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14 de junho de 2011

Livro "Mamãe, como eu nasci?", escrito por Marcos Ribeiro Gerar muita polêmica em Recife: "O pênis do papai fica duro também?

O material foi distribuído para alunos do primeiro e segundo ciclo dos colégios, crianças com idade entre 6 e 8 anos Foto: Ed Ruas/Especial para Terra
O material foi distribuído para alunos do primeiro e segundo ciclo dos colégios, crianças com idade entre 6 e 8 anos

Um livro paradidático distribuído pela rede municipal de educação do Recife promete gerar muita polêmica. O vereador André Ferreira (PMDB), denunciou no plenário da Câmara a distribuição de uma obra cujo teor tem causando controvérsias entre os pernambucanos. No material distribuído para alunos do primeiro e segundo ciclo dos colégios, crianças com idade entre 6 e 8 anos, há diálogos como: "O pênis do papai fica duro também? Algumas vezes. E o papai acha muito gostoso" ou "Aqui é o seu clitóris, que faz as mulheres sentirem muito prazer ao ser tocado, porque é gostoso".

As ilustrações que acompanham os textos mostram, por exemplo, meninas e meninos se masturbando. "A verdade é que essa brincadeira não causa nenhum problema", "Mas não se esqueça: essa brincadeira, que dá uma cosquinha muito boa, não é para ser feita em qualquer lugar. É bom que você esteja num canto, sem ninguém por perto". Toda a polêmica está contida no livro: "Mamãe, como eu nasci?", escrito por Marcos Ribeiro com ilustrações de Bia Salgueiro.

O vereador André Ferreira, que é evangélico, disse ter sido procurado em seu gabinete por cerca de dez pais revoltados com a distribuição da obra e resolveu levar ao conhecimento dos seus pares na segunda-feira (26). "É um absurdo. Isso não pode ser feito pelo poder público sem ser discutido antes com os pais. Vamos convocar o secretário de Educação, Ministério Público, conselho tutelar, psicólogos e a associação de pais de alunos para saber como esse assunto pode ser abordado em sala de aula", avaliou o parlamentar.

André Ferreira pediu a suspensão imediata da distribuição do livro que integra o kit escolar das escolas municipais. De acordo com o vereador de oposição, ele ganhou o respaldo até dos governistas que concordaram se tratar de uma obra muito "agressiva" para crianças desta idade. "Não queremos que assunto deixe de ser tratado, mas não achamos coerente ser desta maneira", avaliou o peemedebista.

Diante da denúncia, a Secretária de Educação do Recife determinou o recolhimento dos 20 mil exemplares distribuídos pela rede escolar e orientou professores e diretores das escolas a pedir aos alunos a devolução dos livros.

Fonte:  http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI4403195-EI8266,00-Livro+de+educacao+sexual+distribuido+em+escolas+gera+polemica.html

Namoro no 'recreio' estimula e pode melhorar notas na escola

Esta reportagem esta no Portal Terra. Dei uma entrevista para a jornalista do Terra sobre Namoro na Escola.

Sobre a questão de namoro no ambiente escolar, acredito que a escola precisa discutir estas questões, como tantas outras questões que estão nas redes sociais e no ambiente escolar.

A Escola primeiramente é um lugar de estudo e aprendizagem, isso precisa ser reforçado e compreendido pelos jovens e adolescentes. Muitas das vezes é inevitável que os afetos existam, e os jovens e adolescentes comecem a namorar. Cada escola precisa criar uma forma de discutir estas questões com os jovens, impor limites, estabelecer regras e sempre buscar ouvir os estudantes. O diálogo é muito importante neste momento.

Não é liberar o namoro, mas pensar as relações pessoais. Levar o estudante a refletir sobre o que é mais importante naquele momento, e se o namoro não esta desviando seus objetivos e metas. Muitas das vezes, por não compreender direito certas questões, os estudantes terminam expondo-se afetivamente em um relacionamento durante o período escolar, e as paixões acabam interferindo no aprendizado.Estudar exigi disciplina, rigorosidade e dedicação e em muitos casos, alguns jovens não conseguem conciliar o namoro e o estudo, e o final disso tudo é a reprovação no final do ano letivo

Segue a Reportagem

  • Vitória Cardoso e Gustavo Gazzola afirmam que o namoro ajuda nos estudos. Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação
Selinho entre uma aula e outra e mãos dadas no recreio: pode? Para educadores, proibir o namoro entre colegas não funciona, já que a escola é o principal meio de socialização entre os adolescentes, e as "ficadas" são inevitáveis. Porém, os profissionais afirmam que liberar demais também não dá certo. Diálogo e limites são a resposta.

