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27 de outubro de 2011

Capitães da Areia - Filme baseado no Romance de Jorge Amado



Em Capitães da Areia temos a "cidade alta" como cenário principal. Pedro Bala é o chefe de um grupo de jovens arruaceiros que roubam para sobreviver. Nunca ninguém havia mencionado em literatura este bando de jovens que engenhosamente desafia as autoridades, roubando a classe privilegiada e dividindo o produto do roubo entre os seus camaradas subnutridos. 

Embora claramente uma obra de protesto "Capitães da Areia" não se vale de ocas figuras centrais que se limitem a expor determinadas filosofias, tampouco marcas negativas. Ao contrário todas principais personagens, como as secundárias mais significativas, são bem desenvolvidas, ainda que um tanto sentimentalmente capazes mesmo de combater com excessivo preconceito do narrador onisciente. 

Os personagens são em sua maioria masculinos, e dentre eles, Pedro Bala, cuja agilidade sugerida pelo apelido, merece especial atenção - Sem Perna, Pirulito, O Professor são os mais destacados: Ainda temos no grupo João Grande, Volta Seca, Boa Vida muito bem configurados pelos seus apelidos baseados na aparência física.Dora é a única figura feminina merecedora de destaque, pois ela passa a assumir o referencial feminino da família, a mãe.Para alguns ela é uma mãe, para outros uma irmã, e para Pedro Bala uma namorada. Voltando a Pedro Bala, suas valentes façanhas de jovem capitão de enjeitados a organizador comunista dão margem a uma curiosa interpretação. 

Ele e seu bando vivem e agem como muitos jovens nas mesmas circunstâncias. Estes jovens enfrentam o Governo, moram escondidos e garantem o Pão roubado dos ricos.

Os Capitães da Areia se mostram bastantes envolvidos e respeitadores do folclore e religião da Bahia.
Ao mesmo tempo que eles se relacionam bem com o padre José Pedro, eles se dão bem com a Mãe de Santo D. Aninha. Envolviam-se no candomblé, capoeira e respeitavam a igreja.

A justiça se mostrava indiferente ao Capitães da Areia só se preocupando com eles quando roubavam alguém importante! Aí eles eram perseguidos.

A igreja também não se mostrava preocupada com os Capitães da Areia. Apenas o padre José Pedro se interessava em ajudá-los.

A impressa fazia o papel de porta-voz de problemas relacionados aos Capitães da Areia; mas o espaço era sempre e mais destacados quando o material era para acusá-los.

Personagens

Pedro Bala

Era um jovem loiro de 15 anos, que tinha um corte no rosto. Era o chefe dos Capitães da Areia, ágil, esperto, respeitador e sabia respeitar a todos. Saiu do grupo para comandar e organizar os Índios Maloqueiros em Aracaju, desejando com líder do grupo Barandão. Depois disso ficou muito conhecido por organizar várias greves, como perigoso inimigo da ordem estabelecida.

Professor

Era um garoto magro, inteligente, calmo e o único que sabia ler no grupo. O professor era quem planejava os roubos dos Capitães da Areia. Depois de muito tempo aceitou um convite e foi pintar no Rio de Janeiro.

Gato

Era o mais bonito e mais elegante da turma. Tinha em caso com Dalva mulher das noites que todo o dia ia vê-la. Participava dos planos mais arriscados e era muito malandro e esperto. Tempos depois foi embora para Ilheús tentar a sorte.

Sem Pernas

Era um garoto pequeno para sua idade, coxo de uma perna, agressivo, individualista. Era quem penetrava nas casas de família fingindo ser um pobre órgão com o objetivo de descobrir os lugares da casa, onde ficavam os objetos de valor depois fugia e os Capitães da Areia assaltavam a casa. Seu destino foi suicidar-se atirando-se do parapeito do elevador Lacerda, pelo ódio que nutria pela polícia baiana.

João Grande

Era um negro alto, forte e burro. Era também o defensor dos menino pequenos do grupo. Era figura importante no grupo, e realizava os mais audaciosos furtos ao lado de Bala, seu destino foi se mandar como ajudante num navio.

Pirulito

Era magro e muito alto, um cara seca, meio amarelado, olhos fundos, boca rasgada e pouco risonha. Era o único do grupo que tinha vocação religiosa apesar de pertencer ao Capitães da Areia. Quando parou de roubar, para sobreviver vendia jornais, seu destino foi ajudar o padre José Pedro numa paróquia distante.

Boa Vida

Era mulato troncudo e feio, o mais malandro do grupo, e sabia tocar violão, também participava dos principais roubos do grupo. Seu destino foi virar um verdadeiro malandro, que vivia a correr pelos morros compondo sambas.

Volta Seca

Era um mulato sertanejo, afilhado de Lampião que odiava a polícia. Seu destino foi ir para o Nordeste na rabada de um trem, até entrar no grupo de Lampião e virar um cangaceiro destinado.

Dora

Tinha treze para quatorze anos, era a única mulher do grupo e se adaptou bem a ele. Era uma menina muito simples, dócil, bonita, simpática e meiga. Conquistou facilmente o grupo com seus cabelos lisos. Seus pais haviam morrido de alastrine e ela ficou sozinha no mundo com seu irmão pequeno. Tentou arrumar emprego, mais ninguém queria empregar filha de bexiguento. Aí ela encontrou João Grande e professor que a chamaram para morar no Trapiche, e logo ela já era considerada por todos como uma mãe, irmã e para Bala uma noiva. Ela participava dos roubos com os outros meninos. Morreu queimando de febre.

Espaço

A narrativa se desenrola no Trapiche (hoje Solar do Unhão e o Museu de Arte Moderna); no Terreiro de Jesus (na época era lugar de destaque comercial de Salvador); onde os meninos circulavam na esperança de conseguirem dinheiro e comida devido ao trânsito de pessoas que trabalhavam lá e passavam por lá; no Corredor da Vitória área nobre de Salvador, local visado pelo pelo grupo porque lá habitavam as pessoas da alta sociedade baiana, como o comendador mencionado no início da narrativa.

