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1 de agosto de 2011

O ensino da tabuada na escola primária






O primeiro aspecto a ser destacado é o significado da tabuada. O que é uma tabuada? Uma lista de números? Operações? Contas de vezes? Multiplicação? Uma tabela de números?

A tabuada é um tipo especial de tabela, que no ensino primário está associada à memorização de fatos aritméticos e, em especial, dos fatos da multiplicação. É comum a associação do termo tabuada somente à tabela da multiplicação. Esquece-se, porém, de uma diversidade de outras “tabuadas”: adição, subtração, divisão, quadrados perfeitos, potências de 2.

As tábuas de logaritmos e as tábuas trigonométricas também são tabelas, ainda que, usualmente, as chamemos de “tábuas”. Estamos cercados por tabelas e, sem perceber, também por tabuadas. Numa padaria, perto de minha casa, por exemplo, tinha na parede uma tabela que, no fundo, não passava de uma tabuada do “0,35”; trinta e cinco centavos era o preço de cada pãozinho.
Pães – Preço Total

1 R$ 0,35
2 R$ 0,70
3 R$ 1,05
4 R$ 1,40
5 R$ 1,75

Cada vez que alguém pedia uma certa quantidade de pães, o padeiro, quase sempre anotava o valor total em um pedaço de papel sem o auxílio de qualquer recurso material, como o cálculo escrito ou uma calculadora. Tudo indicava que ele sabia alguns valores de cabeça ou, como dizia meu avô, “de cor”.

Em geral, nosso padeiro não consultava a tabuada da parede quando os fregueses pediam quantidades como 1, 2, 3, 4, 5, 6, 8, 10 ou 12 pãezinhos, pois se tratava dos pedidos mais comuns. Mas se alguém pedia 17 pãezinhos, nosso padeiro, que não tinha a obrigação de saber de cabeça quanto é 17 x 0,35, virava-se para a parede às suas costas e consultava a linha 17 para ver qual era o valor de 17 pãezinhos.

Se o freguês voltasse no dia seguinte e pedisse a mesma quantidade de pães, é provável que nosso padeiro repetisse a consulta. Talvez ele a consultasse novamente na terceira vez, mas, no quarto dia, logo que avistasse o freguês, poderia pensar “Lá vem o cara dos 17 pãezinhos”. Mas desta vez seu procedimento seria diferente: ele contaria e ensacaria os pães e anotaria o valor de R$ 5,95 diretamente no papel, sem precisar consultar a tabela. O que teria ocorrido? Tudo indica que nosso padeiro memorizou o fato numérico da 17ª linha da tabuada do “0,35”.

E por que memorizou? Porque necessitou, porque aquela operação esquisita 17 x 0,35 passou a ter significado na sua rotina diária. Ou alguém acha que ele levou a tabela para decorar em casa?

Muito provavelmente ele nunca mais precise consultar aquela tabuada de padaria, nem mesmo se alguém lhe encomendar 170 pães, que pode ser facilmente calculado quando se sabe o preço de 17, a não ser que um dia apareça alguém pedindo 43 pãezinhos. E lá vai nosso padeiro de volta à tabuada do 0,35.

Para que servem as tabuadas? Tabelas existem para serem consultadas, não para serem decoradas ou reconstruídas a cada momento. Tabuadas, como qualquer tabela, deveriam ser construídas e ensinadas para serem consultadas e, no âmbito escolar, se as atividades de construção e consulta forem significativas, é grande a probabilidade de a maioria dos alunos as memorizarem naturalmente, sem esforço ou cara feia. Dessa perspectiva, os fatos aritméticos da multiplicação tendem a ser apreendidos e internalizados pelos alunos, tal como já o fizeram com seus nomes e endereços e telefones de parentes e amigos.

Existe diferença entre decorar e memorizar ou significam a mesma coisa? Antes de responder a essa questão pense na seguinte história como metáfora: Dona Lílian foi contratada para ser secretária em uma escola. Dentre suas principais tarefas diárias está a função de telefonista. Durante um dia de trabalho, ela faz cerca de 80 telefonemas para diversos órgãos e pessoas: secretaria de educação, editoras, outras escolas, professores, contador, papelaria. Como funcionária nova, ela provavelmente não sabe de cabeça nenhum dos números telefônicos que terá que discar para fazer as ligações. O que você acha mais sensato? Ela leva a lista de telefones da empresa para casa e só depois de decorá-los começa a trabalhar para valer ou ela trabalha normalmente consultando a lista de telefones sempre que necessitar fazer uma ligação?

É claro que a primeira opção é absurda, improvável e inverossímil no mundo real do trabalho. Também é claro que o hábito e a rotina de ter que fazer telefonemas para um mesmo número contribui para que a funcionária memorize os números mais importantes. Em outras palavras, há memorização quando se recorre com certa frequência e ritmo a fatos e/ou informações em situações significativas que se enfrentam por desejo ou necessidade.

É isto o que desejamos para nossos alunos? Que decorem sem assimilar, sem entender? Que decorem hoje o que provavelmente vão esquecer amanhã? Não. Esse não é o objetivo de qualquer educador que se preze, seja ele construtivista ou não. E também não deve ser o desejo de pais, governantes e até mesmo dos alunos.