"Parece mentira, mas estamos numa época em que vários tabus já foram superados, mas o namoro na escola ainda não", diz Maria Helena Vilela, presidente do Instituto Kaplan, que orienta escolas públicas e particulares na educação sexual dos alunos. Segundo Maria, a maioria das escolas proíbe o namoro nas imediações do colégio, mesmo assim as "ficadas" continuam acontecendo nos ambientes de estudo. "As coordenações dizem que proíbem o namoro, mas não avisam os alunos. Eles nunca conversam com os estudantes sobre isso. Então, eles acabam fazendo o que querem", explica.

Escolas punem sem ensinar
 
Maria conta que, mais de uma vez, presenciou alunos se beijando na escola e, em seguida, recebendo suspensão da direção escolar. "Eles ficam sem saber por que estão sendo punidos. Ou seja, a escola só toma uma atitude em relação a isso quando um fato acontece. Punem sem ensinar", afirma. Para ela, o diálogo e o estabelecimento de limites são as únicas respostas possíveis. "Também não dá para liberar demais, os adolescentes ainda não estão prontos para saberem sozinhos até onde podem ir com os carinhos em público".

O coordenador pedagógico de uma escola pública da Bahia, Silvano Sulzart, afirma que a conversa entre a instituição e os alunos aconteceu de forma aberta. Segundo ele, a direção deixou claro que o namoro era proibido em ambiente de estudo, pois isso poderia desviar o foco do conteúdo ensinado. "Alguns jovens não estão preparados para conciliar namoro e estudo, e acabam canalizando todo o foco para a pessoa com quem estão ficando", conta.

A gente matava aula para poder namorar

Felipe Malbergir, 18 anos, começou a namorar Bruna Guidoni, também 18, quando ambos tinham 15 anos e dividiam a sala de aula do primeiro ano do ensino médio em um colégio de São Paulo. Malbergir, que se formou no terceirão no ano passado, conta que, durante três anos, o inspetor da escola era a "pedra no sapato" do casal. "Podia namorar no recreio, mas não muito. Quando a gente começava a se beijar demais, o inspetor chamava nossa atenção", diz. Hoje, já estudante de um cursinho pré-vestibular, ele reconhece que o namoro atrapalhou um pouco os estudos sim. "A gente matava aula pra poder namorar", diverte-se.

Apesar disso, Sulzart, que também atua como professor de pedagogia na Universidade Estadual da Bahia (Uneb), não acha que a proibição seja a melhor saída. "É comprovado: tudo que é proibido os alunos sentem mais vontade de fazer, e eles fazem. Começam a se beijar escondido, por exemplo. Na minha opinião, deve existir uma liberação moderada, mas o colégio deve deixar claro para o aluno que beijo não pode, mas andar de mãos dadas sim, por exemplo", diz.

Maria concorda. Para ela, a proibição também é um desvio de foco, uma vez que os alunos podem começar a pensar em formas de burlar as regras, como o exemplo de Felipe e Bruna que matavam aula para namorar. Porém, a liberação sem limites, diz, atrapalha os estudos. "Se os alunos ficarem abraçados e se beijando durante a aula, por exemplo, eles obviamente não estarão concentrados, e inclusive vão estar desviando o foco dos outros colegas", observa.

Namoro pode melhorar notas

A pedagoga explica que o ideal é conversar com os estudantes que já estão em fase de namoro e explicar que trocas de afeto só podem acontecer no intervalo e de forma moderada. "Isso é saudável e pode ajudar os alunos a se sentirem mais estimulados. Os jovens têm o costume de querer ajudar a pessoa que gostam e se mostrarem inteligentes, as notas podem melhorar", afirma.