Tempo

A obra apresenta tempo cronológico demarcado pelos dias, meses, anos e horas conforme exemplificam os fragmentos: "É aqui também que mora o chefe dos Capitães da Areia, Pedro Bala. Desde cedo foi chamado assim, desde seus 5 anos. Hoje tem 15 anos. Há dez anos que vagabundeia nas ruas da Bahia."
O tempo psicológico correspondente às lembranças e recordações constantes na narrativa.
A fala de Zé Fuinha (...) "Quando terminaram, o preto bateu as mãos uma na outra, falou:
- Teu irmão disse que a mãe de você morreu de bexiga...
- Papai também...
- Lá também morreu um...
- Teu pai?
- Não. Foi Almiro um do grupo."

Foco Narrativo

A obra "Capitães da Areia" é narrada na terceira pessoa, sendo o autor, Jorge Amado, o narrador apenas o expectador. Ele se comporta, durante todo o desenvolvimento do tema, de maneira indiferente, criando e narrando os acontecimentos sem se envolver diretamente com eles.

23 de agosto de 2011

Soldiers Surprising Their Loved Ones : Nós somos assim - Emoções


Nick Vujicic - Uma histária de Superação - Vale a pena ver ...







O testemunho de Nick Vujicic

Meu nome é Nick Vujicic e dou graças à VIDA porque meu testemunho tem tocado milhões de corações ao redor do mundo. Nasci sem extremidades e os médicos não encontram uma explicação científica para este “defeito” de nascimento. Como você pode imaginar, tenho encarado muitos câmbios e obstáculos.

“Considerem com alegria, todos aqueles problemas de diferentes tipos que tenham que enfrentar.”

Contar a nossa dor e tristeza simplesmente como fonte de alegria?

Na manhã de 4 de dezembro de 1982 em Melbourne (Austrália), nasci; meus pais não tiveram advertência nem tempo de se preparar para isto. Os médicos estavam atônitos e não tinham respostas para nada.

Não existe uma razão médica de porque isto aconteceu. Agora tenho um irmão e uma irmã que nasceram perfeitamente, como qualquer bebê.



Todos souberam do meu nascimento e meus pais estavam totalmente devastados. Todos se perguntavam: por quê? Meu pai pensou que eu nem sobreviveria muito tempo, mas os exames revelaram que eu era um bebê muito saudável, a exceção da falta de extremidades. Obviamente, meus pais estavam consternados e tinham muito medo do tipo de vida que eu teria que enfrentar.

A lei em Austrália não permitia que eu me integrasse numa escola comum devido a minha incapacidade física. Deus milagrosamente deu a minha mãe a força necessária para brigar porque esta lei fosse mudada. Fui um dos primeiros estudantes incapacitados que foram integrados às escolas comuns.

Eu gostava de ir à escola e simplesmente tentava viver como todos os outros, mas em meus primeiros anos de escola tive que enfrentar momentos de rejeito e burlas devido à minha diferença física. Era muito difícil para eu manejar isto, mas com a ajuda dos meus pais comecei a desenvolver aptidões e valores que me ajudaram a sobrelevar essa época de câmbio. Sabia que eu era diferente por fora, mas no meu interior era exatamente igual aos outros.

Houve muitas ocasiões em que me sentia decaído e não queria ir à escola para não ter que enfrentar aquela atenção negativa. Meus pais me deram a força necessária para ignorar aos que me maltratavam e para tentar fazer amigos simplesmente falando com meus coleguinhas. Logo assim, os estudantes entenderam que eu era como eles e Deus me abençoou com novos amigos.

Houve momentos em que caía na depressão e na raiva porque não podia fazer nada por mudar meu físico. Pensava que de todas as crianças na escola, eu era o único assim e cheguei até pensar em terminar com minhas penas e minha vida. Dou graças a Deus por meus pais e minha família, que estiveram sempre aí para me consolar e me dar força.

Para compensar meus problemas emocionais, de auto-estima e solidão, Deus me premiou com a emoção de compartilhar minha historia e experiências para ajudar a outros a enfrentar os câmbios nas suas vidas e permitir a Deus que os convertesse em abençoes, fortalecer e inspirar a outros a viver utilizando seu potencial ao máximo e a não permitir que ninguém impeça continuar no caminho para atingir suas esperanças e sonhos.

Agora eu tenho 21 anos e terminei meus estudos de Comercio, Planificação Financeira e Contabilidade. Sou conferencista motivacional e amo viajar e compartilhar minha historia e testemunho em quantas oportunidades se apresente. Tenho oferecido conferencias para animar e fortalecer a estudantes sobre tópicos que afetam aos jovens de hoje. Também sou conferencista no setor corporativo.

Apaixona-me chegar aos jovens.

Tenho muitos sonhos e metas por atingir na minha vida. Eu quero ser o melhor mensageiro do Amor e a Esperança, me transformei num conferencista inspirador internacional e ser convidado por agrupações. Eu quero ser independente financeiramente aos 25 mediante inversões, para modificar um carro e poder manejá-lo, e ¡ser entrevistado no “Oprah Winfrey Show” para contar minha historia! Escrever muitos livros que sejam best-sellers é um dos meus sonhos e espero terminar o primeiro a final deste ano, com o título: “No Arms, No Legs, No Worries!” (Sem braços, sem pernas, sem preocupações).

Acredito que se você tem a decisão e a paixão para fazer algo, conseguirá fazê-lo no tempo correto. Como humanos, ¡continuamente nos pomos limitações sem nenhuma razão! O pior é pôr limites.

O único verdadeiro é que, se queremos fazer algo, o faremos.

Sabe de quantas coisas seremos capazes? E você? Ainda tem coragem de reclamar de sua vida agora?

Vídeos para se Emocionar: Curta - História Trágica com o Final Feliz


Há pessoas que são diferentes. E tudo o que desejam é serem iguais aos outros, misturarem-se deliciosamente na multidão. Há quem passe o resto da vida lutando para conseguir isso, negando ou tentando abafar essa diferença. Outros assumem-na e dessa forma elevam-se, conseguindo assim um lugar… no coração.




“História Trágica com final feliz” é a segunda curta-metragem de Regina Pessoa.  O reconhecimento internacional já rendeu a Regina Pessoa muitos prémios, mas o mais importante é sem dúvida no Festival de Annecy, considerado o “Cannes” do cinema de animação. Este filme tornou-se no filme português mais premiado de sempre.

