar a entender que uma religião é superior a outra (quais são mesmo as datas importantes para espíritas, judeus, budistas, islâmicos e tantos outros?). Existem espaços próprios para cultos. Definitivamente, a escola não é um deles. As festas juninas são um caso à parte: elas se tornaram uma instituição e perderam o vínculo religioso. O enfoque folclórico, resgatando alguns hábitos e brincadeiras e a culinária do homem do campo, tornaas mais democráticas.


A festa não ter relação com o currículo é um problema. Mas outro tão grave quanto é usá-la como pretexto para ensinar. "Já que temos de fazer bandeirinhas para enfeitar barraquinhas, então vamos aproveitar para ensinar geometria", pensam alguns professores bem-intencionados, esquecendo que um ensino eficiente requer planejamento, avaliação inicial e contínua e uma seqüência lógica que leve à construção do conhecimento. É como se, de repente, estimar a quantidade de pipocas no saquinho virasse conteúdo de Matemática.


Não raro, o espaço que seria utilizado para essa disciplina é convertido em oficina de enfeites. Para colocar o aluno em situação de aprendizagem, é papel do professor de Arte propor atividades que favoreçam o percurso criador. "A subjetividade não pode ser ofuscada pelo sentido objetivo e funcional do ornamento, com caráter unicamente estético", afirma José Cavalhero, coordenador pedagógico do Instituto Rodrigo Mendes, em São Paulo. Na confecção de bandeirinhas, por exemplo, as crianças são orientadas a seguir um modelo preestabelecido sem dar espaço a suas marcas pessoais nem enfatizá-las. O modelo, que serviria apenas como referência para a elaboração de outras possibilidades, vira matriz para cópias – e a arte é um procedimento mais abrangente do que isso. A produção do estudante deve ter um propósito maior do que atender à expectativa do professor. "Caso a ocupação do ambiente festivo seja encarada como uma instalação ou intervenção artística, aí, sim, o aluno aprende em Arte", afirma Cavalhero.

Caipira com dente preto e roupas remendadas em junho, cocares e instrumentos de percussão em meados de abril. Esses estereótipos não correspondem à realidade. Homens e mulheres que moram no interior não se vestem dessa maneira, e os índios brasileiros vivem em contextos bem diferentes. "É inconcebível se divertir com base em elementos que remetem à humilhação e à ridicularização do outro", diz Mario Sérgio Cortella, filósofo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Em sua opinião, essas práticas destoam da intenção educativa acolhedora e pluralista, pois, toda vez que se trata o outro com estranhamento, se promove a idéia de que há humanos que valem mais e outros, menos. "Quadrilha, sim, mas sem maquiagem nem fantasias grotescas que humilhem o homem do campo", completa Cortella.


Caipira com dente preto e roupas remendadas em junho, cocares e instrumentos de percussão em meados de abril. Esses estereótipos não correspondem à realidade. Homens e mulheres que moram no interior não se vestem dessa maneira, e os índios brasileiros vivem em contextos bem diferentes. "É inconcebível se divertir com base em elementos que remetem à humilhação e à ridicularização do outro", diz Mario Sérgio Cortella, filósofo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Em sua opinião, essas práticas destoam da intenção educativa acolhedora e pluralista, pois, toda vez que se trata o outro com estranhamento, se promove a idéia de que há humanos que valem mais e outros, menos. "Quadrilha, sim, mas sem maquiagem nem fantasias grotescas que humilhem o homem do campo", completa Cortella.


Pequenas reformas, mobiliário novo, material pedagógico... Quando a verba que vem da secretaria não dá para comprar tudo, pensa-se em festa para arrecadar fundos. A comunidade é convidada, participa, gasta, e muitas vezes não fica sabendo o destino dos recursos. Pior, às vezes o dinheiro que seria usado na ampliação da biblioteca ou na compra de computadores vai para outro fim. A solução é divulgar o objetivo da iniciativa e prestar contas quando o bem for adquirido. Em tempo: a arrecadação sempre aumenta quando bebidas alcoólicas são vendidas. Renata Violante não acredita em meio-termo: "A bebida deve ser proibida. Os diretores que inventem outras maneiras de obter mais dinheiro".