Ou seja, se os limites estão claros para os adolescentes, defende Maria, é possível que o namoro contribua para os estudos. É o que acontece com Vitória Cardoso e Gustavo Gazzola, ambos com 16 anos. A menina passou a ajudá-lo assim que o namoro começou. Segundo a porto-alegrense, que está no segundo ano do Ensino Médio, Gustavo é um pouco desorganizado, e a relação entre os dois fez com que pudessem estudar e fazer trabalhos juntos. "Um ajuda o outro, é bem legal", diz, contando que, durante as aulas, os dois não sentam perto um do outro para não se distraírem. "No recreio, ficamos juntos, mas nunca nos beijamos ou nos abraçamos demais. A escola não deixa, e nós também não achamos legal. Tem crianças mais novas que ainda não sabem lidar com isso", conta.

Pedidos de namoro na sala de aula viram hit no Youtube

Ao colocar as palavras pedido, namoro e colégio na ferramenta de busca do Youtube, mais de 1,7 mil vídeos aparecem. Pedir alguém em namoro na sala de aula, registrar o momento e depois postar online para que todos os amigos possam ver virou moda entre os adolescentes.

Entre as tantas opções, alguns se destacam com recorde de views, chegando a atingir mais de 30 mil exibições. Em um deles, um estudante vai para a frente da sala apresentar um trabalho de artes no Power Point. No primeiro slide, quatro palavras vão tomando conta do projetor aos poucos: "Bianca, quer namorar comigo?". A turma inteira grita e Bianca vai para a frente da sala para aceitar o pedido e abraçar o novo namorado. Quando os dois começam a se beijar, logo se escuta um "psiu" da professora. "Deu, né?", diz ela no vídeo.

Mariana Senabio, 17 anos, postou na internet um vídeo de quase cinco minutos no qual aparece homenageando o namorado, Fabrício Alcaras, da mesma idade, no recreio do colégio Adalgisa de Barros, em Várzea Grande (MT). "Eu li 17 páginas de uma carta de amor que fiz para ele no meio do recreio. Queria fazer uma homenagem no dia do aniversário dele. Todo mundo parou para ver. Os professores adoraram, e ele também, apesar de ter sentido vergonha", conta a menina.


13 de maio de 2011

Os alunos podem ou não namorar na escola? Poste a sua opinião ...e ai?



As regras existentes nas instituições educacionais são feitas para tornar saudável a convivência entre alunos, professores e funcionários. O difícil é encontrar um ponto de equilíbrio que respeite a posição de todos os envolvidos. Ainda mais quando se discute a permissão para o namoro nos pátios e corredores da escola.A expressão da sexualidade é natural em todas as idades, mas torna-se mais intensa quando se trata de adolescentes. Beijos e abraços também fazem parte dessa manifestação, mas podem gerar constrangimentos. A polêmica está relacionada aos limites da vida social. O que se pode ou não fazer quando se está em lugares públicos? Quais os limites das liberdades individuais? Tanto a liberalidade desmedida quanto a repressão podem gerar problemas. Então, afinal, o namoro deve ou não ser permitido dentro da escola?

SIM


— Acho normal ver os alunos trocando beijos e andando de mãos dadas pelos corredores. A essência do processo educacional acontece nas classes e nas atividades curriculares. Fora disso os jovens são livres e precisam de espaço para outras coisas, como namorar. Nosso papel é orientá-los quanto aos limites e passar os conteúdos de educação sexual. No entanto, em casos extremos, devemos conversar com os envolvidos. Francisco Pinheiro é diretor da Escola Municipal Antônio Diogo de Siqueira, em Fortaleza

 

NÃO


— A escola definitivamente não é um lugar para relacionamentos amorosos. Nosso regimento contempla essa questão e proíbe até mesmo que os alunos andem de mãos dadas. Essa orientação, que hoje está estampada na agenda dos estudantes, foi fruto de uma decisão tomada há cinco anos por toda a comunidade. Quem a desrespeita é advertido oralmente. Temos consciência de que, se liberarmos um pouco, a coisa pode descambar. Antônio Oscar da Silva é diretor da Escola Estadual Alcebíades Calhão, em Cuiabá

TALVEZ


- As escolas não precisam proibir nem permitir. O jovem deve saber qual atitude é adequada a cada situação. Em geral a proibição torna o ilegal mais atraente. Só que liberar dificulta a decisão sobre o limite aceitável. O melhor é estimular a reflexão em vez de castigar ou dar lições de moral. Comparações também ajudam, mostrando que em alguns lugares, como no ambiente de trabalho, esses comportamentos não são aceitos. Tânia Zagury é doutora em educação e autora do livro Limites sem Trauma 


Fonte: Revista Nova Escola

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