14 de agosto de 2011

Filme - Quem somos nós - Resenha

 
 
 
O filme "Quem somos nós" faz uma aproximação entre física quântica e metafisica, pensando as possibilidades da realidade e as conseqüências das novas descobertas científicas para questões existenciais.

Chama-nos a atenção o fato de a fisica recente lançar questionamentos da ordem do real, reconhecendo a contingência e o grande papel das possibilidades. De fato, o estudo das partículas sub-atômicas aponta para o paradoxo espaço-temporal de um mesmo objeto estar em dois lugares ao mesmo tempo. Passando da ordem sub-atômica para uma realidade mais abrangente, perguntamo-nos o quanto há de contingente mesmo nas possibilidades da vida.
 
 
 

Outro fator relevante levantado pelo documentário é a importância do observador. Enquanto um átomo não é observado, ele é um feixe de possibilidades, mas quando há um observador, ele assume apenas uma forma. A realidade não é, portanto um dado puramente externo, como pensava a física clássica, mas uma construção do sujeito, como já apontavam os filósofos da mente.

Assim, questionamos também uma visão determinista ou fatalista da vida, e, com argumentos da própria ciência, aproximamo-nos do existencialismo que devolve ao homem a possibilidade de dar forma à sua vida através da sua liberdade ontológica. O ser humano, enquanto sujeito, é o grande ator e responsável pelo que ocorre a ele mesmo.

Do ponto de vista religioso, a constatação da constante interação entre tudo o que existe, seja no nível das partículas sub-atômicas, seja no nível da interligação dos eventos, pode dar uma certa sustentação à espiritualidade. No filme, essa religiosidade aproxima-se do zen-budismo e, às vezes, beira ao panteísmo. Mas o importante é demonstrar que a existência de Deus não precisa ser necessariamente um perigo para a razão, podendo até mesmo beneficiar essa visão globalizadora.

Além da física, o filme discute a neurociência e a biologia humana, mostrando como para o corpo, não há diferença entre um experiência real e um sonho ou fantasia. Ou ainda como podemos nos acostumar com a realidade tal qual a experimentamos uma primeira vez, dificultando novos níveis de compreensão e vivência. Uma nova experiência pode ser tão desconcertante que escapa aos sentidos imediatos. 
 
As sensações, além disso, causam uma descarga de hormônios, enzimas, ligações neurais que são assimiladas pelo corpo/cérebro. Quanto mais nos expomos a algumas situações, mais nosso corpo se adapta a elas e nos tornam "viciados" nelas. O mesmo ocorre quando evitamos outras experiências, às quais nosso corpo toma-se menos apto. Daí a importância dos sentimentos: as palavras e o pensamento têm um poder real sobre os acontecimentos e sobre nós mesmos.

É um filme interessante não só pela curiosidade como pela interdisciplinaridade. Os especialistas podem considerá-to até um pouco superficial, mas ele atinge o objetivo: populariza a física quântica e a filosofia, faz refletir sobre nosso papel no mundo e ajuda­-nos a nos conhecermos melhor. 
 
 

18 de julho de 2011

Harry Potter e as Relíquias da Morte: Use a magia a favor do aprendizado



Com uma narrativa que prende o leitor do começo ao fim, o livro surpreende pela sua narrativa e pelo modo como a autora conduziu até o fim uma das histórias mais lida da atualidade.

Segundo Leilane Soares “As Relíquias da Morte” tem como cenário a volta de Lord Voldemort e seus seguidores, o que torna cada virada de página uma expectativa sobre qual será o próximo passo de Harry e seus amigos e o que os espera quando finalmente chegam ao seu destino. Mas mesmo em meio a tanto suspense e adrenalina, J.K. Rowling é capaz de nos surpreender ao colocar um evento tão corriqueiro e normal quanto o casamento de Gui e Fleur. Pelas poucas páginas que antecedem o acontecimento e durante a cerimônia em si, quase esquecemos o que realmente está acontecendo no mundo bruxo e a dimensão que isso pode ter para o mundo trouxa.

Cyntia Costa, relata no site Educar para Crecer, que em 2008, Harry Pottter e Bela, a protagonista da série Crepúsculo, passaram a acompanhar cerca de 3,3 milhões de estudantes da rede estadual paulista. Os livros das duas séries passaram a fazer parte das salas de leitura de 4.200 escolas de 5ª a 8ª do Ensino Fundamental e de Ensino Médio do estado de São Paulo. O objetivo é despertar o interesse pela leitura por meio dos maiores sucessos para adolescentes. Outra experiência com Harry Potter aconteceu nas bibliotecas públicas de Maringá (PR), também no ano passado. "Como tínhamos grande dificuldade em atrair alunos para a biblioteca, especialmente após o 5º ano, quando a leitura ganha um peso maior de obrigatoriedade, decidimos optar por um trabalho com essa série usando esse livro", conta Fernanda Mecking, coordenadora dos projetos de leitura da Secretaria de Cultura da cidade. 

"No primeiro encontro, usamos o chapéu seletor, elemento presente no livro, para dividir os alunos em casas. Desenvolvemos, então, atividades lúdicas, baseando-nos nas ideias de aula de bruxaria e utilizando a música do filme. Passaram-se meses, e os alunos não queriam mais parar".

Embora a experiência tenha sido um sucesso, Fernanda lamenta que esse frisson coletivo não seja frequente, pois outras tentativas de projetos de leitura não foram tão bem-sucedidas. "No ano anterior, tentamos abordar peças gregas e de Shakespeare, mas o quórum não foi o mesmo. Bolamos um jogo superinteressante de tabuleiro, com os deuses do Olimpo e outras personagens", lembra.

Para Luciana Fleury é possível usar essa história mágica para falar de assuntos que vão muito além da magia. "Harry Potter é uma obra que encanta pessoas de todas as idades. Estimula a imaginação das crianças e permite que os adultos façam relações profundas com o mundo real", diz a professora Ana Cláudia Munari, autora da tese de doutorado "Do leitor invisível ao hiperleitor: uma teoria a partir de Harry Potter" (PUC-RS).
 