Eles não costumam ir às reuniões, não conversam com os professores sobre o avanço dos filhos e mal conhecem a escola. Os diretores pensam: "Quem sabe, para se divertirem, os pais venham até nós". Embora os momentos de confraternização com os familiares sejam importantes, eles não devem ser a única maneira de envolvê-los. Reuniões marcadas com antecedência e planejadas para compartilhar o processo de aprendizagem e a produção intelectual, artística e esportiva das crianças são as iniciativas que exibem os melhores resultados quando o objetivo é atrair e conquistar as famílias.


Um dos objetivos da escola deve ser exibir a produção intelectual e artística do aluno, principalmente aos pais, nas mais variadas ocasiões. Fazer uma festa é apenas uma possibilidade, por isso não deve ser usada em excesso. Geralmente, o caráter de recreação costuma dificultar a apresentação dos saberes. "Já feiras e exposições favorecem o foco no conhecimento e permitem ainda situações de comunicação oral formal, importante maneira de compartilhar o aprendizado", explica Maura Barbosa, do Cedac. Exemplos: um seminário sobre um conteúdo trabalhado em Ciências ou um sarau de poesia. (E, depois disso tudo...)  
  

Usar a sala de aula ou o período que deveria ser dedicado a atividades pedagógicas para os preparativos é um desrespeito com as crianças e com o compromisso que a escola tem de ensinar. "O diretor raramente investe na ref lexão sobre os indicadores de aprendizagem dos alunos o mesmo tempo que gasta com a produção dos eventos. O professor, por sua vez, deixa de promover situações intencionais de ensino", afirma Maura. Se a festa não é concebida como maneira de contextualizar os conteúdos aprendidos, ela deve ser organizada sempre em horários alternativos aos das aulas. 

Tem de ter festa! 

Ninguém é contra festas, desde que elas sejam para recreação pura e simples ou uma maneira de socializar o aprendizado. As do primeiro tipo podem envolver todos e ser muito divertidas, desde que não ocupem o tempo de sala de aula na organização. Já as que são planejadas para finalizar o estudo de determinado conteúdo exigem muito preparo. Quando o evento faz parte do projeto didático, o tema precisa ser previsto no currículo (e é dispensável a relação com efemérides) e nada mais justo do que usar o tempo de sala de aula para a sua produção (que também envolve aprendizado). Antes de bolarem o evento junto com o professor, os alunos certamente serão convidados a pesquisar, levantar hipóteses, realizar diversos tipos de registros e trocar conhecimentos com os colegas. Já que a festa é uma das etapas do processo, fica proibido deixar alguém de fora. Se um aluno não quiser participar por qualquer motivo, cabe ao professor envolvê-lo e ajudá-lo a superar as dificuldades que surgirem, seja em relação a timidez, seja em relação a habilidades de comunicação.


Fonte: Site da Revista Nova Escola 
http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/coordenador-pedagogico/equivocos-festas-escola-447945.shtml


26 de março de 2010

LIÇÕES DO ÁRBITRO COLLINA

Iniciei um encontro de formação com um grupo de coordenadores pedagógicos, utilizando o texto abaixo do consultor Luis Martins, as palavras grifadas dentro do texto, foram acrescentadas por mim, para articular o texto com a educação. Texto de Luis Martins com minhas adaptações.

LIÇÕES DO ÁRBITRO COLLINA


Ainda embevecido pelo Penta, não consigo parar de tirar lições da Copa do Mundo que é o maior evento esportivo do mundo. Uma das mais interessantes lições que tirei foi o comportamento do árbitro Collina que apitou a final da Copa. E que lições tirei? Foram várias. Se não, veja:

Ele é considerado o melhor árbitro que o mundo já teve;

Ele é “duro”, “rígido”, mas, principalmente, “justo” – segundo todas as crônicas especializadas;

Ele dificilmente erra – conhece as regras como ninguém;

Ele é simpático, sorridente... Vai até o jogador machucado e o ajuda a levantar-se. Sorri o tempo todo;

Sempre mostra o “apito” – símbolo de sua autoridade – ao jogador reclamão, mostrando que quem manda no campo é ele – o juiz;

Ele é feio...


