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20 de maio de 2011

Alfabetização e Letramento: Uma reflexão no Brasil


Estudos do Brasil


No Brasil as pesquisas também mostraram a importância e a superioridade do ensino fônico. Apesar do anacronismo dos PCNs mantidos pelas autoridades que ainda não se deram conta do fato.

O programa de pesquisa da Universidade de São Paulo relata que o desenvolvimento da consciência fonológica e o ensino das relações entre letra e som fossem ainda mais importantes no português do que em outras línguas regulares.

Intervenção com grupos de crianças de escola particular
A equipe do Programa de pesquisa da Universidade de São Paulo elaborou um programa de intervenção para desenvolver a consciência fonológica e ensinar as correspondências grafofonêmica do português.

Em alguns estudos, o procedimento foi aplicado pela própria professora; em outros por psicólogos. Em todos os casos as crianças participaram da intervenção mostram notáveis progressos em leitura e escrita, que sempre foram superiores aos das crianças expostas à abordagem construtivista usual que usa o método global de alfabetização.

Intervenções com grupos de crianças de escola pública

 

Neste estudo avaliou o impacto do método fônico sobre o desenvolvimento de crianças de primeira serie de escola publica, crianças de famílias de baixo nível socioeconômico e cultural. As crianças foram avaliadas em consciência fonológica, leitura, escrita, memória de trabalho, acesso léxico a memória de longo prazo e conhecimento de letras.Foram dividas em três grupos:Grupo controle com desempenho abaixo da media,Grupo experimental com desempenho abaixo da media.Grupo controle com desempenho acima da media.

Foi observado que as crianças que participaram das atividades de consciência fonológica e de correspondência grafofonêmica apresentaram ganhos significativo em relação ás demais, tanto em consciência fonológica quanto em conhecimento de letras.

Intervenção com estudante com severo distúrbio motor e da fala


Os procedimentos aplicados na avaliação com a estudante com distúrbio motor e da fala foram dividido em duas etapas, uma primeira intervenção supra-fonêmica, e uma segunda, fonêmica. Constituindo em cinco fases:Avaliação da habilidade de escritaInstrução supra-fonemica Reavaliação da escrita Instrução fonêmica Reavaliação final da escrita

Intervenções pela própria professora em sala de aula


O estudo foi conduzido para comparar a eficácia de duas formas de alfabetização: Alfabetização baseada nas atividades fônicas,Alfabetização construtivista com que se dá pelo método ideovisual ou global.Analisando o desempenho como função do tipo de atividade em que as professoras investiram o tempo letivo, chegou-se a conclusão clara de que o desenvolvimento das crianças é diretamente proporcional ao tempo que as professoras dedicaram ao ensino baseado nos fonemas, e inversamente proporcional ao tempo de elas dedicam ao ensino baseado no texto.


Estrutura, processo e desenvolvimento da competência de leitura e escrita.

Para entender porque atividades para desenvolver a consciência fonológica e ensinar correspondência entre grafemas e fonemas são tão importantes para aquisição da leitura e da escrita alfabéticas, é importante examinar o processo de desenvolvimento da competência de leitura e escrita.

A criança passa por três estágios na aquisição de leitura e escrita: Logográfico: trata a palavra escrita como se fosse uma representação pictoideográfica e visual do referente; Alfabético: em que, com o desenvolvimento da rota fonológica, a criança aprende a fazer decodificação grafofonêmica ;Ortográfico: em que, com o desenvolvimento da rota lexical, a criança aprende a fazer leitura visual direta de palavras de alta freqüência.

Como avaliar o desenvolvimento da competência de leitura


O modelo de leitura e escrita de Frith (1985,1990) identifica três fases distintas na alfabetização. Na fase logográfica a criança faz reconhecimento visual direto com base no contexto, na forma e na cor, mas não atenta às letras, exceto a primeira. Na fase alfabética a criança aprende a fazer decodificação grafofonêmica e passa a ler pseudopalavras e palavras.Crianças com dislexia fonológica não conseguem fazê-lo.Na fase ortográfica a criança aprende a ler lexicalmente e torna-se capaz de ler palavras irregulares, desde que comuns.