Fonte: 

http://cinemacomrapadura.com.br/colunas/livros-e-cinema/215987/livros-setimo-harry-potter-tira-o-folego-e-da-adeus-a-saga-de-j-k-rowling/

http://mdemulher.abril.com.br/blogs/jogo-rapido-educacao/ideias-nota-10/use-a-magia-de-harry-potter-a-favor-do-aprendizado/

http://educarparacrescer.abril.com.br/leitura/7-ideias-aproveitar-harry-potter-633708.shtml


26 de junho de 2011

Documentário a história das coisas de Annie Leonard: Faça algo pelo seu planeta

As pessoas vivem e trabalham em todas as etapas do sistema.

A autora relata  sobre o poder de decisão que deveria ser de partida do governo, onde o governo deveria ser das pessoas, pelas pessoas e para as pessoas. Porém hoje vemos que as corporações crescem cada vez e mais e quando olhamos para as corporações e vimos que elas se parecem maior do que o governo é por que elas SÃO maiores que o governo.



Segundo o documentário, hoje entre as 100 maiores economias da terra 51 são corporações. Conforme as corporações foram crescendo nao só em tamanho mas também em poder nós podemos observar uma certa mudança do governo, pois eles se mostram mais preocupados com o bem-estar deles quando a preocupação deveria ser nada mais nada menos do que nós ou com qualquer outro cidadão.

Hoje podemos observar que estamos ficando cada vez mais sem os nossos recursos naturais, isso por que tiramos arvores, matamos animais, consumimos agua em coisas que nao são de tanta necessidade e cavamos cada vez mais à procura de metais, e segundo a autora do documentário isso nada mais é do que a  "utilização demasiada".

Na verdade o problema não é utilizar demasiadamente, e sim utilizar algo além do que nos é permitido, pois, ao utilizar algo demasiadamente significa que estamos utilizando algo que é do outro. Quem é o outro? com certeza  será os nossos filhos, netos e principalmente bisnetos. ou seja estamos destruindo um planeta que seria utilizado por muitas outras gerações.

Por falar em PLANETA a autora também relata que segundo algumas pesquisas nos E.U.A. já restam apenas 4% de floresta original, e que 40% das aguas já estão improprias para consumo, se todos  deste planeta fossem nesse aspecto igual aos Estados Unidos  nós precisariamos de uma média de 3 a 5 planetas e sabe o que mais nos assusta? É que infelizmente nós só temos um planeta com a a riqueza que a terra tem, Então vamos pensar em tudo que nos fora dito e perguntemos a nós mesmos...

O que eu posso fazer?

Como posso ajudar?

responda essas perguntas para voce mesmo e faça algo pelo seu planeta,o planeta de seus filhos e o planeta dos filhos dos filhos de seus filhos.


"esse resumo foi baseado nas idéias de "Annie Leonard" no documentário a história das coisas".


11 de junho de 2011

Filme "Eu não quero voltar sozinho": a história de um garoto cego que se descobre apaixonado

Premiado em festival, filme com temática homossexual é censurado em projeto educativo

 

 O filme mostra a história de um garoto cego que se descobre apaixonado por um novato da escola

 


Um cuta-metragem com temática homossexual foi proibido em um programa educativo do estado do Acre, depois de causar polêmica nas escolas. Escolhido melhor filme pelo júri e pelo público do Festival de Paulínia em 2010, o curta de Daniel Ribeiro fazia parte do Cine Educação, programa que busca trazer a arte para a sala de aula. 


O filme mostra a história de um garoto cego que se descobre apaixonado por um novato da escola. O curta foi exibido em um colégio em Rio Branco, capital do Acre, e acabou chegando ao conhecimento de líderes religiosos da região, que segundo o diretor e a produtora Diana Almeida pressionaram políticos do estado para cancelar o programa Cine Educação, realizado em vários estados através de parcerias com secretarias e com a Cinemateca Brasileira. 


“De forma arbitrária, em uma república federativa cuja Constituição atesta um Estado laico, a sociedade está sendo privada de promover debates. Como pretendemos que adolescentes consigam respeitar a diversidade e formem-se cidadãos lúcidos, pensantes e ativos se informação, arte e cultura (sem qualquer caráter doutrinário) lhes são negadas?”, questionam o diretor e a produtora, em nota divulgada pelo "Cineclick".


2 de junho de 2011

Filmes para o São João: Seleção de filmes caipiras com diferentes abordagens

Em clima de Festa Junina, veja uma seleção de filmes caipiras, com diferentes abordagens:


CORAÇÃO LOUCO
Em um ambiente em que caipira é ‘country’, a ex-celebridade Bad Blake (Jeff Bridges) – cantor que faz pequenos shows pelo país – vive o drama do alcoolismo e só se apresenta para pequenos públicos, basicamente boêmios embreagados. Até que surge a oportunidade de um grande show. Para isso, o músico terá que lidar com o seu orgulho.
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A FAMÍLIA BUSCAPÉ
Nessa inesquecível comédia, conhecemos a história de uma família que se torna milionária ao descobrir (sem querer) uma fonte de petróleo. Com a recém-conquistada fortuna, os caipiras mudam para Beverly Hills. Nesse contraste entre a vida no campo e na cidade, eles vivem situações engraçadas e divertidas.
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2 FILHOS DE FRANCISCO
Zezé Di Camargo & Luciano formam uma das maiores duplas sertanejas da história musical do país. Por conta dos milhões de fãs, o filme-biografia já nasceu com grande expectativa. Nos cinemas, tornou-se sucesso de bilheteria, apresentando para os espectadores uma trama envolvente e bem produzida.
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O MENINO DA PORTEIRA
‘Toda vez que eu viajava pela Estrada de Ouro Fino, de longe eu avistava a figura de um menino’ (trecho da música ‘O Menino da Porteira’). O longa, homônimo à canção de Sérgio Reis, trata desse garoto. Na trama, o cantor interpreta um boiadeiro que luta contra o  despotismo de um grande fazendeiro da região.
Se o tema são filmes caipiras, é impossível não lembrar de um nome em especial. Essencial na história da TV, do teatro e do cinema brasileiro, o ator e cineasta Amácio Mazzaropi conquistou o país com seu trabalho.
Relembre alguns trabalhos:

1959
Com seu pequeno rancho ameaçado por latifundiários da região, o preguiçoso Jeca terá que usar sua esperteza para reverter a situação. Nessa homenagem de Mazzaropi a Monteiro Lobato, é tratada figura do homem do campo e sua inocência, em paralelo com grandes questões como a desigualdade e a reforma agrária.