E as lições?

1. A primeira lição é a de que ninguém pode ser considerado bom e excelente se não conhecer o que faz.(QUAL A FUNÇÃO DO COORDENADOR PEDAGÓGICO?) Assim, o conhecimento, o saber, é fundamental. Collina não engana, não se faz de bom. Ele é bom! Ele conhece profundamente as regras e como aplicá-las;


2. Dificilmente erra porque acompanha o jogo de perto. Está onde estão as jogadas (NA ESCOLA, NA SALA DE AULA) E NÃO NA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO). Tem preparo físico para isso. É presente. É atuante no local onde as coisas realmente ocorrem ( NO DIA-A-DIA DO PROFESSOR);



3. Ele é “duro” no cumprimento do seu dever. Não transige. Não brinca em serviço. Mas é, principalmente, “justo”. E essa é a sua principal qualidade. Mostrando o apito ao jogador que reclama ele mostra a sua autoridade em campo e coloca o jogador no seu devido lugar( ARTICULA SABERES, ORIENTA, MEDIA CONHECIMENTOS, ESCUTA ANGUSTIAS E QUESTIONAMENTOS);


4. E tudo isso com simpatia, sorriso, alegria, educação e cortesia! O que significa que para ser um dirigente ( COORDENADOR PEDAGÓGICO) competente e respeitado ninguém precisa ser grosso, mal educado. Quando ele vai até o jogador caído e o ajuda a levantar-se ele está mostrando que toda a sua autoridade não se compromete com a ajuda, com o auxílio, com a polidez. Pelo contrário. A sua autoridade e respeito aumentam com esses comportamentos elevados;

5. Me perdoe o próprio Collina, mas ele é feio de colocar medo em lobisomem. Careca, olhos esbugalhados. O que nos ensina que para ser líder, respeitado, ninguém precisa ser “bonito”. A sua falta de beleza é compensada milhares de vezes pela sua competência, pelo respeito, por tudo o que representa na sua profissão.

Agora pense em tudo isso e traga para nossa realidade como gente simples, PROFESSORES, COORDENADORES E DIRETORES PODEM ATUAR DE FORMA MELHOR. Pense nisso tudo para SUA ESCOLA, nossa organização e até nossa família. Temos esses atributos de sucesso que deram ao grande Collina o respeito do mundo inteiro? Somos competentes, disciplinados, comprometidos, polidos? Não é mesmo uma lição?

PARA COORDENAR UMA ESCOLA OU UM GRUPO DE PESSOAS PRECISAMOS SABER LIDAR COM A DIVERSIDADE, E ALÉM DISSO PRECISAMOS APRENDER A TRABALHAR EM EQUIPE.


"Uma equipe vencedora vencedora equilibra egos, ensaia com afinco as habilidades de cada colaborador, treina intensivamente o reconhecimento, incentiva uns aos outros com firmeza, zela pela satisfação e pela paz e, finalmente aposta no respeito e na transparência". GILBERTO WIESEL



O texto original encontra-se em:

http://psicologiaacupuntura.spaces.live.com/blog/cns!89DA7F81A0D18881!815.entry

9 de julho de 2009

COMO A ESCOLA PODE SOBREVIVER SEM O COORDENADOR PEDAGÓGICO?



Analisando o contexto educacional de muitas escolas, observa-se que aquelas que não possuem um coordenador pedagógico, geralmente possui ações didáticas e pedagógicas desarticuladas, projetos sem acompanhamento, alunos sem orientação, e professores sem supervisão. Um escola com ações desarticuladas, dificilmente consegue melhorar seus Indicadores Educacionais, estando sempre entre as piores escolas do país.

O sucesso do processo de ensino e aprendizagem depende da equipe, dos professores, do diretor, e do coordenador pedagógico.Comprovamos isso quando verificamos o resultado do ENEM ( exame nacional do Ensino Médio) , onde as 10 melhores escolas, possuem coordenador pedagógico, que realiza orientações pedagógicas com alunos e professores e promove reuniões com pais e mestres tentando discutir ações que de fato promova uma educação de qualidade. Das 10 melhores escolas do Brasil segundo o ENEM, somente uma é pública. Precisamos pensar em uma escola, que seja pública, que seja de qualidade, e que possa competir nos mesmos parâmetros com as escolas particulares. Mas será que é este o desejo dos governantes? Ter uma escola com uma equipe coesa, articulada, competente, critica, politizada, e que promova a emancipação social, econômica e política dos nossos alunos?