Miriam Mota Rodrigues é Coordenadora do Programa Matemática Descomplicada, da Planeta Educação, em Guaratinguetá, São Paulo.


10 de maio de 2011

Donald no país da Matemática: A Matemática de uma forma lúdica

Este desenho apresenta a Matemática de uma forma lúdica e divertida. Assista os 3 Vídeos que estão disponiveis no youtube. Pense nas possibilidades didáticas deste desenho. 


O Pato Donald, segurando um rifle de caça, passa por uma porta e descobre que ele entrou em um lugar chamado "País da Matemágica". Lá ele encontra árvores com "raizes quadradas", um rio com correnteza de números, e um lápis ambulante que lhe desafia para um jogo da velha (e ganha). Curiosamente, uma ave geométrica recita (incorretamente) os primeiros 15 dígitos de Pi. Logo, Donald ouve uma voz que se denomina "O Verdadeiro Espírito da Aventura", e que irá guiar Donald em sua jornada através do "País das Maravilhas da Matemática".

Pitágoras e música

Donald inicialmente não fica interessado no "Páis da Matetmágica", dizendo que a matemática é para "intelectuais". Então o "Sr. Espírito" sugere uma ligação entre a matemática e a música, alegando que sem os intelectuais não existiria a música, embora, Donald continue intrigado. Primeiramente, Donald descobre as relações entre as oitavas e o comprimento. Em seguida, Donald se encontra na antiga Grécia, onde Pitágoras e seus contemporâneos estão descobrindo essas mesmas relações. Pitágoras (com uma harpa), um flautista, e um tocador de contra-baixo tocam músicas juntos, e depois de alguns momentos Donald se junta a eles, usando um vaso como um tambor. A música de Pitágoras é, como explica o Espírito, a base da música de hoje.

O Pentagrama, a regra de ouro, e o retângulo de ouro

Depois de apertar a mão de Pitágoras, Donald encontra na palma de sua mão um pentagrama, o símbolo secreto da sociedade pitagórica. O Espírito então mostra Donald como a misteriosa regra de ouro aparece no pentagrama. Em seguida, é mostrado que o pentagrama contem o segredo para a construção do retângulo de ouro. De acordo com o Espírito, o retângulo de ouro tem influenciado tanto culturas antigas e modernas, em muitos aspectos.

Arquitetura e arte

Donald aprende que o retângulo de ouro aparece em muitos edifícios antigos, como o Parthenon e a Catedral de Notre Dame. E também que pinturas, tais como a Mona Lisa e várias esculturas contêm vários retângulos de ouro escondidos. A utilização do retângulo de ouro é encontrado ainda em arquitetura moderna, como os prédio da Sede da Organização das Nações Unidas em Nova Iorque.

O corpo humano e a natureza

O Espírito mostra a Donald como o retângulo de ouro e pentagrama, estão relacionados com o corpo humano e a natureza, respectivamente. O corpo humano contém "as proporções ideais" do número áureo; Donald tenta fazer o seu próprio corpo encaixar nessa proporção, mas os seus esforços são em vão, e ele só consegue se encaixar em um pentágono. Então é mostrado que o pentagrama e o pentágono podem ser encontrado em muitas flores e animais, tais como a petúnia, o jasmim estrela, a estrela do mar, a flor de cera, e as conchas do mar.

Jogos

Donald aprende que a matemática não se aplica apenas à natureza, arquitetura e música, mas também em jogos, incluindo xadrez, beisebol, futebol, basquete, amarelinha, e bilhar (Donald sugere também o jogo passa-anel, mas o Espírito não inclui essa opção). Temas do livro "Alice Através do Espelho" de Lewis Carroll estão espalhados por todo o cenário do tabuleiro de xadrez; o Espírito explica que próprio Lewis Carroll era um matemático além de escritor. A cena do jogo de bilhar, descreve os cálculos envolvidos no jogo como "sistema de retangulos", mas Donald nunca apreende totalmente como fazer os cálculos sozinho.
 Exercícios mentais

O Espírito sugere à Donald um jogo mental dentro de sua cabeça, mas ele encontra a mente de Donald totalmente desorganizada e confusa, com "ideias antiquadas", "conceitos falsos", "supertições" e "confusão". Após uma limpeza mental na cabeça de Donald, ele imagina um círculo e um triângulo em sua mente, e descobre que isso foi útil em invenções como a roda, o trem, a lupa, a furadeira, a hélice, e o telescópio.

Infinito e o futuro

Donald descobre que o pentagrama pode ser desenhado dentro de si mesmo infinitamente; mas o Espírito explica que não existe lápis suficientemente apontado, ou papel suficientemente grande para fazer desenhos tão pequenos, e que só na mente se pode conceber o infinito. O Espírito afirma que os conhecimentos científicos e tecnológicos são ilimitados, e as chaves para destrancar as portas do futuro é matemática. Ao final do filme, Donald compreende e reconhece o valor da matemática. O filme termina com uma citação de Galileu Galilei: "A matemática é o alfabeto com que Deus escreveu o universo".

Erros

Apesar deste ser um filme educativo sobre a matemática, um personagem recita incorretamente o valor de pi. Na cena o personagem fala a frase: "Pi é igual a 3,141592653589747, et cetera, et cetera, et cetera". O valor correto de pi (com a mesma quantidade de dígitos) é na verdade 3,141592653589793.

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