1961
Durante a eleição, dois políticos disputam o mesmo cargo, e Jeca se torna cabo eleitoral no campo. A trapalhada começa quando o caipira acaba trabalhando para os dois. Esse foi o primeiro filme colorido do cineasta.

1965
O conservadorismo de um pai de família acaba levando seus filhos à loucura. Porém, tudo muda quando ele sofre um ataque cardíaco e passa a viver como um jovem novamente.

1967
Um senhor de terras torna-se responsável pela filha de um de seus colonos, cuidando dela como se fosse seu pai. Depois de anos, quando ela volta do colégio acompanhada de uma freira, o fazendeiro terá que se virar para que a menina não reconheça seus pais verdadeiros.

1973
Uma das maiores bilheterias na carreira de Mazzaropi. Trata-se de um relato sobre a ingenuidade e a superação de um pequeno fazendeiro que sofre um golpe de um vigarista.



Fonte:  http://vejasp.abril.com.br/blogs/cinema-filmes/filmes-caipiras-e-os-grandes-trabalhos-de-mazzaropi/

2 de maio de 2011

Os finlandeses são uns dos melhores em educação no mundo. Vamos aprender com eles?

Os finlandeses querem que os filhos sejam professores.

A Finlândia surge sistematicamente no topo dos estudos PISA, em que tri-anualmente a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) examina as capacidades dos alunos de 15 anos em Ciência, Matemática e Leitura. O investigador finlandês Jouni Välijärvi surgiu numa sala apinhada de professores portugueses, num encontro organizado pelo Ministério da Educação na quarta-feira, em Lisboa, no papel de mestre a quem pedem que ensine "como se faz". No fundo, queriam saber o que é a Finlândia tem de especial? Välijärvi, director do Instituto Finlandês para a Investigação em Educação, na Universidade de Jyväskylä, explica que muito está na base, no ensino primário, onde um professor motivado e bem preparado acompanha os alunos durante seis anos.

Defende que um dos segredos do sucesso finlandês é a qualidade do ensino primário. Por que é que os professores da primária têm tanta popularidade?

Tem muito a ver com a nossa história. A Finlândia só é independente há 100 anos e os professores primários eram colocados por todo o país para espalhar a identidade nacional. É umas razões que explicam uma popularidade tão alta. Ser professor primário é tão prestigiado como ser médico ou advogado: os pais querem que os filhos sejam professores primários e, quando perguntam aos miúdos que acabaram o secundário que carreira querem seguir, a profissão surge nos dois primeiros lugares.

E muitos dos que têm essa ambição não a conseguem alcançar, porque é muito difícil entrar para o curso.

A popularidade estende-se aos professores do secundário?

Depende das áreas. No secundário, muitas vezes ir para professor não é uma primeira escolha, é um recurso, e isso tem reflexos na motivação dos professores e na aprendizagem.

Por que é que ser professor primário é tão apelativo?

Uma das coisas mais importantes é a autonomia, em que cada professor organiza o trabalho como entende, por isso a questão da avaliação é muito sensível. As aulas estão muito fechadas sobre si mesmas, o que é uma força do sistema mas também uma fraqueza. Mas o facto é que os pais confiam nos professores e nas escolas.

Na Finlândia, o ensino primário prolonga-se por seis anos, as crianças ficam durante este período com o mesmo professor. Isso é importante?

Sim, é a base de tudo. Costuma ser um professor que trabalha com eles ao longo dos seis anos, mas há escolas que dividem os anos por dois professores e pode haver outros professores que ajudam nalgumas matérias, por exemplo, em Matemática ou Desporto. Fica ao critério da escola.

Os poucos chumbos que existem são na primária...

Analisando os alunos do 9.º ano, constata-se que só 2,6 por cento chumbaram e a grande maioria foi na primária. É mais eficaz reter um aluno um ano no início do que este ter que repetir um ano mais tarde, porque é uma altura em que estão a ser dadas as bases. Os professores finlandeses têm expectativas muito altas em termos académicos, incluindo os primários, mais até do que noutros países nórdicos. Por exemplo, na Dinamarca o ensino está mais centrado no bem-estar e felicidade das crianças do que nos resultados académicos. O modelo finlandês mistura os dois factores, preocupa-se com a felicidade e com a parte cognitiva, o que se traduz na aquisição de certos níveis na Escrita, Leitura e Matemática, algo que também já é importante na pré-primária.

O que faz com que um professor seja bom?

Perguntámos isso a alunos e concluímos que é quando sentem que percebe do tema que ensina e também, e este aspecto é interessante, quando sentem que se interessa por eles e está disposto a ter conversas que lhes dizem algo e que não têm necessariamente a ver com a cadeira que lecciona.

Questões como a sexualidade?

Sim, mas também quando o professor os ajuda a escolher o caminho que vão seguir, que está disposto a discutir com eles o porquê das suas escolhas.

As escolas finlandesas têm turmas pequenas. Este poderá ser outro factor de sucesso?

São pequenas e os professores defendem que devem ser ainda mais pequenas. Eu sou céptico em relação à utilidade de reduzir as turmas. Actualmente, na primária, em média, temos 21 alunos por turma, no secundário 19. Eu acho que não é possível chegar a um número óptimo, que a dimensão das turmas deve depender dos alunos, do que se ensina. Até porque ter turmas mais pequenas significa ter mais professores e isso implica aumentar gastos. Penso que o dinheiro pode ser usado para criar mais apoios de acordo com o contexto de cada escola: há escolas em que 15 por cento são imigrantes.

Uma das conclusões da OCDE é a de que pagar bem a professores resulta em melhores resultados, porque aumenta a sua motivação.Até certo nível. O importante são as condições de trabalho como um todo, o salário é um sinal. O mais importante é os professores sentirem que, quando têm dificuldades, não estão sozinhos, o que não é o caso em muitos países.