O Coordenador Pedagógico é o profissional que, na Escola, possui o importante papel de desenvolver e articular ações pedagógicas que viabilizem a qualidade no desempenho do processo ensino-aprendizagem. Coordenador Pedagógico é um orientador das práticas do professor, estimulando-o a adotar estratégias metodológicas diversificadas de ensino que mobilizem menos a memória e mais o raciocínio, além de outras competências cognitivas, potencializando a interação entre professor e aluno.

O Coordenador Pedagógico deve possuir conhecimentos gerais e específicos que lhe permitam desempenhar uma série de atividades que visam resultados como: a melhoria constante do processo de ensino-aprendizagem; o desenvolvimento e a implantação da Proposta Pedagógica, do Currículo Escolar e de Programas Educacionais, com foco em competências e habilidades; o crescimento profissional dos educadores, numa sistemática de educação permanente; a utilização de métodos/estratégias e recursos pedagógicos mais apropriados para o desenvolvimento dos educandos, bem como a adoção de outros procedimentos que os favoreçam nesse sentido.

FORMAÇÃO E ESPECIALIZAÇÃO:

Deve ter as habilidades e as competências profissionais que é indispensável para o cargo de Coordenador Pedagógico. (Formado em Pedagogia).

ATRIBUIÇÕES:

Coordena (organiza reuniões e encontros com pais, professores e alunos) e assessora os trabalhos pedagógicas da escola.

ACOMPANHAMENTO PEDAGÓGICO:

Acompanha os trabalhos realizados pelos professores individualmente e coletivamente em sala de aula. Avalia, Sugere e articula os projetos didáticos.

ORIENTADOR EDUCACIONAL:

Acompanhamento individualmente os alunos em suas dificuldades pessoais e escolares.

PARTE BUROCRATICA:

Desenvolve relatórios, diagnósticos e projetos. Deve organizar toda documentação por escrito (Atas).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Uma escola sem coordenação é como um barco sem leme, como um jardim sem flores, como uma orquestra sem maestro. O Coordenador Pedagógico é o orientador das práticas do professor ao promover oportunidades de reflexão sobre as estratégias adotadas, redefinindo-as, em conjunto, quando necessário. Orienta os alunos, quanto às dificuldades de aprendizagem, promovendo projetos e desenvolvendo atividades que favoreçam o desenvolvimento de novas habilidades e competências. Este profissional é indispensável no âmbito educacional, um coração saudável e forte que faz o conhecimento circular no corpo da escola, que bombeará saberes, promoverá discussões e articulará ações afirmativas, valores humanos, e como coração humano, fará com que a vida continue no corpo da escola. Como uma escola pode viver sem este profissional?

REFERENCIA BIBLIOGRÁFICA

ALMEIDA, Laurinha Ramalho e outros. O Coordenador pedagógico e o espaço da mudança. São Paulo: Cortez, 2001.

FAZENDA, Ivani Catarina. Conversando sobre interdisciplinaridade com coordenadores pedagógicos. O encontro em flor. In. A Academia vai à escola. São Paulo: Papirus,1995.

FAZENDA, Ivani Catarina. ( ORG) . Práticas interdisciplinares na Escola. São Paulo:Cortez, 1993.

PILETTI, N. Estrutura e funcionamento do ensino fundamental. São Paulo: Ática,1998.
http://www.udemo.org.br/RevistaPP_04_03OPapeldoProfessor.htm
http://www.acessonews.com/blog/3007/melhores-escolas-no-enem-2008/

http://www.gestaouniversitaria.com.br/index.php/edicoes/37-39/179-o-coordenador-pedagogico-e-o-universo-escolar.html

19 de março de 2009



A metáfora da Borboleta e a Psicopedagogia.