Evidencias de problemas fonológicos nos maus leitores

Pesquisadores vêm atribuindo os problemas de aquisição de leitura e escrita dos escolares a uma série de fatores como, por exemplo, problemas de discriminação fonológica, problemas de memória de trabalho.

Até quando continuarão os PCNs brasileiros na contramão da história

Mesmo alguns estudos comprovando a importância do processo fonológica na pratica cotidiana brasileira prevalece o ensino de leitura e escrita na abordagem global, com pura ênfase a apresentação sistemática de instruções fônicas. Os PNCs registraram este anacronismo da Educação brasileira e são responsáveis pela sai (dês) orientação. Encontram-se disponíveis pela Internet.

Em trechos do PNCs (que não favorecem citações bibliográficas e dados de pesquisa), seção alfabetização e ensino da língua, o modelo dupla do processo, com leitura inicial pela rota fonológica e competente pela lexical é ignorado.

Em um outro trecho, volume 2, Língua Portuguesa, o texto é tratado como unidade e defende o trabalho a partir de textos que podem enfocar palavras ou frases nas situações didáticas especificas que o exijam. Desta maneira contradizem os resultados de vários estudos em 2 décadas e méis de pesquisas internacionais.

A abordagem dos PCNs comprometem seriamente a competência de leitura das crianças, especialmente as da escola publica, que são as que mais dependem da escola para aprender. Defendem também que a criança procure atribuir significado ao texto antes mesmo de tentar extrair tal significado ao texto por decodificação e, depois, por leitura lexical. Isto ajuda a entender porque os alunos acabam aprendendo a “ler” o que bem entender no texto, em vez de extrair a informação.Técnicas da OCDE, que analisaram o resultado da prova de leitura do PISA, concluíram que os resultados que cós estudantes brasileiros tem a tendência de “responder pelo que acham e não pelo que efetivamente este escrito”.Os PCNs brasileiros aconselham que se busque levar as crianças a aprender a ler utilizando diretamente as estratégias que os bons leitores utilizam, isto é a rota lexical, a leitura como um todo, a apreensão direta do significado. Mais insistir em alcançá-lo diretamente, sem ensinar grafofonemicamente o texto por meio da fala, acaba por levar a criança a deter-se na leitura visual logográfica, limitando a leitura a um jogo de memorização das palavras pelo qual seu aspecto global.

Declara também que a criança chegara ao principio alfabético por simples exposição ao texto, sem a necessidade de desenvolvimento da consciência fonológica e do ensino explicito das correspondências entre grafemas e fonemas.porem as pesquisas mostram que a consciência fonêmica depende de instrução explicita e formal.

Ferreiro e Feberosky parecem ter ignorado suas próprias evidencias que contrariam sua tese e indicam que nem sempre os alunos constroem os procedimentos de analise necessários p/ que a alfabetização se realize”. Como o próprio estudo de Ferreira e Feberosky ( 1986) sobre a evolução da escrita do próprio revela, as crianças de nível socioeconômico médio conseguem atingis as metas devido ao apoio familiar apesar do método global; entretanto as crianças de nível socioeconômico baixo não conseguem fazê-lo e deduziria espontaneamente a “hipótese do nome”e o “critério de quantidade mínima e de variedade”.Porem de acordo com os dados relatados pelas próprias autoras encontram-se diferenças marcantes entre níveis sociais na habilidade de construção de hipóteses.A teoria construtivista de Emilia Ferreiro foi pensada a partir de uma amostra de crianças de níveis socioeconômicos médio e alto diferentemente das pesquisas realizadas que demonstram claridade que o sucesso na alfabetização depende da introdução de atividades de consciência fonológica e do ensino dos sons das letras.“Portanto se os lideres mundiais em pesquisa e em educação descobriram que o método global contraria o conhecimento cientifico e prejudica o desenvolvimento da criança, mudemos o método!”