A Finlândia é um dos países onde se passa menos tempo na escola.

Quando se está na escola está-se concentrado na escola, quando se sai vai-se fazer outras coisas, são tempos perfeitamente separados. Na Coreia [outro país bem classificado no PISA], os alunos levantam-se às 6h00 e voltam a casa às 21h00, e ainda têm que fazer trabalhos de casa. Para estes jovens, a escola e a educação são tudo na vida. Os finlandeses, entre tempo na escola e trabalhos de casa, passam um total de 30 horas por semana, face a 50 horas da Coreia.

Moral da história?

A forma como os países conseguem bons resultados é completamente diferente. Esse é o reverso da medalha destes estudos internacionais que incentivam a imitação. Os países podem aprender uns com os outros, mas tem que se ter muito cuidado em transplantar modelos.

Fonte: Publico PT-Edcação
http://www.publico.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/os-finlandeses-querem-que-os-filhos-sejam-professores_1492128?all=1#Comente

26 de abril de 2011

Sugestões de filmes sobre Bullying: uma proposta pedagógica

Segue  uma relação de filmes que podem ser utilizados na escola, com a finalidade de se discutir as questões voltadas para a violência no espaço escolar e as diferenças culturais e sociais. Antes de passar os filmes, como orientação pedagógica sugiro o seguinte:

  • Assista ao filme antes e veja as possibilidades de adaptação ao currículo e a proposta de trabalho que você deseja realizar.
  • Elabore questões antes de passar o filme, para que os alunos já assistam ao filme com um olhar direcionado.
  • Planeje possíveis pausas durante a exibição para fazer comentários e focar a atenção nas questões que você deseja trabalhar.
  • Assista ao filme várias vezes antes de passar para a classe, buscando detalhes, cenas, diálogos que servirão para uma discussão e um debate no final da exibição.
  • É fundamental, observar a indicação da faixa etária.
  • Pare o filme e solicite que os alunos elaborem uma redação/discussão/debate sobre qual será a atitude do personagem em uma determinada cena. Depois Volte para o filme. É uma boa atividade para se trabalhar valores e crenças e como cada um de nós reagimos ou reagiríamos em determinadas situações.

    1-Como Estrelas na Terra - Toda Criança é Especial


    'Como Estrelas na Terra' conta a história de uma criança que sofre com dislexia e custa a ser compreendida. Ishaan Awasthi, de 9 anos, já repetiu uma vez o terceiro período (no sistema educacional indiano) e corre o risco de repetir de novo. Este filme fala sobre o modo como a arte e a educação são importantes ferramentas de estímulo ao desenvolvimento de uma pessoa quando aplicadas intencionalmente para a sua felicidade, independente do problema ou desvio que tiver.



    2-Um Grande Garoto



    Will Freeman (Hugh Grant) é um homem na faixa dos trinta anos metido a galã que inventa ter um filho apenas para poder ir às reuniões de pais solteiros, onde tem a oportunidade de conhecer mães também solteiras. Will sempre segue a mesma tática: vive com elas um rápido romance e quando elas começam a falar em compromisso ele acaba o namoro. Até que, em um de seus relacionamentos, Will conhece o jovem Marcus (Nicholas Hoult), um garoto de 12 anos que é completamente o seu oposto e tem muitos problemas em casa e na escola. Com o tempo Will e Marcus se envolvem cada vez mais, aprendendo que um pode ensinar muito ao outro.



    3-Bang Bang Você Morreu


    Jovens podem ser mais cruéis que todos. Naturalmente cruéis.” As Palavras de Trevor Adams, que já foi estudante exemplar, refletem suas experiências no colégio. Ele era vítima de tão traumatizante perseguição que ameaçou destruir o time de futebol da escola. Mas a salvação veio através do Sr. Duncan (Tom Cavanagh, astro da série de TV “Ed”), o professor de teatro, que ofereceu a Trevor o papel principal de sua peça, ao lado da bela Jenny Dahlquist. O Professor e a garota tentam ajudá-lo a manter-se na linha. Mas há um risco: o sombrio enredo sobre assassinos em um playground, combinado com o passado problemático de Trevor, faz com que os pais tentem vetar a peça. Se eles conseguirem é possível que a voz de Trevor jamais seja ouvida e isso pode detonar uma bomba-relógio humana.



    4-Mary e Max – Uma Amizade Diferente


    Uma história de amizade entre duas pessoas muito diferentes: Mary Dinkle (voz de Toni Collette), uma menina gordinha e solitária, de oito anos, que vive nos subúrbios de Melbourne, e Max Horovitz (voz de Philip Seymour Hoffman), um homem de 44 anos, obeso e judeu que vive com Síndrome de Asperger no caos de Nova York. Alcançando 20 anos e dois continentes, a amizade de Mary e Max sobrevive muito além dos altos e baixos da vida. Mary e Max é viagem que explora a amizade, o autismo, o alcoolismo, de onde vêm os bebês, a obesidade, a cleptomania, a diferença sexual, a confiança, diferenças religiosas e muito mais.



    5-Elefante


    O filme narra o ataque que dois estudantes fizeram a uma escola secundária do Oregon, matando dezenas de alunos, com um arsenal de armas automáticas. A questão do bullying é tratada como um detalhe pequeno, mas está lá. concentra-se no ato final, de vingança fria e desapaixonada. O título refere-se à facilidade de ignorar um 'elefante' simbólico na sala, apesar do seu tamanho, mas que está sempre prestes a se mover. 



    6-Evil, Raízes do Mal


    Um rapaz atormentado de 16 anos, tratado com violência pelo padastro, também trata seus colegas de escola com violência e acaba expulso da escola pública. é mandado a uma prestigiada escola privada, onde sabe que terá uma última oportunidade de regeneração. lá chegando tem que se confrontar com os códigos e humilhações dos estudantes veteranos, arriscando sua expulsão ou submetendo-se. um olhar diferente, neste filme sueco, que chegou a ser indicado ao Oscar de filme estrangeiro em 2004.