"Lembro-me de uma manhã em que eu havia descoberto um casulo na casca de uma árvore, no momento em que a borboleta rompia o invólucro e se preparava para sair. Esperei bastante tempo, mas estava demorando muito, e eu estava com pressa. Irritado, curvei-me e comecei a esquentar o casulo com meu hálito. Eu o esquentava e o milagre começou a acontecer diante de mim, a um ritmo mais rápido que o natural. O invólucro se abriu, a borboleta saiu se arrastando e nunca hei de esquecer o horror que senti então: suas asas ainda não estavam abertas e com todo o seu corpinho que tremia, ela se esforçava para desdobrá-las. Curvado por cima dela, eu a ajudava com o calor do meu hálito. Em vão. Era necessário um acidente natural e o desenrolar das asas devia ser feito lentamente ao sol - agora era tarde demais. Meu sopro obrigara a borboleta a se mostrar toda amarrotada, antes do tempo. Ela se agitou desesperada, alguns segundos depois morreu na palma da minha mão. Aquele pequeno cadáver é, eu acho, o peso maior que tenho na consciência. Pois, hoje entendo bem isso, é um pecado mortal forçar as leis da natureza. Temos que não nos apressar, não ficar impacientes, seguir com confiança o ritmo do Eterno."

Para Refletir


Esta pequena história nos faz pensar num dos aspectos do trabalho do psicopedagógico, ou seja, sobre o respeito ao aluno e às necessidades de aprendizagem de cada criança. A lagarta passa por um longo processo de transformação para virar borboleta e poder voar. A lagarta se alimenta muito para crescer. Este "alimenta-se para crescer" do ponto de vista da psicopedagogia são as experiências que a criança vai adquirindo em contato com as pessoas, os objetos e o mundo em geral. Há que se selecionar os "alimentos estímulos" mais apropriados para este crescimento. Depois, ao formar o casulo, a lagarta entra em repouso. Este tempo é necessário para que haja uma assimilação e uma acomodação das experiências, para que o sujeito as possa tomar como suas, fazendo e refazendo, como se construísse o seu casulo. Mas, há o tempo de sair do casulo e poder voar. Tempo de mostrar, de expressar, de comunicar. As formas de mostrar o que se sabe são variadas, às vezes são desenhos, ou são novas brincadeiras, ou, até novas perguntas. Só que cada lagarta tem seu tempo de casulo e seu tempo de ser borboleta. Não há como forçar e nem como acelerar os tempos, sem o risco de perdermos o vôo da borboleta! Precisamos aprender a observar nossos alunos, e acima de tudo respeitar o tempo de aprender de cada um.

18 de março de 2009



O Pedagogo em busca de uma Identidade Profissional

Já desenvolvi trabalhos sobre esta temática em
algumas cidades que temos núcleos da FACE –
Faculdade de Ciências Educacionais.





Percebe-se que a busca por uma identidade profissional, tem despertado vários pedagogos, no sentido de buscar um caráter cientifico e acima de tudo singular para a sua formação. Ser pedagogo é assumir um compromisso de ser cientista da educação, de entender e refletir constantemente com outras áreas do conhecimento sobre a necessidade de um olhar especifico sobre o ato de aprender. Aprendizagem é um processo e ocorre de diversas formas, e cabe ao pedagogo tomar conhecimento de forma cientista de como este processo ocorre, além de ter outras habilidades e competências profissionais. O mundo contemporâneo tem exigido um profissional capaz de atuar em diferentes áreas, e nesta perspectiva foram criadas e desenvolvidas diversas especializações na área educacional. Por exemplo:




  • Psicopedagogia Clinica


  • Psicopedagogia Institucional


  • Pedagogia Hospitalar


  • Pedagogia Ambiental


  • Pedagogia Empresarial


  • Neuropisicopedagogia


  • Orientação Educacional


  • Supervisão Educacional


  • Administração e Gestão da Educação


  • Coordenação Pedagógica


  • Consultoria Educacional


Existem oportunidades em escolas públicas e particulares, da educação infantil ao ensino superior para atuação pedagógica, porém existem alguns detalhes importantes para qualquer profissional.



1. Gostar do que faz;
2. Atualização constante. Estude, leia, Mova-se;
3. Faça a diferença;
4. Enfrentar desafios profissionais;
5. Cada um constrói o seu salário;

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