É necessário reorientar esses PCNs permitindo as nossas crianças ter acesso a métodos mais eficazes para a aquisição de competências de leitura e escrita e para a escolarização plena nela baseada.

O construtivismo, seus pressupostos e limitações na alfabetização.

Segundo Piaget:o sujeito é ativo no processo de conhecimento e seleciona o que aprender e como fazê-lo;todo conhecimento parte de um conhecimento anterior, nenhum começa do zero, mais varia na função da história genética de cada individuo.O conhecimento a ser adquirido pelo sujeito, é modificado por ele e nessa transformação podem ocorrer erros ou desvios que são construtivos, ajudando o sujeito a compreender melhor aquele conhecimento.

Os sujeitos que progridem são aqueles que estão num nível cognitivo próximo à noção que deverá ser adquirida.
O sujeito com nível cognitivo muito abaixo dessa noção dificilmente conseguirá aprendê-la, portanto o conteúdo a ser ensinado deverá seguir o nível cognitivo dos alunos. Ou seja, é pouco proveitoso tentar ensinar um mesmo conteúdo a crianças com diferentes conhecimentos prévios.

Piaget preocupou-se com a epistemologia e não com educação e seus estudos trata de fenômenos gerais de aquisição do conhecimento. Ela não se propõe e não é suficiente para explicar como se dão os processos específicos da aprendizagem educacional, como diferentes métodos de ensino afetam essa aprendizagem ou qual o papel do professor.

Segundo Coll (1996) os principais problemas da teoria Piagetiana são:a espera pedagógica. A criança deverá passar por estágios sucessivos, portanto o ensino deve adequar ao nível dos alunos.

Conforme Landsmann (1995) a atitude de espera contraria ao objetivos do professor que tem como obrigação social ajudar os alunos à “chegar ao que eles ainda não sabem”. Objetivos da educação escolar; Piaget estudou a aquisição do conhecimento de forma geral, ou seja, os estágios do desenvolvimento cognitivo e a aquisição das noções cognitivas básicas, mais a educação escolar não pode preocupar-se apenas com as estruturas cognitivas globais de seus alunos. Sua função é ensinar conteúdos específicos, históricos e culturais, e desenvolver capacidades acadêmicas especificas. (domínio da língua escrita) importância do nível cognitivo dos alunos - a aprendizagem de determinado conteúdo dependendo no nível cognitivo dos sujeitos, porem não propõe sobre o que fazer com tais casos (recuperação). a metodologia de ensino - é indispensável à aquisição do conhecimento uma interação entre a maturação, a experiência com o objeto e a auto regulação. Surge então as questões: como deveria o professor atuar efetivamente para permitir que o aluno construa o conhecimento? Qual a melhor atuação didática para facilitar o processo de aprendizagem?

As abordagens pragetianas falham em reconhecer a especificidade da linguagem e mostram-se inúteis para o diagnostico diferencial e a intervenção para fins de educação prevenção e tratamento em termos de reeducação e reabilitação. 

Com base nos três pressupostos de Landsmann (1995)naturalidade de domínio - para Piaget os mesmos mecanismos (gerais) mentais são responsáveis por todas as aquisições de conhecimento.Relações entre o nocional e o notacional – para Piaget entre conceptual e simbólico, há apremazia do primeiro sobre o segundo.Continuidade das formas simbólicas - para Piaget a linguagem é apenas uma forma de simbolização, serve apenas para fins de representação.

Desta maneira o problema foi que, em vez de buscar testar empiricidade tais pressupostos, os simpatizantes da teoria Pragetiana simplesmente introduziram uma pratica educacional neles baseada como se tais pressupostos constituíssem a verdade final.

Tal abordagem foi adotada nas décadas de 70 e 80 e permanece.

O que se percebe após a utilização dessa crença é que após duas décadas de construtivismo, a alfabetização brasileira encontra-se tão desorientada quanto as crianças brasileiras encontra-se incompetente em leitura.


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