    7-Bully


    Nick Stahl - excelente - é o riquinho valentão, que vive abusando fisicamente dos colegas. até que seu melhor amigo - o já falecido Brad Renfro - decide vingar-se dele junto com a namorada, atraindo-o para o pântano e espancando-o até a morte. alguns dos garotos tentam tomar o lugar dele, enquanto a comunidade se divide entre condenar e reconhecer que ele teve o que merecia. o diretor Larry Clark especializou-se em retratar o ócio e a banalidade da violência na juventude americana. um filme chocante.


    8- Deixe Ela Entrar

    Um garoto frágil de 12 anos é constantemente abusado pelos colegas e sonha com uma vingança. quando ele conhece sua vizinha, uma vampira que aparenta ter a sua idade, com quem irá envolver-se e que vai defendê-la dos ataques.


    9-Entre os Muros da Escola

     
    (França 2008 - Palma de Ouro em Cannes, este drama mostra bem o choque de culturas que se formou na França, a partir dos conflitos entre alunos e também um professor bem intencionado. brilhante)


    10-Pro Dia Nascer Feliz

     
    Documentário que mostra diferentes realidades de estudantes de classes sociais distintas de três estados do Brasil. um filme bem feito e oportuno sobre o tema.


    11-Sempre Amigos


    Maxwell Kane (Elden Henson) é um garoto de 14 anos que tem dificuldades de aprendizado e vive com seus avós desde que testemunhou o assassinato de sua mãe, morta pelo marido. Quando Kevin Dillon (Kieran Culkin), um garoto que sofre de uma doença que o impede de se locomover, se muda para a vizinhança eles logo se tornam grandes amigos. Juntos vivem grandes aventuras, enfrentando o preconceito das pessoas à sua volta.



    12-O Galinho Chicken Little



    Na cidade de Oakey Oaks, Chicken Little toca o sinal do colégio e manda que todos "corram por suas vidas"!. Toda a cidade fica em pânico. Por fim, todos se acalmam para perguntar ao galinho o que há de errado. Ele sofre Bullying na Escola.











    13- Sonho de Gelo



    Ela é diferente e ser diferente é um tema comum em filmes da Disney sobre bullying. Ela aprende a tratar os amigos, se divertir e viver para o momento. Apesar do desejo de ser uma patinadora famosa, Casey Carlyle não passa de uma garota inteligente e de poucos amigos, com uma mãe obcecada pela idéia de ver sua filha em uma grande universidade. Mas quando ela usa sua cabeça e segue seu coração, de repente se vê transformada como nunca sonhou.


    24 de abril de 2011

    Biografia de Lev Vygotsky, com uma reflexão do Filme "O Enigma de Kaspar Houser”

    Lev Vygotsky

    Lev Semenovich Vygotsky nasceu a 17 de novembro de 1896 em Orsha, uma pequena cidade localizada na Bielo-Rússia. Era de uma família judaica financeiramente estável e culta. Seu pai trabalhava em um banco e numa companhia de seguros, enquanto sua mãe, uma professora formada, se dedicou mais à educação dos filhos. 

    Vygotsky viveu durante um longo período em Gomel, também na Bielo-Rússia, juntamente com sua família. Foi educado em casa, até os 15 anos, por tutores particulares e desde cedo manifestou uma grande capacidade intelectual e autodidatismo, mostrando-se interessado pelos mais diversos assuntos, desde literatura até artes em geral. Também se interessou pelo aprendizado de diferentes línguas, o que lhe permitiu que entrasse em contato com materiais de diferentes procedências. 

    Aos 17 anos completou o curso secundário, num colégio privado em Gomel, sendo congratulado pelo seu excelente desempenho. De 1914 a 1917 estudou Direito e Literatura, na Universidade de Moscou. Vale destacar que o trabalho que ele apresentou ao final deste curso, deu origem a um dos livros de sua autoria e intitulado "Psicologia da Arte", que só foi publicado na Rússia em 1965.

    Vygotsky começou sua carreira aos 21 anos, após a Revolução Russa de 1917. Em Gomel, no período de 1917 a 1923, além de escrever críticas literárias, lecionou e proferiu palestras sobre temas ligados a literatura, ciência e psicologia em várias instituições. Nessa época começou a se interessar também pela pedagogia, e em 1922 publicou um estudo sobre os métodos de ensino da literatura nas escolas secundárias. Fundou nessa cidade uma editora, uma revista literária e um laboratório de psicologia no Instituto de Treinamento de Professores, local onde ministrava cursos de psicologia.

    O interesse de Vygotsky pela psicologia acadêmica começou a partir de seu trabalho com a formação de professores, onde entrou em contato com crianças portadoras de deficiências físicas e mentais, o que se tornou uma motivação para que ele pesquisasse alternativas que pudessem auxiliar o desenvolvimento dessas crianças, que foi uma excelente oportunidade para que ele viesse a compreender os processos mentais humanos, assunto que viria a ser o centro de seu projeto de pesquisa.

    Em 1924, aos 28 anos, Casou-se com Roza Smekhova, com quem teve duas filhas. Neste mesmo ano, em função de sua participação brilhante no II Congresso de Psicologia em Leningrado, foi convidado a trabalhar no Instituto de Psicologia de Moscou, quando escreveu o trabalho: Problemas da Educação de Crianças cegas, surdas-mudas e retardadas, que apresentava algumas de suas reflexões sobre o assunto.

    Entre 1927 e 1928, a "troika" associou-se e transferiu-se para o laboratório de psicologia do Instituto de Educação Comunista, ao qual se associou. Foi nesse mesmo período que Vygotsky começou a criar o Instituto de Estudos da Deficiência, com o objetivo de estudar o desenvolvimento de crianças anormais.

    Neste período Vygotsky escreveu alguns importantes trabalhos dentre eles: A pedologia de crianças em idade escolar (1928); Estudos sobre a história do comportamento (escrito juntamente com Luria) (1930); O instrumento e o símbolo no desenvolvimento das funções psicológicas superiores (1931); Lições de psicologia (1932); Fundamentos da Pedologia (1934); Pensamento e Linguagem (1934); Desenvolvimento mental da cirança durante a educação (1935) e A criança retardada (1935).

    O que vale destacar na obra de Vygotsky foram suas pesquisas sobre os processos de transformação do desenvolvimento humano na sua dimensão filogenética, histórico-social e ontogenética. Deteve-se no estudo dos mecanismos psicológicos mais sofisticados (as chamadas funções psicológicas superiores), típicos da espécie humana: o controle consciente do comportamento, atenção e lembrança voluntária, memorização ativa, pensamento abstrato, raciocínio dedutivo, capacidade de planejamento, etc.
    Seguindo as premissas do método dialético, procurou identificar as mudanças qualitativas do comportamento que ocorrem ao longo do desenvolvimento humano e sua relação com o contexto social. Coerente com este propósito, Vygotsky fez, no final da década de 20 e no início da década seguinte, relevantes reflexões sobre a questão da educação e de seu papel no desenvolvimento humano.

    A obra de Vygotsky tem uma grande importância na medida em que ele foi o primeiro psicólogo moderno a sugerir os mecanismos pelos quais a cultura torna-se parte da natureza de cada pessoa. Ou seja, segundo ele, a complexidade da estrutura humana, deriva do processo de desenvolvimento profundamente enraizado nas relações entre história individual e social.

    Trabalhou com talentosos pesquisadores, dentre eles: Alexander Romanovich Luria e Alexei Nikolaievich Leontiev, principais colaboradores de Vygotsky e que o acompanharam até sua morte.
    O pensamento marxista também foi para ele uma fonte científica valiosa. Pode-se identificar os pressupostos filosóficos, epistemológicos e metodológicos de sua obra na teoria dialético-materialista. As concepções de Marx e Engels sobre a sociedade, o trabalho humano, o uso dos instrumentos, e a interação dialética entre o homem e a natureza serviram como fundamento principal às suas teses sobre o desenvolvimento humano profundamente enraizado na sociedade e na cultura.

    Foram seus contemporâneos os teóricos comportamentalistas, defensores da associação entre estímulos e respostas, dentre os quais pode-se destacar: Ivan Pavlov e John B. Watson, que serviram como uma base para a contraposição do pensamento de Vygotsky.

    Ele também foi contemporâneo do epistemólogo suíço Jean Piaget e reconheceu a riqueza do método clínico adotado por Piaget, no estudo do processo cognitivo individual, e a semelhança de interesse no estudo da gênese dos processos psicológicos, apesar de apontar suas divergências principalmente em relação à interpretação da relação entre pensamento e linguagem.

    A partir de 1932, a obra de Vygostky começou a receber severas críticas, na Rússia, sendo consideradas "idealistas" pelas autoridades soviéticas. As idéias de Pavlov na época eram mais valorizadas porque os marxistas apoiavam a abordagem pavloviana de que os seres humanos devem ser considerados apenas em função de suas reações ao ambiente exterior.

    Vygotsky contestava essa posição, uma vez que para ele os seres humanos não deveriam ser considerados dessa forma, mas também deveria se considerar a maneira pela qual eles criam seu ambiente, o que por sua vez dá origem a novas formas de consciência.

    Vygotsky morreu em Moscou em 11 de junho de 1934, vítima de tuberculose, doença contra a qual lutou durante 14 anos. Após sua morte teve a publicação de suas obras proibida na União Soviética, no período de 1936 a 1956, devido à censura do totalitário regime stalinista e foi ignorado pela cultura ocidental durante um longo período. Em 1962, foi lançada a primeira edição do livro Pensamento e linguagem nos Estados Unidos e no Brasil, o primeiro contato com uma de suas obras, A formação social da mente, só se deu em 1984.

    Apesar do conhecimento tardio e incompleto de sua obra, Vygotsky é considerado atualmente um dos mais importantes psicólogos do século XX. É significativa a influência e repercussão que sua obra vem provocando na psicologia e educação, não só no Brasil bem como em outros países ocidentais.

    Informe-se mais.......

    Rego, Teresa Cristina. Vygotsky: Uma perspectiva histórico-cultural da educação. Petrópolis: Editora Vozes. 2001. 12ª edição.

     http://www.english.sk.com.br/sk-vygot.html - última visita em 06/06/2002.


    Para compreender a teoria de Vygotsky, sugiro que assistam ao filme “O Enigma de Kaspar Houser”. Existe um Blog que apresenta a Biografia de Kaspar Houser, achei interessante o texto . O blog é este http://kasparbio.blogspot.com/.


    Existe  Também um artigo muito bom que enfatiza esta temática, o artigo é este O ENIGMA DE KASPAR HAUSER (1812?-1833): UMA ABORDAGEM PSICOSSOCIAL. Este artigo encontra-se no SCIELO. Basta Clicar e ler o artigo de Maria Clara Lopes Saboya.

    Sinopse do Filme:

    Kaspar Hauser é um jovem que foi trancado a vida inteira num cativeiro, desconhecendo toda a existência exterior. Quando ele é solto nas ruas sem motivo aparente, a sociedade se organiza para ajudar Kaspar, que sequer conseguia falar ou andar, mas este logo acaba se tornando uma atração popular. Baseado em uma história real. 

    Para quem deseja estudar e pesquisar sobre Vygotsky, sugiro a leitura dos seguintes livros que abordam seus pensamentos e teória :


    BAQUERO, Ricardo. Vygotsky e a aprendizagem escolar. Porto Alegre (RS): Artes Médicas, 1998.

    LA TAILLE, Yves de; KOHL, Marta O.; DANTAS, Heloysa. Piaget, Vigotsky, Wallon: teorias psicogenéticas em discussão.

    OLIVEIRA, Marta Kohl. Vygotsky: aprendizado e desenvolvimento, um processo sóciohistórico (2a. ed.). São Paulo: Scipione, 1995.

    REGO, Teresa Cristina. Vygotsky - Uma Perspectiva Histórico-CulturaL da Educação. Petrópolis: Vozes, 2007.
    Livros de  Vygotsky publicados no Brasil


    A Formação Social da Mente. SP, Martins Fontes, 1999.
    Psicologia da Arte”. SP, Martins Fontes, 2001
    Pensamento e linguagem.” SP, Martins Fontes, 1987
    Psicologia Pedagógica.” Porto Alegre, ARTMED, 2003

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